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Tempero que faz parte da sua cozinha pode ser aliado no combate ao Alzheimer

Descubra como o alecrim pode combater o Alzheimer! Leia agora e veja como esse tempero protege seu cérebro.

Ellen D'AlessandroPor Ellen D'Alessandro4 min de leitura
Temperos

O alecrim, um dos temperos mais tradicionais nas cozinhas brasileiras, ganhou destaque mundial após um estudo científico identificar que uma substância presente em suas folhas pode ser uma aliada na luta contra o Alzheimer.

O composto, conhecido como ácido carnósico, demonstrou ter efeitos promissores na proteção do cérebro, reduzindo inflamações e retardando o avanço da doença.

A pesquisa foi conduzida pelo Instituto Scripps de Pesquisa, nos Estados Unidos, e traz uma nova esperança para milhões de pessoas afetadas pela doença neurodegenerativa.

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Como o alecrim age no combate ao Alzheimer?

Alzheimer
Imagem: Canva

Papel do ácido carnósico

O ácido carnósico é um antioxidante natural encontrado nas folhas do alecrim. Estudos anteriores já sugeriam que ele possui propriedades anti-inflamatórias e neuroprotetoras, mas sua instabilidade química dificultava seu uso terapêutico.

Desenvolvimento do diAcCA: uma versão mais potente

Para superar essa limitação, os pesquisadores desenvolveram um derivado mais estável, chamado diAcCA. Este composto se mostrou significativamente mais eficiente:

  • Absorção 20% maior no organismo em relação ao ácido carnósico natural.
  • Conversão rápida no intestino, liberando o ácido ativo.
  • Atinge níveis terapêuticos no cérebro em apenas uma hora após a ingestão.

Resultados promissores nos testes laboratoriais

Estudos com camundongos

Nos testes realizados em camundongos geneticamente modificados para apresentar características do Alzheimer, os efeitos do diAcCA foram surpreendentes:

  • Melhora na memória e cognição.
  • Aumento das conexões sinápticas, essenciais para o funcionamento do cérebro.
  • Redução das inflamações cerebrais, um dos principais agravantes da doença.
  • Eliminação de proteínas tóxicas, como a beta-amiloide e a tau fosforilada, associadas diretamente ao avanço do Alzheimer.

Segurança confirmada nos testes

Outro dado relevante é que o composto não apresentou toxicidade nos animais, abrindo caminho para estudos clínicos em humanos.

Próximos passos da pesquisa

Apesar dos resultados animadores, os pesquisadores destacam que o uso do diAcCA ainda precisa ser testado em humanos. Estão sendo preparados ensaios clínicos para avaliar:

  • A segurança do composto em humanos.
  • A eficácia no tratamento de pacientes com Alzheimer.
  • O uso como complemento aos tratamentos atuais.

Possível impacto futuro

Se os testes clínicos confirmarem os resultados obtidos em laboratório, o diAcCA poderá ser incorporado como uma terapia auxiliar no combate ao Alzheimer, com a vantagem de possuir um perfil de segurança elevado e poucos efeitos colaterais.

Benefícios do alecrim para a saúde do cérebro

Embora o desenvolvimento do diAcCA seja um processo laboratorial, o consumo moderado de alecrim no dia a dia já traz benefícios reconhecidos para a saúde cerebral.

Propriedades do alecrim:

  • Neuroprotetor: ajuda a proteger os neurônios contra o envelhecimento precoce.
  • Anti-inflamatório: combate inflamações que podem afetar o cérebro.
  • Antioxidante: reduz os danos causados pelos radicais livres.
  • Melhora o sono e o foco: contribui para uma mente mais alerta e descansada.

Formas de consumo do alecrim:

  • Chá de alecrim.
  • Uso como tempero em carnes, vegetais e pães.
  • Óleo essencial (uso com orientação profissional).

Atenção: o alecrim não substitui tratamento médico

É importante frisar que o consumo de alecrim na alimentação não é um tratamento para Alzheimer, mas sim um hábito saudável que pode contribuir para a saúde do cérebro.

O desenvolvimento do diAcCA é fruto de engenharia química para maximizar os efeitos do ácido carnósico e só estará disponível após aprovação em testes clínicos.

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FAQ — Perguntas Frequentes sobre o Alecrim e o Alzheimer

Vaso de alecrim em frente a uma porta de uma casa, recebendo luz solar
Imagem: New Africa / Shutterstock.com

Alecrim cura Alzheimer?

Não. O alecrim não cura o Alzheimer, mas estudos mostram que compostos presentes nele podem auxiliar na proteção cerebral.

O chá de alecrim ajuda na memória?

Sim. O chá de alecrim tem propriedades antioxidantes e pode auxiliar na melhora da memória e na redução do estresse mental.

O que é o diAcCA?

É uma versão sintética e mais estável do ácido carnósico, desenvolvida para tratamento experimental do Alzheimer.

Quando o diAcCA estará disponível?

Ainda não há previsão. O composto passará por testes clínicos em humanos para verificar segurança e eficácia.

É seguro consumir alecrim todos os dias?

Em doses moderadas, sim. No entanto, consumo excessivo pode causar efeitos colaterais, como pressão alta.

Conclusão

O alecrim, além de ser um tempero versátil, pode ser um grande aliado na prevenção de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. A pesquisa envolvendo o ácido carnósico e seu derivado diAcCA representa um avanço significativo na busca por tratamentos mais eficazes e seguros.

Enquanto os estudos avançam, adotar hábitos saudáveis, incluindo uma alimentação rica em antioxidantes, pode ser uma estratégia inteligente para proteger o cérebro e melhorar a qualidade de vida.

Imagem: cookie_studio / Freepik

Ellen D'Alessandro

Autor

Ellen D'Alessandro

Ellen D'Alessandro é redatora no portal Seu Crédito Digital. Tem 24 anos e cursa Letras – Português e Alemão na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Apaixonada por leitura e séries de TV, alia sua formação acadêmica ao trabalho com produção de conteúdo informativo sobre direitos sociais, economia e temas que impactam o dia a dia do cidadão brasileiro.

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