De acordo com publicação da revista científica Healthcare, crianças estão expostas a sérios riscos ao fazer uso prolongado de telas. A conclusão foi obtida por meio de um estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
Alerta geral aos pais: crianças estão expostas a sérios problemas e não sabem
Estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) acende alerta sobre riscos aos quais crianças estão expostas. Confira
A pesquisa acende um alerta entre pais quanto a possibilidade de dores e puberdade precoce estarem ligadas à exposição excessiva às telas.
Crianças estão expostas a sérios problemas com o uso prolongado de telas
Com base no estudo, a pesquisa destaca o aumento do risco do desenvolvimento de problemas a partir do uso por um período superior a três horas por dia, feitos a uma distância curta entre a tela e os olhos. Outro fator agravante é a posição em que a criança se encontra, sendo mais prejudicial quando ela fica deitada de barriga para baixo ou sentada.
A pesquisa financiada pela Fapesp tinha como foco investigativo um problema que foi chamado de TSP, do inglês thoracic back pain, em tradução livre dor no meio das costas. A princípio, o estudo avaliou 11.628 estudantes entre 14 e 18 anos, no ensino médio, período diurno, na cidade de Bauru (SP), no ano de 2017. Já em 2018, a reavaliação aconteceu com 1.393 estudantes. Cerca de 38,4% relataram sofrer com TSP nas duas avaliações.
Segundo Alberto de Vitta, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as crianças estão expostas a maiores fatores de risco para o TSP com o aumento da interação com tela visto na pandemia.
Tempo de tela pode estar atrelado a TSP
Ainda com base nas informações apontadas por De Vitta, é possível fazer uma ligação entre o aumento de casos de TSP e o período da pandemia em que as crianças estiveram mais expostas ao uso de tela, apesar de ainda não existirem estudos. Com isso, é destacado que posturas incorretas são adotadas pelas crianças por horas enquanto fazem uso dos aparelhos.
Sobre os agentes de riscos aos quais as crianças estão expostas, o pesquisador destaca a aproximação com a tecnologia desde cedo por longos períodos.
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“Os fatores físicos (carteiras inadequadas, mochilas com peso acima do recomendado e outros), comportamentais (utilizar os equipamentos eletrônicos acima de três horas por dia, posturas inadequadas) e os fatores de saúde mental (sintomas emocionais, stress etc) estão associados a essas dores”.
Tais comportamentos podem ser condutores para outros problemas. A exposição exagerada à tela gera problemas em cadeia, como a falta de atividades físicas, má qualidade da alimentação com produtos ultraprocessados, resultando em problemas maiores como a puberdade precoce.
Imagem: Sergii Gnatiuk / Shutterstock
