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AGU identifica mais de 100 empresas suspeitas de financiar ataques em Brasília

Investigações afirmam que pessoas jurídicas financiaram os ataques, custeando os ônibus e o acampamento em frente ao QG do Exército.

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque2 min de leitura
Foto ampla dos apoiadores de Bolsonaro no ataque na Praça dos Três Poderes

A Advocacia-Geral da União (AGU) identificou mais de 100 empresas suspeitas de financiar os ataques golpistas realizados neste domingo (8), em Brasília. Grupos bolsonaristas chegaram à Esplanada do Três Poderes em ônibus, com aproximadamente 4 mil pessoas. Os vândalos assolaram as estruturas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal.

Dessa forma, com a identificação, a AGU deverá solicitar o bloqueio dos bens dos investigados. As informações preliminares sugerem que pessoas jurídicas teriam financiado os ataques. Assim, os responsáveis custearam os ônibus e a estrutura de acompanhamento dos bolsonaristas em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília. 

Bloqueio de bens tem como objetivo garantir que prejuízos com ataques sejam cobertos

De acordo com a AGU, o bloqueio de bens terá como objetivo garantir que os danos ao patrimônio público causados pelos ataques terroristas sejam cobertos. Dessa forma, os responsáveis por financiar os ataques deverão arcar com os prejuízos gerados à União. 

Neste domingo (8), os terroristas destruíram vidraças, móveis, roubaram documentos e armas e danificaram obras de arte. Os prejuízos dos ataques já somam mais de R$ 13 milhões.

Ministério Público de Contas pede bloqueio de bens de Bolsonaro

O Ministério Público de Contas pediu, nesta terça-feira (10), o bloqueio de bens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador do Distrito Federal afastado, Ibaneis Rocha (MDB), e do ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres (UNIÃO), nesta terça-feira (9). 

De acordo com o sub-Procurador Geral do Ministério Público de Contas, Lucas Rocha Furtado, que assina o pedido, o MP entende que os bens devam ser indisponibilizados para a responsabilização dos viabilizadores dos ataques. 

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O pedido será analisado pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas. 

O TCU já responsabiliza Ibaneis Rocha e Anderson Torres pelo enfraquecimento à segurança da região, viabilizando os ataques golpistas que destruíram as sedes dos Três Poderes.

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de São Paulo.

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