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Americanas recorre à Justiça para renovar o aluguel de loja

Um endereço priveligiado e consolidade há décadas da Americanas está correndo risco, e por isso, a varejista procurou a justiça.

A loja Americanas localizada no sofisticado bairro de Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, enfrenta um risco iminente. Isso levou a varejista a buscar uma solução judicial para o problema. Além de sua privilegiada localização, essa unidade física está estabelecida nesse endereço desde a década de 80. 

Dado que não houve um acordo amigável com os proprietários do imóvel, a Americanas está solicitando uma medida liminar. A intenção, portanto, é reduzir o aluguel atual em 20%.

Adicionalmente, a empresa está pleiteando para ter o contrato de locação automaticamente renovado até 2029, com um aluguel 17% inferior ao valor atualmente cobrado.

Relembre o caso do rombo bilionário na Americanas

Em junho, a Americanas admitiu sua fraude bilionária e, desde então, esse tema tem sido amplamente investigado e abordado. Um relatório preliminar surgiu com detalhes que têm repercussões mesmo para aqueles que acompanharam outros casos notórios no setor varejista. 

Imagem: Jair Ferreira Belafacce / shutterstock.com

Esse documento foi preparado por consultores legais que têm acompanhado a empresa desde o início de seu processo de recuperação judicial em janeiro e apresentado ao conselho de administração da Americanas.

Mais de meio bilhão de reais para remuneração de uma função

Conforme o relatório indica, a administração anterior da Americanas atuava de forma colaborativa para dissimular o esquema fraudulento e deliberadamente inflar os ganhos da empresa, resultando em pagamentos de bônus substancialmente elevados para os executivos da companhia.

Ao longo da última década, a diretoria da varejista recebeu mais de 500 milhões de reais por compensação, uma quantia consideravelmente superior àquela que outras empresas do mesmo setor concederam a seus dirigentes.

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Qual é o déficit real?

Especialistas alegam que é factível estabelecer que um déficit de R$ 21,7 bilhões originou das verbas publicitárias, acordadas, geralmente, entre a indústria e o setor varejista. Assim, nas negociações com os fornecedores é normal estipular um fundo para a comercialização de produtos e uma quantia para a publicidade, que é, geralmente, devolvida depois.

Esses acordos abrangem discussões para adquirir espaços vantajosos nas prateleiras ou anúncios nos corredores, como exemplos. No entanto, no contexto das Americanas, a organização lançava essas verbas publicitárias antes de efetivamente recebê-las.

No entanto, mesmo quando as compras eram anuladas, as verbas – que nunca haviam sido realmente pagas – não eram eliminadas do registro financeiro.

Imagem: Jair Ferreira Belafacce / shutterstock.com