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Afinal, como a alta do dólar impacta a economia dos brasileiros?

Descubra como a alta do dólar afeta diretamente a economia e o cotidiano dos brasileiros. Leia e saiba mais!

O dólar apresentou uma alta expressiva nos últimos meses, alcançando um dos patamares mais elevados desde 2022. Encerrando a semana a R$ 5,46, a moeda norte-americana já acumula uma valorização de 12,6% apenas em 2024. Essa tendência influencia diretamente a vida financeira no Brasil, desde o aumento dos preços no varejo até o custo de viagens internacionais.

Os economistas consultados destacam como esse cenário afeta diversos setores. Com a desvalorização do real, produtos importados tornam-se mais caros, e mesmo os nacionalmente produzidos sofrem alterações de preço devido ao uso de insumos importados em sua fabricação. Além disso, o turismo para o exterior fica menos acessível, pressionando o orçamento dos brasileiros que planejam viagens.

Como a alta influencia as viagens internacionais?

Várias notas de dólar
Imagem: yukiqwa / Shutterstock.com

Uma das repercussões mais percebidas pelo público é o encarecimento das viagens para fora do país. Com a desvalorização do real frente ao dólar, os turistas brasileiros precisam desembolsar mais dinheiro para cobrir as despesas em viagens, desde passagens aéreas até hospedagens e serviços no exterior, todos cotados na moeda norte-americana.

Não apenas o setor de turismo é afetado. O varejo brasileiro também sente o impacto diretamente nas gôndolas dos supermercados. Itens de consumo diário que dependem de importação ou de componentes estrangeiros encarecem, refletindo no aumento geral dos preços ao consumidor final. Este ajuste no custo de vida é inevitável e gradualmente mais visível.

Exportações brasileiras e sua relação com o dólar

Por outro lado, um real desvalorizado frente ao dólar pode beneficiar setores da economia brasileira, como o de exportações. Produtos brasileiros tornam-se mais competitivos no mercado externo, o que pode incrementar a quantidade de exportações. No entanto, isso também pode resultar em uma oferta menor no mercado interno, elevando os preços domésticos.

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Essa dinâmica complexa entre câmbio, inflação e políticas econômicas define o direcionamento das ações do Banco Central do Brasil, especialmente no que tange à taxa básica de juros, a Selic. Diante do atual cenário econômico e do comportamento da moeda americana, o BC se mantém vigilante, tentando equilibrar os diversos fatores para manter a estabilidade econômica do país.

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