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Anvisa proíbe picolé ‘queridinho dos marombas’ com creatina e mais 4 produtos, veja se você tem em casa!

A Anvisa suspendeu um picolé com creatina e mais quatro produtos por irregularidades. Veja a lista completa, os riscos e mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Anvisa

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou, na última quarta-feira (26), a suspensão imediata da fabricação, comercialização, distribuição e consumo de cinco produtos alimentícios e suplementares em todo o Brasil. Entre eles, o que mais chamou atenção foi o picolé da marca Naturalle Ice, que continha creatina em sua composição — substância proibida em alimentos industrializados.

As decisões, publicadas no Diário Oficial da União, entram em vigor imediatamente e visam proteger a saúde do consumidor diante de irregularidades envolvendo rotulagem, composição e suspeita de falsificação.

Quais produtos foram proibidos pela Anvisa?

Leia mais: Picolé “saudável” é proibido pela Anvisa e consumidores ficam chocados

Segundo a Anvisa, além do picolé da Naturalle Ice, outros quatro produtos foram considerados irregulares e retirados do mercado:

  • Suplemento de babosa Aloe Vera – NS Produtos Naturais
  • Vinagre de maçã – Castelo
  • Pó para bebida vegetal LiveStrong – Essential Nutrition
  • Óleo de avestruz – Gold Green

A seguir, entenda o que motivou cada proibição.

Picolé Naturalle Ice: creatina proibida em alimentos

Por que o picolé foi suspenso?

O picolé produzido pela J M J Re Torres Indústria de Alimentos despertou preocupação após testes laboratoriais identificarem a presença de creatina, um composto amplamente consumido por praticantes de musculação.

Creatina não pode estar presente em alimentos

A Anvisa reforça que a creatina só é permitida em suplementos alimentares para adultos, jamais em produtos industrializados como sorvetes ou sobremesas geladas.
Além de inadequado para crianças, o consumo sem controle pode gerar sobrecarga renal em pessoas sensíveis, justificando a medida preventiva.

Suplemento de babosa Aloe Vera é retirado do mercado

Falta de autorização sanitária e riscos

O suplemento de babosa da NS Produtos Naturais foi proibido por não constar na lista oficial de ingredientes permitidos para suplementos alimentares no Brasil.

Rotulagem incompleta agrava a infração

Além disso, o rótulo não apresentava a origem do extrato de Aloe Vera, o que compromete a rastreabilidade — etapa essencial para garantir segurança e monitoramento de substâncias.

Vinagre de maçã Castelo

Irregularidade pode afetar pessoas sensíveis

Todos os lotes do vinagre de maçã da marca Castelo foram suspensos após o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal identificar dióxido de enxofre em quantidade significativa sem a devida indicação no rótulo.

Reações alérgicas podem ser graves

A substância, comum em conservantes, pode causar:

  • irritação respiratória
  • crises alérgicas
  • desconfortos gastrointestinais

A ausência da informação impede que consumidores alérgicos façam escolhas seguras.

A empresa informou que já adota medidas para atender às exigências da Anvisa.

Pó para bebida vegetal LiveStrong é recolhido

O produto da Essential Nutrition foi recolhido por conter proteína de fava hidrolisada, ingrediente que ainda não passou por avaliação completa de segurança no país.

Sem autorização formal, o ingrediente não pode estar presente em alimentos ou suplementos e deve ser removido do mercado até que estudos sejam concluídos.

Óleo de avestruz Gold Green sob suspeita de falsificação

O óleo de avestruz foi apreendido após a empresa Alemed Nutracêutica, mencionada no rótulo, negar ser a responsável pela fabricação.

Anvisa investiga a origem

A agência agora investiga:

  • quem produziu o óleo realmente
  • como ele foi distribuído
  • se há riscos químicos ou microbiológicos

A suspeita de falsificação torna a circulação do produto ainda mais perigosa.

O que fazer se você tiver algum desses produtos em casa?

Pare de consumir imediatamente

A Anvisa orienta consumidores a interromper o uso dos itens proibidos, mesmo que já tenham sido abertos ou parcialmente consumidos.

Como devolver ou denunciar

  • Procure o estabelecimento onde comprou o produto.
  • Registre denúncia no canal da Anvisa (Notivisa).

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Por que essas proibições são importantes?

A suspensão preventiva faz parte das ações regulares da Anvisa para garantir que somente produtos seguros e regulamentados cheguem ao consumidor.

Riscos vão desde alergias até intoxicações

Irregularidades como ingredientes não autorizados, ausência de rotulagem adequada ou falsificação podem gerar:

  • reações alérgicas severas
  • intoxicação alimentar
  • efeitos desconhecidos no organismo
  • risco à saúde de crianças e idosos

FAQ – Perguntas frequentes

1. Por que o picolé Naturalle Ice foi proibido?

Porque continha creatina, substância proibida em alimentos industrializados no Brasil.

2. Posso continuar usando o vinagre de maçã Castelo?

Não. Todos os lotes foram suspensos após irregularidades envolvendo dióxido de enxofre.

3. O suplemento de babosa é perigoso?

Ele não foi autorizado para uso em suplementos e falta rastreabilidade, o que impede garantir sua segurança.

4. O óleo de avestruz é falsificado?

A Anvisa suspeita de falsificação porque o fabricante citado nega ter produzido o item.

5. O que fazer com os produtos suspensos?

Interrompa o uso, guarde o lote e procure Procon, o estabelecimento de compra ou registre denúncia na Anvisa.

Considerações finais

As recentes suspensões reforçam a importância de acompanhar alertas sanitários e manter atenção redobrada à rotulagem de produtos alimentícios e suplementos. A Anvisa continua monitorando o mercado e atualizando as investigações, enquanto consumidores devem verificar se possuem algum dos itens proibidos e evitar seu uso.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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