A varejista de brinquedos Ri Happy está em processo de reestruturação de uma dívida de aproximadamente R$ 500 milhões, envolvendo cerca de dez bancos. O objetivo dessa renegociação é ajustar a estrutura de capital da empresa ao seu fluxo de caixa, buscando uma solução viável para a rede.
Americanas infantil? Ri Happy prepara plano para pagar dívida de R$ 500 milhões
A varejista de brinquedos Ri Happy está passando por um processo de reestruturação para lidar com sua dívida de R$ 500 milhões. Confira!
Neste artigo, discutiremos os detalhes desse plano de pagamento e a contratação da empresa especializada Starboard para auxiliar na reestruturação.
Renegociação de dívidas e a entrada da Starboard
Pertencente ao fundo de investimentos Carlyle, a Ri Happy está em processo de negociação com seus principais credores para readequar sua dívida, que atinge o montante de R$ 500 milhões.
A maioria dos valores devidos está concentrada em menos da metade das instituições financeiras envolvidas. Para auxiliar nesse processo, a empresa contratou a Starboard, especializada em reestruturação de dívidas.
O plano em discussão inclui prazos de carência de pagamento, em média, de três anos, além da extensão das dívidas e a obtenção de novas linhas de crédito com custos semelhantes aos atuais.
Desafios enfrentados pela Ri Happy
A Ri Happy tem enfrentado dificuldades devido às crises de consumo ocorridas no país nos últimos anos, com quedas significativas na demanda em 2015 e 2021. Além disso, os custos financeiros aumentaram devido à elevação das taxas de juros durante a pandemia.
Porém, a empresa também pressionou seu endividamento ao acelerar seus negócios, investindo na abertura de novas lojas e em outras iniciativas de crescimento antes de considerar uma possível abertura de capital, discutida em anos anteriores.
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Em 2018, a varejista chegou a considerar uma oferta pública inicial de ações, mas o plano foi adiado devido ao fechamento da janela de mercado na época.
Essas dificuldades financeiras já eram mencionadas no mercado há dois meses, com rumores de uma possível reestruturação extrajudicial. No entanto, em abril, fontes próximas à empresa negaram essa possibilidade, mencionando que estavam sendo analisadas outras alternativas.
Agora, com a contratação da Starboard, a Ri Happy busca encontrar um caminho para superar a crise financeira e retomar sua estabilidade no mercado.
Imagem: Ri Happy / Divulgação
