A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica anunciou a criação do ‘dia do perdão’, nesta terça-feira (11). A medida será destinada para usinas de energia renovável, que desejam encerrar os vínculos com a agência. Assim, a rescisão de contratos do uso de energia elétrica, e sua geração, será feita sem pagamento de multa.
Aneel inova e cria o ‘dia do perdão’; entenda o que é e como funciona
Medida visa diminuir prejuízo ao setor, que perdura desde 2021. Confira as regras e as vantagens do programa!
Segundo a própria Aneel, 292 empreendimentos, a maioria com construções não iniciadas, se mostraram interessados em participar do processo. Eles serão divididos de acordo com a quantidade de consumo.
Regras do programa
Os estados de Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraíba e Alagoas irão participar do “dia do perdão”. Para encerrar os contratos, as empresas não podem estar com processos judiciais em relação à Aneel e nem usar taxa setoriais. Primeiramente, as usinas devem encerrar seus vínculos com suas respectivas distribuidoras, em seguida, serão atendidas pela Agência.
O objetivo é solucionar um prejuízo financeiro do setor. Ele perdura desde 2021, com a aprovação do Congresso Nacional da proibição de descontos 50% a 100% nas contas de uso dos sistemas de distribuição e transmissão para usinas que utilizam recursos renováveis, como a solar, eólica e biomassa. Os subsídios foram cortados de forma gradativa, seguindo o cronograma da legislação.
Benefícios
As empresas que estiverem aptas a participarem serão contempladas com alguns benefícios. Entre eles, a regularização de pendências de empreendimentos com cronogramas atrasados, sem a necessidade de declarar justificativa. A Aneel ficará responsável por aumentar o prazo de entrega em até três anos.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Por parte das companhias, elas devem pagar as taxas que estão em aberto e se comprometerem a não enviarem ações judiciais relativas aos processos de construção, distribuição e transmissão de energia. O Governo Federal também estuda a realização de leilões na área, para as empresas explorarem as novas transmissões ofertadas.
Imagem: Bohbeh / Shutterstock.com
