O debate sobre o custo da energia elétrica voltou a movimentar o cenário político e econômico brasileiro. Após o alerta da Aneel sobre o aumento das tarifas, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou as redes sociais para criticar o governo federal, afirmando que os brasileiros estão ficando “sem cerveja, sem picanha e sem luz”.
‘Sem picanha e sem luz’ dispara Flávio Bolsonaro diante de alerta da Aneel
A Aneel prevê aumento nas tarifas de energia em 2026, e Flávio Bolsonaro critica o governo. Entenda as causas e o impacto no bolso.
A fala ocorre logo após o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Sandoval Feitosa, declarar que não há previsão de redução nas tarifas enquanto os subsídios do setor elétrico não forem reavaliados.
Continue a leitura para entender o impacto da medida e as projeções para 2026.
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Aneel alerta para aumento contínuo nas contas de luz

Durante uma audiência da comissão mista que analisa a MP 1.304 de 2025, Sandoval Feitosa explicou que as tarifas permanecem pressionadas por encargos setoriais e incentivos incorporados à estrutura tarifária.
“Temos tarifas de energia elétrica cada vez maiores e elas não vão parar de crescer fortemente em função dos subsídios que estão incluídos na conta de luz”, afirmou o diretor-geral da Aneel.
Segundo Feitosa, revisar os subsídios é essencial para garantir sustentabilidade financeira ao setor. Ele destacou que boa parte dos incentivos foi criada para estimular fontes renováveis e projetos de infraestrutura, mas o acúmulo dessas despesas tem elevado o custo final para o consumidor.
Crítica política: Flávio Bolsonaro reage ao cenário
O comentário do senador Flávio Bolsonaro foi publicado em seu perfil na rede X (antigo Twitter), onde ele ironizou a situação econômica atual e compartilhou uma reportagem sobre o tema.
“Sem cerveja, sem picanha e sem luz!”, escreveu o parlamentar, em alusão às promessas de melhora no poder de compra feitas pelo governo Lula.
A publicação rapidamente ganhou repercussão entre apoiadores e críticos, reacendendo o debate sobre o aumento do custo de vida e a gestão dos recursos energéticos no país.
Conta de luz deve subir em média 8% em 2026
De acordo com projeções da TR Soluções, empresa especializada em tarifas de energia, os consumidores residenciais brasileiros devem enfrentar um aumento médio de 8% nas contas de luz em 2026.
A pesquisa considera uma média ponderada entre 51 distribuidoras de energia elétrica do país, sem incluir impostos ou bandeiras tarifárias.
Estimativas por região:
- Sul e Sudeste: alta média de 9,5%
- Centro-Oeste: aumento de 6,7%
- Norte: previsão de 7,6%
- Nordeste: variação de 4,4%
Especialistas afirmam que os reajustes refletem a alta nos custos operacionais e a manutenção de subsídios, que juntos ampliam a pressão sobre o orçamento das distribuidoras — e, consequentemente, dos consumidores.
Governo e Congresso discutem medidas para conter custos
O tema deve ganhar destaque nas próximas sessões do Congresso Nacional. A MP 1.304/2025, que trata da modernização das regras do setor elétrico, busca reduzir encargos e melhorar a eficiência regulatória.
Entre as medidas em análise estão:
- revisão dos incentivos fiscais do setor;
- estímulo à geração distribuída e à energia solar;
- redução gradual de subsídios cruzados nas tarifas;
- transparência no repasse de custos para o consumidor.
O Ministério de Minas e Energia também avalia ações de mitigação, incluindo o uso de fundos setoriais para suavizar os reajustes tarifários no curto prazo.
Entenda por que as tarifas seguem subindo
A Aneel argumenta que o peso dos subsídios cresceu de forma significativa na última década. Atualmente, cerca de 12% da conta de luz corresponde a encargos setoriais — recursos destinados a políticas públicas e programas de incentivo.
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Além disso, fatores como:
- custos com transmissão,
- inflação energética global, e
- variação cambial
também contribuem para o aumento das tarifas.
Para os especialistas, sem uma revisão estrutural, o cenário de alta deve persistir até 2027.
Percepção pública e repercussão nas redes
A publicação de Flávio Bolsonaro mobilizou milhares de interações nas redes. Enquanto apoiadores reforçaram críticas à atual política energética, opositores lembraram que parte dos subsídios foi criada em gestões anteriores — incluindo o governo de seu pai, Jair Bolsonaro.
O debate evidencia a crescente insatisfação popular com o custo da energia e pressiona o governo a buscar alternativas para frear os reajustes sem comprometer os investimentos no setor.
Perspectivas para os próximos meses

A Aneel deve concluir até o fim de 2025 uma análise detalhada sobre os subsídios vigentes. O relatório deve orientar novas medidas regulatórias a serem apresentadas em 2026.
Enquanto isso, consumidores e parlamentares seguem atentos ao impacto dos reajustes — e ao debate político que, mais uma vez, se mistura às questões econômicas.
Em resumo: o alerta da Aneel indica um cenário de energia mais cara em 2026, o que levou a uma reação imediata de Flávio Bolsonaro e reacendeu discussões sobre subsídios e responsabilidade fiscal no setor elétrico.
Com informações de: Poder360
