A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um forte alerta meteorológico na tarde de terça (17/6): chuvas intensas devem se manter até sexta-feira (20).
Alerta da Defesa civil: chuvas fortes e temporais seguem até sexta-feira (20)
Defesa Civil do RS alerta para chuvas volumosas e risco de temporais até sexta-feira (20/6). Entenda o cenário.
O Centro de Operações de Proteção monitora volumes significativos de chuva, ventos e chances de granizo, o que impõe riscos de alagamentos e deslizamentos. A emergência exige atenção redobrada da população, sobretudo em áreas vulneráveis.
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O que motiva o alerta?

Um sistema de baixa pressão, combinado com o influxo de umidade proveniente da região Norte do país, gera chuvas volumosas acompanhadas de descargas elétricas.
A meteorologista Cátia Valente destaca a possibilidade de temporais com granizo nas Missões, Oeste, Campanha e Centro do Estado, com precipitações entre 20 mm e 60 mm, e picos de 80 mm em áreas mais intensas. Ventos podem atingir de 50 a 70 km/h na porção Norte.
Previsão detalhada por dia
Terça-feira (17/6):
Chuvas intensas já observadas na Missões, Oeste, Campanha, Vale do Rio Pardo, Região Metropolitana, Costa Doce e Litoral Médio. Risco de temporais isolados e raios.
Quarta-feira (18/6):
Precipitações seguem à madrugada e manhã em grandes regiões. À tarde e à noite, deslocam-se para Centro, Norte, Vales, Costa Doce e Região Metropolitana, com acumulados de até 140 mm na porção Noroeste.
Quinta-feira (19/6):
Persistência de chuvas moderadas a fortes na maior parte do Estado, sobretudo na Serra e Litoral Norte. Volumes diários entre 30 e 60 mm, com picos de 100 mm. Oeste, Campanha e Sul registram tempo firme.
Sexta-feira (20/6):
Ciclone costeiro mantém instabilidade. Chuva moderada a forte em áreas do Norte, Nordeste, Metropolitana, Costa Doce, Litoral Médio e Campanha, com acumulados de até 75 mm. No restante, precipitações fracas a moderadas.
Riscos hidrológicos: alerta nas cidades
Rios do Estado apresentam elevação constante. O nível do Ibirapuitã, em Alegrete, atingiu cotas de inundação. A condição hidrológica exige atenção nas regiões sinalizadas em mapas de “Atenção” (amarelho) e “Alerta” (laranja), com risco de cheias urbanas e enxurradas em localidades sem monitoramento, além do aumento de rios maiores, chegando a cotas críticas como o Jacuí e o Vacacaí.
A escala de alertas e orientações
O mapa da Defesa Civil funciona em quatro camadas:
- Verde (normalidade)
- Amarelo (atenção): acompanhar canais oficiais, verificar infraestrutura de casas e animais, prevenir entupimentos e manter plano de contingência.
- Laranja (alerta alto): evitar saídas, proteger bens, manter kit de emergência, relocação preventiva em áreas de risco.
- Vermelho (alerta muito alto): monitorar sinais de deslizamentos, evacuar zonas de perigo, seguir orientação das autoridades.
- Roxo (ação imediata): evacuação imediata e abrigar-se em local seguro até liberação.
Essas diretrizes são vitais para prevenir impactos em terrenos inclinados, áreas urbanas vulneráveis e regiões com histórico de inundações.
Cuidados recomendados à população
- Mantenha-se informado por fontes oficiais.
- Instale ou atualize notificações da Defesa Civil no celular.
- Recomende a limpeza de calhas e o desentupimento de bueiros.
- Providencie kits com água, lanterna, documentos e remédios.
- Observe sinalizações, protocolos de segurança e regiões de risco em planos municipais.
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Impactos esperados e resposta operacional
- Coleta domiciliar de lixo pode sofrer atrasos em áreas afetadas.
- Setores de trânsito e transporte devem priorizar monitoramento e regras emergenciais.
- Defesas Civis municipais já estão em contato com o Estado para ações coordenadas.
Por que a Defesa Civil emitiu agora?
O Centro de Operações consolidou dados de coordenadores estaduais e municipais, além de previsões meteorológicas e hidrológicas. Mapas em zonas vermelho e laranja indicam risco elevado. Por isso, o alerta se aplica a municípios com diagnosticado risco iminente e potencial de danos.
A importância da percepção pública
Mesmo em modo silencioso, celulares compatíveis recebem alertas via campainha sonora, semelhante a sirenes, garantindo acesso à informação mesmo sem cadastro prévio. Essa comunicação imediata é fundamental para salvar vidas.
O que vem após sexta (20/6)?

Esperam-se esclarecimentos sobre o comportamento do ciclone e confirmação da dissipação do sistema. Em áreas que receberem precipitações intensas, será necessária avaliação conjunta de Defesa Civil e órgãos municipais para definir medidas emergenciais e de reparo.
A sequência de chuvas intensas coloca o Rio Grande do Sul em estado de maior atenção até sexta-feira. A Defesa Civil reforça que é fundamental seguir orientações, estar pronto para agir conforme o nível de alerta e manter comunicação constante com órgãos oficiais. Prevenção e planejamento são cruciais para superar esse período de risco.
Com informações de: Portal do Estado do Rio Grande do Sul
