O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, se manifestou contra a proposta do setor automobilístico de utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de carro próprio.
Alerta para quem quer comprar o carro próprio este ano
Uma declaração do ministro do trabalho pode prejudicar quem pensa em adquirir carro próprio em 2023. Confira o que está em jogo.
Ou seja, ele discorda da medida proposta como uma forma de impulsionar as vendas, que enfrentam uma crise no setor.
Durante uma audiência pública em comissão na Câmara dos Deputados, o ministro afirmou que é “radicalmente contra” essa ideia e desconhece qualquer posição favorável do governo. A declaração aconteceu na última quarta-feira (12), durante uma entrevista do ministro à Globo News.
A fala de Marinho foi uma resposta ao presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), Márcio de Lima Leite, que defendeu a liberação de parte do FGTS para a compra de veículos.
Projeto de Lei sobre usar FGTS para comprar carro próprio tramita na Câmara
Atualmente, permite-se sacar o FGTS apenas em situações específicas estabelecidas por lei, como, por exemplo, a demissão por justa causa, compra da casa própria e doença grave do trabalhador ou de seu dependente.
No entanto, já tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei de autoria do deputado Pedro Lucas Fernandes (União-MA) que trata do uso do FGTS na compra de carros, que aguarda designação de relator.
Enquanto isso, o setor automotivo enfrenta uma crise devido à baixa demanda de vendas, que resultou em férias coletivas concedidas por algumas montadoras, como Volkswagen, GM, Stellanis, Mercedes-Benz e Hyundai. Isso ocorre em decorrência da alta dos juros e da dificuldade de concessão de créditos.
Ministro fez declaração ao salário mínimo atrelado ao PIB
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Além de se posicionar contra o uso do FGTS na compra de veículos, o ministro Luiz Marinho também comentou a possibilidade de atrelar a valorização do salário mínimo ao Produto Interno Bruto (PIB).
A sugestão foi feita após um encontro de Lula com representantes sindicais, em março. Para ele, o formato final se definirá em nova reunião do presidente Lula com as centrais de trabalhadores, que ocorrerá após seu retorno da China.
Durante a reunião na Comissão do Trabalho na Câmara dos Deputados, o ministro também divulgou a posição do Ministério do Trabalho sobre outros temas, como trabalho análogo à escravidão e o uso de aplicativos.
Imagem: Mikbiz / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
