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Adicional de periculosidade: descubra quem tem direito e quanto pode receber a mais no salário

Descubra quem tem direito ao adicional de periculosidade, como é feito o cálculo e quais profissões recebem. Veja todos os detalhes aqui!!!

Erivelto LopesPor Erivelto Lopes5 min de leitura
Equipamentos de proteção juntos no chão: capacete, óculos, luvas e protetores de ouvido periculosidade

O adicional de periculosidade é um direito garantido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para profissionais que atuam sob condições perigosas. Ele visa compensar financeiramente aqueles que se expõem a riscos constantes no exercício da sua profissão.

Mais do que um valor extra, trata-se de uma medida de proteção e reconhecimento da importância de preservar a saúde e a segurança no trabalho. O benefício pode representar até 30% a mais no salário, dependendo da atividade exercida.

Adicional por periculosidade.
Imagem: BigPixel Photo / shutterstock.com

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O que é o adicional de periculosidade?

O adicional de periculosidade é uma compensação obrigatória, prevista por lei, para trabalhadores que atuam em atividades que envolvem riscos à integridade física. Esses riscos devem ser constantes e não eventuais, sendo necessário comprovar sua existência por meio de laudo técnico elaborado por um profissional habilitado.

O benefício é pago mensalmente e sua base de cálculo é o salário-base do trabalhador, sem incluir adicionais como horas extras ou comissões. Ele não substitui o uso de EPIs ou outras medidas de segurança, que seguem sendo obrigatórias para o empregador.

O que caracteriza a periculosidade?

Risco contínuo e iminente

Para que uma atividade seja considerada perigosa, é necessário que o trabalhador esteja continuamente exposto a situações de risco real. Isso inclui:

  • Contato com produtos inflamáveis ou explosivos
  • Exposição à alta tensão elétrica
  • Utilização profissional de motocicletas
  • Atuação em áreas com risco de violência

Profissões com maior incidência

Algumas profissões são frequentemente enquadradas como perigosas, entre elas:

  • Eletricistas
  • Frentistas de postos de combustíveis
  • Vigilantes armados
  • Motoboys e entregadores

O que diz a legislação sobre o tema?

Fundamento legal: Artigo 193 da CLT

O artigo 193 da CLT define que o adicional de periculosidade é devido aos trabalhadores expostos a:

  • Inflamáveis e explosivos
  • Energia elétrica
  • Atividades de segurança pessoal ou patrimonial
  • Motocicletas, conforme regulamentação específica

Obrigatoriedade de laudo técnico

A caracterização da atividade como perigosa depende de uma perícia técnica, realizada por um engenheiro de segurança ou médico do trabalho. Sem esse documento, não há respaldo legal para o pagamento do adicional.

Quem tem direito ao adicional de periculosidade?

Profissionais elegíveis

O direito se aplica a trabalhadores da iniciativa privada e, em alguns casos, a servidores públicos. Os principais grupos contemplados incluem:

Eletricistas

Trabalhadores que atuam em redes energizadas ou equipamentos de alta tensão.

Frentistas e operadores de inflamáveis

Profissionais que lidam diretamente com combustíveis e produtos químicos perigosos.

Motociclistas profissionais

Quem utiliza a motocicleta para trabalhar, como entregadores, tem direito ao adicional desde 2014, com base na Portaria 1.565 do MTE.

Vigilantes armados

Em função do risco constante de confronto e violência, esses profissionais têm o direito reconhecido pela Justiça do Trabalho.

Como é feito o cálculo do adicional?

Percentual fixo sobre o salário-base

A legislação determina que o valor do adicional corresponde a 30% sobre o salário-base. Isso significa que benefícios, bônus e gratificações não entram na conta.

Exemplo prático:

  • Salário-base: R$ 2.000,00
  • Adicional (30%): R$ 600,00
  • Total com adicional: R$ 2.600,00

Observações importantes:

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  • O valor deve ser pago enquanto persistir o risco.
  • Não pode ser substituído por folgas ou bonificações.
  • A alteração de função deve ser formalizada para cessar o pagamento.

A importância do contracheque

O trabalhador deve sempre verificar o contracheque para garantir que o valor está sendo pago corretamente. Caso contrário, deve procurar o RH da empresa ou o sindicato da categoria.

Em caso de inadimplência, o colaborador pode acionar a Justiça do Trabalho para reivindicar o direito e até exigir valores retroativos com juros e correção.

Periculosidade garante aposentadoria especial?

Sim, em alguns casos

Profissionais que exercem atividades perigosas por períodos prolongados podem ter direito à aposentadoria especial pelo INSS. Essa categoria prevê o tempo de contribuição reduzido:

  • 15 anos: risco extremo
  • 20 anos: risco moderado
  • 25 anos: risco leve

Documentos exigidos:

  • Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP)
  • Laudos técnicos
  • Comprovantes do adicional

É recomendável consultar um especialista em Direito Previdenciário para garantir a concessão correta do benefício e evitar indeferimentos.

O adicional de periculosidade substitui o de insalubridade?

Não. São direitos diferentes.

O adicional de periculosidade e o adicional de insalubridade não são acumuláveis. O trabalhador tem direito a um ou outro, dependendo das características da função exercida.

Enquanto a periculosidade está ligada ao risco iminente de acidentes, a insalubridade se refere à exposição contínua a agentes nocivos à saúde, como ruídos intensos, produtos químicos ou agentes biológicos.

O adicional de periculosidade é uma conquista importante para o trabalhador brasileiro que atua sob risco constante. Garantido pela legislação trabalhista, ele valoriza financeiramente atividades que exigem coragem, preparo técnico e muitas vezes envolvem ameaça real à vida.

Notas de R$ 50,00
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Saber quem tem direito, como é feito o cálculo e quais documentos são necessários é fundamental para garantir que esse benefício seja corretamente concedido. O acompanhamento do contracheque e o suporte jurídico, quando necessário, também são aliados valiosos nesse processo.

Em tempos em que a segurança no trabalho ganha cada vez mais relevância, a correta aplicação do adicional de periculosidade é um passo essencial para proteger, reconhecer e valorizar quem arrisca a própria integridade para cumprir sua função.

Erivelto Lopes

Autor

Erivelto Lopes

Erivelto Lopes é redator no portal Seu Crédito Digital, com forte compromisso com a verdade, responsabilidade e qualidade da informação. Atua diariamente na produção de conteúdos claros e confiáveis sobre benefícios sociais, economia e atualidades que impactam a vida do cidadão. É apaixonado por informar com agilidade, sempre buscando traduzir temas complexos de forma acessível.

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