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Alerta geral aos pais: crianças estão expostas a sérios problemas e não sabem

Estudo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) acende alerta sobre riscos aos quais crianças estão expostas. Confira

Hannah AragãoPor Hannah Aragão3 min de leitura
Criança estudando por meio de um computador

De acordo com publicação da revista científica Healthcare, crianças estão expostas a sérios riscos ao fazer uso prolongado de telas. A conclusão foi obtida por meio de um estudo financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

A pesquisa acende um alerta entre pais quanto a possibilidade de dores e puberdade precoce estarem ligadas à exposição excessiva às telas. 

Crianças estão expostas a sérios problemas com o uso prolongado de telas

Com base no estudo, a pesquisa destaca o aumento do risco do desenvolvimento de problemas a partir do uso por um período superior a três horas por dia, feitos a uma distância curta entre a tela e os olhos. Outro fator agravante é a posição em que a criança se encontra, sendo mais prejudicial quando ela fica deitada de barriga para baixo ou sentada.

A pesquisa financiada pela Fapesp tinha como foco investigativo um problema que foi chamado de TSP, do inglês thoracic back pain, em tradução livre dor no meio das costas. A princípio, o estudo avaliou 11.628 estudantes entre 14 e 18 anos, no ensino médio, período diurno, na cidade de Bauru (SP), no ano de 2017. Já em 2018, a reavaliação aconteceu com 1.393 estudantes. Cerca de 38,4% relataram sofrer com TSP nas duas avaliações. 

Segundo Alberto de Vitta, doutor em educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), as crianças estão expostas a maiores fatores de risco para o TSP com o aumento da interação com tela visto na pandemia. 

Tempo de tela pode estar atrelado a TSP

Ainda com base nas informações apontadas por De Vitta, é possível fazer uma ligação entre o aumento de casos de TSP e o período da pandemia em que as crianças estiveram mais expostas ao uso de tela, apesar de ainda não existirem estudos. Com isso, é destacado que posturas incorretas são adotadas pelas crianças por horas enquanto fazem uso dos aparelhos.

Sobre os agentes de riscos aos quais as crianças estão expostas, o pesquisador destaca a aproximação com a tecnologia desde cedo por longos períodos.

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“Os fatores físicos (carteiras inadequadas, mochilas com peso acima do recomendado e outros), comportamentais (utilizar os equipamentos eletrônicos acima de três horas por dia, posturas inadequadas) e os fatores de saúde mental (sintomas emocionais, stress etc) estão associados a essas dores”.

Tais comportamentos podem ser condutores para outros problemas. A exposição exagerada à tela gera problemas em cadeia, como a falta de atividades físicas, má qualidade da alimentação com produtos ultraprocessados, resultando em problemas maiores como a puberdade precoce.

Imagem: Sergii Gnatiuk / Shutterstock

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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