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Advogado dá orientações a bolsonaristas presos: entenda!

Vídeo de advogado viralizou nas redes sociais. Confira o que ele disse aos bolsonaristas que foram presos após ataque terrorista em Brasília.

Januária VargasPor Januária Vargas3 min de leitura
Apoiadores do presidente Bolsonaro realizando ato golpista na cidade de Goiânia, todos com a camiseta da seleção brasileira e com bandeiras do Brasil

Um vídeo que um advogado postou no TikTok, na última terça-feira, 10, está dando o que falar nas redes sociais. Na publicação, o profissional do Direito dá orientações aos bolsonaristas presos, em relação ao emprego e contrato de trabalho. 

A saber, cerca de 1.500 pessoas foram detidas, em Brasília, após a invasão de apoiadores radicais do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) no Congresso, Supremo Tribunal Federal e Planalto Central, no último domingo (8). Na ocasião, houve depredação do acervo histórico, de obras de arte, da arquitetura e da mobília. 

O que levou os manifestantes a cometerem atos de vandalismo foi a insatisfação com o resultado das urnas nas últimas eleições, em novembro de 2022, que elegeram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente da República. No entanto, essas condutas não estão de acordo com a Constituição e ferem a democracia. 

Orientações relacionadas ao contrato de trabalho de bolsonaristas presos

Com o título “Fui preso em Brasília! Como fica meu emprego?”, o vídeo postado pelo advogado Pedro Nespolo teve mais de 77 mil curtidas no TikTok, mais de 11 mil compartilhamentos no Whatsapp e mais de 118 mil visualizações no Twitter. 

Pedro inicia o vídeo identificando o caso vivido pelos bolsonaristas presos: “Fui em Brasília protestar e defender o meu país. Acabei preso e agora não tenho previsão para ser solto. Como é que fica o meu contrato de trabalho lá na minha cidade?”.

A partir disso, o advogado explica que quando o trabalhador é preso, o contrato de trabalho é suspenso. Dessa forma, a pessoa não irá receber salário, férias e nem o décimo terceiro. Segundo o advogado, há uma pausa no contrato de trabalho e, a depender dos critérios, o preso poderá receber o auxílio reclusão. 

Por fim, o advogado explica em quais condições poderá haver demissão:

“O que preocupa é se houver condenação criminal. Veja, não apenas responder, mas ser condenado criminalmente. Responder e ser acusado, condenado por algum crime, você pode ser demitido por justa causa”, ressalta Nespolo.

Repercussão do vídeo nas redes sociais

Diversos internautas responderam à publicação em tom de ironia, citando que as ideologias da política de direita são contrárias aos Direitos Humanos que estão pregando.

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Segundo um dos comentários feitos no Twitter, “eles sempre criticaram auxílio reclusão. Achavam que era ‘sustentar bandido’” .

Outra usuária no Twitter replicou que “agora além de defender os direitos humanos, também vão passar a defender o auxílio-reclusão. E vão descobrir que quem recebe não é o preso. Mas a família do preso”.

No TikTok, diversas pessoas satirizam o ocorrido, comentando que, no Brasil, irão abrir 1.500 vagas de emprego. Nesse sentido, uma usuária brincou: “gente, preparem seus currículos, abrirão muitas vagas em breve”. 

Imagem: Angela_Macario | shutterstock

Januária Vargas

Autor

Januária Vargas

Jornalista, graduada pelo Centro Universitário UNA, com 10 anos de experiência em produção de textos e assessoria de comunicação. Atualmente, estuda Nutrição & Saúde Integrativa e trabalha como redatora do portal Seu Crédito Digital.

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