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Custo da moradia avança e pressiona famílias de Franca; entenda o debate

Pré-candidatos apresentam propostas para reduzir o peso do aluguel e ampliar o acesso à moradia em Franca.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Aluguel

O alto custo do aluguel se tornou o principal componente do déficit habitacional brasileiro e afeta milhões de famílias que comprometem parte significativa da renda para manter um teto. Em Franca, no interior de São Paulo, o tema entrou no centro do debate eleitoral após pré-candidatos a deputado federal apresentarem propostas para ampliar o acesso à moradia.

A discussão ganhou destaque durante mais uma rodada da campanha Franca Tem Voz, que questionou os participantes sobre quais medidas poderiam beneficiar famílias que ganham até três salários mínimos e não conseguem financiar um imóvel próprio.

As respostas trouxeram diferentes diagnósticos e soluções, envolvendo redução dos juros, ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, aluguel social, incentivo à construção de moradias populares e mudanças na política tributária.

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Por que o aluguel se tornou o principal problema habitacional no Brasil?

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Imagem: Reprodução

Segundo os dados apresentados pela campanha, cerca de 5,7 milhões de famílias brasileiras enfrentam dificuldades relacionadas ao aluguel. O principal problema não é necessariamente a falta de imóveis construídos, mas o peso desse custo no orçamento doméstico.

Grande parte das famílias afetadas possui renda de até três salários mínimos e destina mais de 30% dos ganhos mensais para o pagamento do aluguel. Embora programas habitacionais facilitem a compra da casa própria, muitos trabalhadores não conseguem cumprir os requisitos para obter financiamento.

O debate gira em torno justamente desse grupo: pessoas que não conseguem comprar um imóvel, mas também enfrentam dificuldades para manter o pagamento do aluguel.

A pergunta apresentada aos pré-candidatos

Os participantes foram questionados sobre quais medidas adotariam, caso eleitos deputados federais, para atender famílias que não possuem renda suficiente para financiar uma casa e convivem com o alto custo do aluguel.

As respostas mostraram visões distintas sobre as causas do problema e o papel do governo federal na busca por soluções.

O que defenderam os pré-candidatos?

Guilherme Ubiali (PSDB) aposta na redução de juros e responsabilidade fiscal

Guilherme Ubiali afirmou que o problema é estrutural e atribuiu a dificuldade de acesso à moradia ao elevado custo do crédito no Brasil.

Segundo ele, a redução dos gastos públicos contribuiria para diminuir juros e impostos, facilitando o financiamento imobiliário e reduzindo a dependência do aluguel.

O pré-candidato também criticou os impactos da reforma tributária sobre o setor imobiliário.

Cynthia Milhim (MDB) propõe ampliar o aluguel social

Cynthia Milhim defendeu a criação e ampliação de programas de aluguel social como mecanismo emergencial para famílias de baixa renda.

Além disso, afirmou que pretende apoiar medidas voltadas à expansão do Minha Casa Minha Vida, incluindo subsídios maiores, prestações compatíveis com a renda e incentivos para trabalhadores informais.

A pré-candidata também mencionou a busca por recursos destinados à construção de moradias populares em Franca.

João Rocha (União) aposta em parcerias para ampliar a oferta habitacional

João Rocha destacou projetos habitacionais realizados durante sua passagem pela administração municipal, citando bairros como Leporace, Santa Maria, Palmas e Casas do Sândalo.

Caso seja eleito, afirmou que pretende buscar parcerias com o Ministério das Cidades, a Caixa Econômica Federal, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e a iniciativa privada para ampliar a oferta de imóveis populares.

Mariana Negri (PT) relaciona o problema à desigualdade e à especulação imobiliária

Mariana Negri afirmou que o preço elevado dos aluguéis está ligado à especulação imobiliária e à concentração da propriedade de imóveis.

Segundo a pré-candidata, políticas públicas que ampliem o acesso à casa própria tendem a reduzir a demanda por aluguel e, consequentemente, diminuir os preços.

Ela defendeu o fortalecimento de programas sociais e medidas voltadas à redução da desigualdade.

Sidney Elias (Novo) defende redução da burocracia e dos impostos

Sidney Elias atribuiu o aumento do preço dos aluguéis à burocracia para aprovação de loteamentos, ao alto custo dos materiais de construção e à queda do poder de compra da população.

Como proposta, afirmou que pretende incentivar investimentos privados e reduzir impostos ligados à construção civil, aumentando a oferta de imóveis e facilitando o acesso à moradia.

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Como funciona o déficit habitacional brasileiro?

O déficit habitacional não representa apenas a ausência de moradias. O conceito inclui diferentes situações, como:

  • famílias que gastam parcela excessiva da renda com aluguel;
  • residências precárias;
  • imóveis superlotados;
  • famílias que dividem moradia por falta de recursos;
  • pessoas sem acesso à habitação adequada.

Nos últimos anos, o comprometimento da renda com aluguel ganhou destaque como um dos principais desafios urbanos do país.

O que é o Minha Casa Minha Vida e quais são suas limitações?

O Minha Casa Minha Vida é o principal programa habitacional federal voltado à compra da casa própria. A iniciativa oferece subsídios e condições facilitadas de financiamento para famílias de baixa renda.

Entretanto, trabalhadores informais ou pessoas com renda insuficiente muitas vezes enfrentam dificuldades para comprovar capacidade de pagamento, ficando fora do alcance do programa.

Esse cenário explica por que o aluguel social e outras políticas públicas passaram a integrar o debate político.

O que acontece agora na campanha Franca Tem Voz?

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Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A iniciativa reúne entidades, veículos de comunicação e instituições locais com o objetivo de ampliar o debate sobre temas considerados estratégicos para Franca e região.

Nas próximas semanas, os pré-candidatos deverão responder a novos questionamentos. Após a oficialização das candidaturas, o projeto prevê debates individuais com os participantes confirmados.

Nesta rodada, Gilson de Souza (PSB), Guilherme Cortez (PSOL) e João Rinoceronte (PSDB) não enviaram vídeos dentro do prazo estabelecido. Daniel Bassi (PSD) enviou o material acima do tempo permitido e, por isso, não participou.

Conclusão

O debate sobre moradia em Franca expôs diferentes interpretações para um problema que afeta milhões de brasileiros. Enquanto alguns pré-candidatos defendem medidas econômicas para reduzir juros e impostos, outros apostam na ampliação de programas sociais, no fortalecimento do Minha Casa Minha Vida e em incentivos à construção de habitações populares.

Para as famílias que convivem com o peso do aluguel, as propostas apresentadas mostram que o tema deverá permanecer no centro das discussões eleitorais nos próximos meses.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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