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Alckmin alerta: Brasil precisa ‘fechar a torneira’ para evitar crise econômica!

Alckmin pede fim do desperdício e proteção à indústria para evitar crise e fortalecer economia nacional.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Juros longos com viés de alta; investidores aguardam ações para frear tarifaço

Durante o evento em comemoração ao Dia Nacional da Indústria, realizado em Brasília, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou a urgência de uma mudança estrutural no modelo econômico brasileiro. Para ele, combater o desperdício e repensar os gastos públicos são ações indispensáveis para tornar o Brasil mais competitivo frente a gigantes como China, Índia e México.

Com uma fala direta e incisiva, Alckmin não poupou críticas ao que chamou de “cultura de desperdício” vigente no setor público. Segundo o vice-presidente, o país precisa “fechar a torneira” dos gastos e priorizar uma agenda de produtividade e eficiência. A fala ocorre em um momento em que o governo federal tenta impulsionar a indústria nacional, em meio a desafios fiscais e à concorrência internacional crescente.

“A China voa porque produz mais barato. O Custo Brasil tem que ser uma obsessão para a análise e redução. Nós temos uma cultura de desperdício. Então é fundamental o ajuste”, disse Alckmin.

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Reforma tributária como aliada da produtividade

Lupa em cima de notas e moedas de real e uma calculadora sobre fundo preto e liso. reforma tributária
Imagem: rafastockbr/shutterstock.com

Durante o evento, Alckmin reforçou que a reforma tributária, que está em tramitação, será um passo decisivo para transformar o ambiente de negócios no país. A promessa é que a reestruturação do sistema de tributos desonere investimentos e exportações, incentivando a indústria e aumentando sua competitividade no cenário global.

Segundo ele, seis setores devem ser diretamente beneficiados com a mudança tributária:

  • Agroindústria – foco na agregação de valor ao produto brasileiro;
  • Saúde – fortalecimento da indústria diante do envelhecimento populacional;
  • Cidades – com ênfase em habitação, saneamento e mobilidade;
  • Digitalização – modernização de processos industriais;
  • Transição ecológica – estímulo à produção limpa e sustentável;
  • Defesa aeroespacial – área estratégica para o Brasil.

Esses segmentos são considerados estratégicos para a retomada do crescimento industrial e para a inserção mais qualificada do país nas cadeias produtivas internacionais.

Ameaça de importados e resposta do governo

Outro ponto abordado pelo vice-presidente foi o impacto do recente aumento de tarifas comerciais por parte de outros países, especialmente dos Estados Unidos, no mercado global. O chamado “tarifaço” imposto pelo ex-presidente Donald Trump pode gerar efeitos colaterais indesejados na indústria brasileira, como o aumento do volume de produtos estrangeiros entrando no país com preços mais baixos.

Nesse contexto, Alckmin defendeu uma postura firme e vigilante frente às importações, utilizando todos os instrumentos disponíveis para garantir uma concorrência justa:

“Com o aumento das tarifas no mundo, o agronegócio brasileiro acaba sendo beneficiado. Mas a indústria precisa estar atenta, para que esse movimento não resulte numa enxurrada de produtos industriais sendo uuada no Brasil. Estamos com lupa nas importações. Não se trata de protecionismo, mas de proteção legítima”, afirmou.

Para isso, o governo já teria acionado mecanismos antidumping, que são ferramentas de defesa comercial para conter práticas predatórias de empresas estrangeiras que vendem seus produtos no Brasil a preços abaixo do custo.

Custo Brasil: um freio ao desenvolvimento

O chamado “Custo Brasil”, termo que resume os entraves burocráticos, logísticos e tributários que dificultam os negócios no país, continua sendo um dos maiores desafios para o setor produtivo. Alckmin reconheceu a gravidade do problema e ressaltou que combatê-lo deve ser uma “obsessão” governamental.

O vice-presidente tem defendido uma abordagem coordenada entre o setor público e privado para promover reformas estruturantes que possam aliviar a carga sobre as empresas. Isso inclui desde simplificação de normas até incentivos à inovação e modernização de processos.

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Otimismo cauteloso e mobilização institucional

crescimento da economia no Brasil em 2024 alckmin
Imagem: Reprodução/Canva.com

O evento, promovido na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), também contou com a presença de autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente do STF, Luís Roberto Barroso; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski; e o ministro da Defesa, José Múcio.

A participação de nomes de peso da política e do Judiciário sinaliza a importância do tema para o governo federal, que tenta avançar com sua pauta econômica diante de um cenário global complexo e de desafios internos urgentes.

Conclusão: entre o alerta e a ação

As declarações de Alckmin refletem uma visão pragmática sobre os desafios econômicos do Brasil. Ao propor o “fechamento da torneira” e o fim da cultura de desperdício, ele toca em pontos sensíveis da gestão pública e propõe um caminho de austeridade responsável e desenvolvimento com foco na produtividade.

O discurso também reforça a importância de políticas industriais articuladas com reformas estruturantes, como a tributária, e medidas de proteção comercial que não sejam meramente protecionistas, mas garantam igualdade de condições para a indústria brasileira.

Com isso, o governo busca traçar um equilíbrio entre ajuste fiscal e incentivo à produção, preparando o país para um novo ciclo de crescimento sustentável e competitivo.

Com informações de: Poder 360

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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