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Benefício do INSS pode aumentar até 25% para quem atende aos critérios

Aposentados do INSS podem receber acréscimo de 25% no benefício. Veja quem tem direito, como solicitar e documentos necessários.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
INSS

A legislação previdenciária brasileira prevê um aumento de 25% no valor da aposentadoria para segurados que necessitam de assistência permanente de outra pessoa. Apesar de estar garantido nas regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), esse direito ainda é pouco conhecido por muitos aposentados, especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade.

Na prática, o adicional pode representar um reforço significativo na renda mensal e tem como objetivo auxiliar segurados que perderam a autonomia para atividades básicas do dia a dia.

Segundo dados e normas do próprio INSS, o benefício é mais comum em casos de aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez), mas também pode ser analisado em situações específicas que comprovem dependência contínua.

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O que é o acréscimo de 25% do INSS?

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O acréscimo de 25% é um adicional pago ao segurado que comprova necessidade de assistência permanente de outra pessoa para realizar atividades essenciais, como alimentação, higiene e locomoção.

O objetivo do benefício é compensar os custos adicionais de cuidados contínuos, como contratação de cuidadores ou suporte familiar.

Esse direito está previsto na legislação previdenciária e pode ser concedido mesmo quando o valor final ultrapassa o teto do INSS, conforme entendimento aplicado em situações específicas reconhecidas pela Justiça e pela própria autarquia.

Quem tem direito ao adicional de 25%?

O principal público atendido são aposentados por incapacidade permanente que dependem de terceiros para viver de forma segura.

Entre os casos mais comuns reconhecidos pelo INSS estão:

Situações de dependência permanente

  • Necessidade constante de cuidador;
  • Incapacidade de realizar atividades básicas sozinho;
  • Dependência para locomoção e higiene pessoal.

Condições de saúde graves

  • Perda total da visão;
  • Paralisias severas;
  • Doenças neurológicas degenerativas;
  • Condições que comprometam totalmente a autonomia.

Outras situações avaliadas na perícia

  • Quadros clínicos que exijam vigilância contínua;
  • Risco elevado de acidentes sem supervisão;
  • Limitações físicas ou cognitivas permanentes.

A concessão não é automática: cada caso passa por análise individual realizada pela perícia médica do INSS.

Como é calculado o valor do acréscimo?

O adicional corresponde a 25% do valor da aposentadoria do segurado.

Veja alguns exemplos práticos:

  • Aposentadoria de R$ 2.000 → acréscimo de R$ 500 (total: R$ 2.500)
  • Aposentadoria de R$ 3.000 → acréscimo de R$ 750 (total: R$ 3.750)
  • Aposentadoria de R$ 4.000 → acréscimo de R$ 1.000 (total: R$ 5.000)

Em casos previstos na legislação e reconhecidos pela perícia ou pela Justiça, o valor pode ultrapassar o teto previdenciário, justamente por ter natureza assistencial complementar.

O pagamento é incorporado mensalmente ao benefício enquanto permanecer a condição que justificou a concessão.

Como solicitar o acréscimo de 25% no INSS

O pedido pode ser feito de forma digital, sem necessidade de ir imediatamente a uma agência.

Passo a passo pelo Meu INSS

  1. Acesse o site ou aplicativo Meu INSS
  2. Faça login com sua conta Gov.br
  3. Busque por “acréscimo de 25%” ou benefício por incapacidade com adicional
  4. Anexe documentos médicos, se solicitado
  5. Aguarde a análise e possível agendamento de perícia médica

Também é possível acompanhar informações pela Central 135, que funciona de segunda a sábado.

Documentos que fortalecem o pedido

Embora a análise seja feita caso a caso, alguns documentos são fundamentais para comprovar a necessidade de assistência permanente.

Entre os principais estão:

  • Laudos médicos atualizados;
  • Exames recentes de imagem e laboratório;
  • Relatórios de especialistas (neurologia, ortopedia, geriatria, etc.);
  • Receitas de medicamentos contínuos;
  • Declarações que comprovem dependência de cuidadores.

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Quanto mais detalhada for a documentação, maior a consistência da análise pericial.

Como funciona a perícia médica do INSS

A perícia é a etapa decisiva para a concessão do benefício.

O perito avalia:

  • Grau de dependência do segurado;
  • Limitações físicas ou cognitivas;
  • Necessidade de supervisão contínua;
  • Histórico clínico apresentado nos documentos.

Em muitos casos, também são consideradas informações fornecidas por familiares ou cuidadores durante a avaliação.

Como acompanhar o andamento do pedido

Após solicitar o benefício, o acompanhamento pode ser feito por canais oficiais:

  • Aplicativo ou site Meu INSS;
  • Central telefônica 135.

No sistema, o segurado consegue verificar se o pedido está:

  • Em análise;
  • Agendado para perícia;
  • Deferido (aprovado);
  • Indeferido (negado).

O que fazer se o pedido for negado?

INSS
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Caso o INSS negue o acréscimo de 25%, o segurado pode apresentar recurso administrativo dentro do prazo estabelecido.

Nessa etapa, é possível:

  • Incluir novos documentos médicos;
  • Solicitar nova avaliação pericial;
  • Apresentar relatórios mais detalhados.

Em situações mais complexas, muitos segurados também buscam orientação jurídica especializada para avaliar a possibilidade de ação judicial, especialmente quando há divergência entre laudos médicos e a decisão do INSS.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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