Recentemente, a Anvisa aprovou uma injeção de uso semanal para reduzir o sobrepeso e tratar casos de obesidade. Segundo os resultados observados pelo órgão, o medicamento é capaz de reduzir, em média, 17% do peso corporal.
Anvisa aprovou injeção que pode reduzir quase 20% do peso corporal
Após promover uma perda de quase 20% do peso corporal, a Anvisa aprovou uma injeção para o tratamento da obesidade. Saiba mais!
Contudo, é absolutamente imprescindível que o tratamento tenha uma prescrição médica e que seja acompanhado por um profissional qualificado.
Segundo o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), Bruno Halpern, “com essa aprovação, entramos oficialmente em uma nova era no tratamento da obesidade, com resultados de redução de peso nunca antes vistos”.
Informações sobre a injeção para obesidade
Conforme informado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a injeção tem como princípio ativo a semaglutida. Tal princípio é semelhante ao nosso hormônio GLP-1, cuja produção se dá no intestino e é responsável pela promoção da sensação de saciedade.
Sendo assim, ao receber a aplicação, o paciente conseguirá se saciar mais rapido e consumirá menos calorias, o que resulta na redução de peso. Em média, a perda de peso corporal ficou em 17%.
Entretanto, a injeção que a Anvisa aprovou é de uso semanal e irá requerer prescrição e acompanhamento médico.
A produção do medicamento será de responsabilidade da farmacêutica Novo Nordisk, a mesma fabricante de Ozempic, remédio utilizado para controlar a diabetes.
Quando começa a comercialização da injeção?
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A injeção está presente em quase todas as farmácias nos Estados Unidos desde 2021. Entretanto, ainda não há previsão de comercialização no Brasil.
A aprovação da Anvisa teve como base os ensaios clínicos dos efeitos da semaglutida no tratamento de pessoas obesas, que incluiu 4,5 mil pessoas de todo o mundo. Porém, a Anvisa não anunciou o início das vendas.
A próxima etapa do medicamento será a definição do preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
Imagem: MauricioSPY | shutterstock.com
