O financiamento de imóveis é a opção de pagamento mais comum, mas devido ao custo elevado dos juros, o consórcio tem se tornado uma alternativa mais viável. Em relação ao ano de 2020, houve uma alta de 60% nos números de consórcios realizados, com mais de 17 milhões de participantes ativos em 2023 somente no setor imobiliário, segundo dados da ABAC (Associação das Administradoras de Consórcios).
As taxas de juros elevadas do financiamento de imóveis limitam a capacidade de compra de muitos brasileiros, com a Selic em 11,75% ao ano. Esse cenário favorece a busca por alternativas mais acessíveis, como os consórcios, de acordo com Bruno Gama, fundador da Credihome by Loft. Para 2024, a previsão é de aquecimento do mercado imobiliário, com a expectativa de queda da Selic para 9.0% ao fim do ano.
Por que o aumento do interesse em consórcios?
Esta redução pode diminuir o custo com financiamentos, mas a mudança para o consumidor será gradual, somando-se ao alto custo atual do crédito habitacional que ainda continuará caro para uma parcela significativa da população, afirmou Alberto Ajzental, coordenador do curso de negócios imobiliários da FGV.

Antes de decidir, avalie sua situação financeira. O financiamento requer um valor de entrada, além de aprovação de crédito. “Se não tem dinheiro guardado para isso, precisa-se pensar em renda extra ou optar por outra opção, como o consórcio”, orientou Gama. A necessidade de morar no imóvel também é um fator determinante.
Consórcio ou financiamento de imóveis?
O financiamento proporciona o acesso ao imóvel rapidamente, enquanto a contemplação do consórcio pode demorar anos. Por outro lado, o consórcio permite ao consumidor realizar lances, incluindo o uso do FGTS, para acelerar a contemplação do consórcio. Entretanto, isso não garante a contemplação, pois todos os participantes podem dar lances.
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O consórcio pode ser uma opção mais econômica dependendo do tempo de contemplação. Porém, o consumidor deve levar em conta sua situação financeira e necessidade imediata do imóvel. Se tiver necessidade de moradia imediata ou não puder aguardar a contemplação do consórcio, o financiamento pode ser a melhor opção.
Imagem: Andrey Popov/Shutterstock.com
