A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) iniciou em janeiro de 2026 a retirada definitiva de orelhões das ruas de todo o Brasil. A mudança ocorre após o fim de contratos antigos da telefonia fixa e reflete uma transformação clara no comportamento do consumidor: a comunicação migrou para o celular e a internet, reduzindo drasticamente o uso dos telefones públicos.
Fim dos orelhões: Anatel começa remoção no Brasil
Anatel começou a retirar orelhões em 2026 com o fim de contratos antigos. Entenda o que muda, onde ainda haverá e o foco em fibra e 5G.
Atualmente, ainda restam cerca de 38 mil orelhões no país, número muito menor do que os mais de 200 mil registrados em 2020. Com as novas regras, as operadoras deixam de ter obrigação ampla de manter esses aparelhos e, em contrapartida, deverão converter a desativação em investimentos em fibra óptica e redes móveis 4G e 5G.
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O que motivou o fim dos orelhões no Brasil
A retirada dos orelhões não é apenas uma decisão operacional das operadoras, mas resultado de uma mudança regulatória e social que já estava em andamento há anos.
Mudança no comportamento do consumidor
A queda no uso dos telefones públicos está diretamente ligada à popularização do smartphone e ao acesso mais barato à telefonia móvel. Recursos que antes eram limitados, como ligações interurbanas, passaram a ser oferecidos em pacotes acessíveis e, em muitos casos, substituídos por mensagens de voz e chamadas em aplicativos.
Hoje, o brasileiro utiliza o celular para:
- chamadas de voz e vídeo
- mensagens instantâneas
- acesso a serviços de bancos e governo
- atendimentos por aplicativos e portais
- emergências e localização
O orelhão deixou de ser ferramenta essencial e passou a ser item pouco utilizado, principalmente nos grandes centros.
Fim dos contratos antigos de telefonia fixa
Outro ponto determinante é o encerramento de obrigações impostas por contratos antigos da telefonia fixa, que determinavam a manutenção de orelhões como parte do processo de universalização do serviço.
Com o fim desses contratos, a Anatel atualizou o modelo, permitindo que as operadoras removam a infraestrutura considerada obsoleta e substituam por investimentos em tecnologia atual.
Quantos orelhões ainda existem no Brasil
A quantidade atual representa uma redução expressiva em poucos anos.
De mais de 200 mil em 2020 para cerca de 38 mil em 2026
Em 2020, o Brasil tinha mais de 200 mil orelhões. Em janeiro de 2026, restam aproximadamente 38 mil, com previsão de que parte relevante desse total seja retirada ao longo do processo.
As operadoras receberam autorização para remover cerca de 30 mil aparelhos que praticamente não são mais utilizados.
Onde os orelhões ainda serão obrigatórios até 2028
Apesar da retirada, os orelhões não serão extintos de forma imediata em todo o território nacional.
Exceção para regiões sem sinal de celular
Até 2028, os aparelhos continuam obrigatórios em locais onde ainda não exista cobertura suficiente de rede móvel, ou em áreas onde a população não tenha acesso confiável a alternativas de comunicação.
Essa regra vale especialmente para:
- comunidades rurais distantes
- áreas isoladas e com pouca infraestrutura
- municípios com sinal limitado de telefonia móvel
Nessas regiões, o telefone público ainda funciona como recurso de segurança e contato mínimo com serviços.
Ligações gratuitas: como funciona o orelhão ainda ativo
Mesmo com a queda de uso, alguns orelhões ainda funcionam e podem ser usados sem custo.
Cartões telefônicos não são mais fabricados
Os cartões telefônicos deixaram de ser produzidos, já que a demanda despencou nos últimos anos. Por isso, os aparelhos que permanecem ativos em cidades grandes geralmente permitem ligações gratuitas.
Para onde dá para ligar?
Dependendo da configuração, o orelhão ativo pode permitir:
- ligações gratuitas para telefones fixos
- chamadas para fixos em todo o Brasil
Isso mantém o aparelho minimamente útil em situações pontuais, até a conclusão do processo de retirada.
Como localizar um orelhão em funcionamento
Para quem precisa encontrar um orelhão ativo, a Anatel mantém um sistema oficial com mapa.
Site Fique Ligado da Anatel
A ferramenta Fique Ligado permite consultar:
- localização dos orelhões instalados
- status de funcionamento dos aparelhos
- quantidade por cidade e estado
A consulta é útil principalmente em casos de emergência, viagens ou situações em que não haja sinal de celular ou plano ativo.
Operadoras devem converter desativação em investimento
O fim dos orelhões não é apenas uma retirada física de aparelhos. Ele está vinculado a um compromisso de modernização.
Ampliação de fibra óptica
As empresas deverão direcionar investimento para:
- expansão de fibra óptica em áreas com baixa cobertura
- melhoria de infraestrutura de banda larga
- reforço da capacidade de rede para tráfego crescente
A fibra é considerada base para o futuro da conectividade, pois oferece mais velocidade e estabilidade.
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Reforço das redes 4G e 5G
Além da banda larga fixa, o foco recai sobre redes móveis:
- expansão do sinal 4G para áreas ainda limitadas
- melhoria de cobertura e qualidade de sinal
- aceleração da conectividade 5G
Esse tipo de investimento tem impacto direto no acesso da população a serviços essenciais.
Por que a retirada dos orelhões importa para o país
O processo simboliza um reposicionamento de prioridades do setor de telecomunicações.
Modernização das políticas públicas
O modelo regulatório busca alinhar obrigação das operadoras ao uso real do consumidor. Em vez de manter uma estrutura pouco útil, o foco agora é universalizar conectividade.
Inclusão digital
A ampliação de internet e redes móveis permite:
- acesso a educação digital
- inclusão em serviços online
- fortalecimento do mercado de trabalho remoto
- melhora do acesso bancário e governamental
E se a região ainda precisar do orelhão?
A retirada precisa respeitar regras definidas pela Anatel.
Quando ele deve permanecer
O orelhão pode continuar obrigatório se a localidade:
- não tiver sinal adequado de celular
- não tiver alternativa mínima de comunicação
Como reclamar
Caso um aparelho seja retirado e a população fique desassistida, é possível registrar reclamação formal nos canais da Anatel.
Conclusão
A retirada dos orelhões iniciada em janeiro de 2026 marca uma transição definitiva no Brasil: a telefonia pública tradicional deixa de ser prioridade e abre espaço para investimentos em infraestrutura moderna. Com cerca de 38 mil aparelhos restantes, o país caminha para extinguir uma tecnologia que perdeu relevância no cotidiano, principalmente em centros urbanos.
Com o fim dos contratos antigos e novas regras para as operadoras, a Anatel busca garantir que a retirada seja acompanhada por contrapartidas concretas: ampliar fibra óptica, fortalecer o 4G e acelerar o 5G. A medida tem um objetivo claro, direcionar recursos para conectividade atual, mais útil e mais necessária.
Os orelhões ainda permanecem obrigatórios até 2028 em regiões sem cobertura móvel, e quem precisar localizar um aparelho pode consultar o sistema Fique Ligado. No geral, a mudança representa um Brasil mais conectado, onde a comunicação básica migra do telefone público para redes digitais cada vez mais robustas.
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