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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras sem registro e alerta para riscos à saúde

Anvisa proíbe a venda de canetas emagrecedoras sem registro, como tirzepatida e retatrutida, e alerta para riscos graves à saúde.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição da comercialização, fabricação, importação, distribuição, divulgação e uso de canetas emagrecedoras à base de tirzepatida e retatrutida sem registro no Brasil. A medida atinge produtos associados às marcas Synedica e TG, além de todas as versões de retatrutida, abrangendo lotes fabricados a partir de 1º de janeiro de 2020.

Esses medicamentos são popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras do Paraguai e vêm sendo divulgados e comercializados principalmente por meio de redes sociais, sem qualquer autorização sanitária. Segundo a Anvisa, os produtos são fabricados por empresas desconhecidas e não possuem registro, notificação ou cadastro junto ao órgão regulador, o que representa um risco direto à saúde da população.

A decisão foi formalizada por meio de resolução assinada pelo gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária, com base na legislação sanitária vigente, incluindo a Lei nº 9.782/1999 e a Lei nº 6.360/1976.

Quais medicamentos foram proibidos pela Anvisa?

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A proibição abrange medicamentos classificados como produtos de uso farmacêutico, cujos princípios ativos incluem tirzepatida e retatrutida, amplamente associados ao tratamento de diabetes e à perda de peso.

Tirzepatida das marcas Synedica e TG

Os produtos contendo tirzepatida sob as marcas Synedica e TG tiveram todos os lotes fabricados a partir de 2020 incluídos na medida restritiva. A Anvisa constatou que esses medicamentos são comercializados sem qualquer controle regulatório e sem garantia de procedência.

Retatrutida de todas as marcas

A retatrutida, substância experimental associada ao controle do peso, também foi incluída na proibição. Todos os produtos, independentemente da marca ou lote, foram considerados irregulares e potencialmente perigosos.

Empresa responsável considerada desconhecida

De acordo com o anexo da resolução, a empresa responsável pela fabricação dos medicamentos é classificada como desconhecida, sem CNPJ identificado ou qualquer comprovação de origem legal.

Por que a Anvisa proibiu as canetas emagrecedoras irregulares

A decisão da Anvisa está fundamentada em riscos sanitários e na ausência de controle sobre a qualidade, segurança e eficácia dos produtos.

Falta de registro e autorização sanitária

Nenhum dos medicamentos proibidos possui registro, notificação ou autorização junto à Anvisa. Isso significa que não passaram por avaliação técnica sobre composição, dosagem, segurança clínica ou boas práticas de fabricação.

Origem desconhecida e risco de adulteração

Por serem fabricados por empresas não identificadas, não há garantia de que o conteúdo declarado corresponda à composição real. Existe risco de adulteração, contaminação ou dosagens incorretas, o que pode causar efeitos adversos graves.

Divulgação irregular em redes sociais

A Anvisa identificou a venda e promoção desses produtos em perfis do Instagram, incluindo contas como tirzepatida.oficial, albertotirzepatida e retatrutida1. A publicidade desses medicamentos viola normas sanitárias e pode induzir consumidores ao uso indevido.

Riscos à saúde associados ao uso de medicamentos irregulares

O uso de medicamentos sem registro representa um risco significativo, especialmente quando se trata de substâncias que afetam o metabolismo e o sistema hormonal.

Possíveis efeitos adversos graves

Substâncias como tirzepatida e retatrutida podem causar náuseas, vômitos, hipoglicemia, alterações gastrointestinais e complicações metabólicas quando utilizadas sem supervisão médica ou em dosagens inadequadas.

Ausência de acompanhamento médico

Produtos vendidos ilegalmente geralmente não incluem orientação profissional, o que aumenta o risco de automedicação, interações medicamentosas perigosas e agravamento de condições pré-existentes.

Perigo de dependência e uso indiscriminado

A busca por emagrecimento rápido pode levar ao uso contínuo e descontrolado dessas canetas, favorecendo dependência psicológica e impactos negativos à saúde física e mental.

O que diz a legislação?

A resolução da Anvisa se baseia em dispositivos legais que regulam a produção, comercialização e fiscalização de medicamentos no Brasil.

Lei nº 6.360/1976

Essa lei estabelece que nenhum medicamento pode ser fabricado, importado ou comercializado no país sem autorização sanitária prévia.

Lei nº 9.782/1999

A legislação atribui à Anvisa o poder de fiscalizar e adotar medidas preventivas para proteger a saúde pública, incluindo apreensão e proibição de produtos irregulares.

Regimento Interno da Anvisa e RDC nº 585/2021

As normas internas autorizam ações de fiscalização imediatas quando há comprovação de risco sanitário ou infração regulatória.

Medidas adotadas pela Anvisa contra os produtos irregulares

A resolução determina ações rigorosas para impedir a circulação dos medicamentos proibidos.

Apreensão de produtos

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Todos os lotes identificados devem ser apreendidos pelas autoridades sanitárias, impedindo sua permanência no mercado.

Proibição de comercialização e propaganda

Está vetada qualquer forma de venda, divulgação ou promoção dos medicamentos, inclusive em meios digitais, redes sociais ou canais de comunicação.

Responsabilização de pessoas físicas e jurídicas

A medida se aplica a indivíduos, empresas e veículos de mídia que comercializem ou divulguem os produtos, sujeitos a sanções administrativas e legais.

FAQ

A Anvisa proibiu todas as canetas emagrecedoras?

A proibição se refere às canetas à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG e a todas as versões de retatrutida sem registro no Brasil.

Por que esses produtos foram considerados ilegais?

Eles não possuem registro, notificação ou autorização da Anvisa e são fabricados por empresas de origem desconhecida.

Quais são os principais riscos do uso dessas canetas?

Riscos incluem efeitos adversos graves, dosagens incorretas, contaminação, automedicação e complicações metabólicas.

É permitido vender esses medicamentos pelas redes sociais?

Não. A comercialização e divulgação em redes sociais é proibida e sujeita a penalidades.

Como o consumidor pode se proteger?

Verificando o registro do medicamento na Anvisa, comprando apenas em farmácias autorizadas e utilizando medicamentos somente com prescrição médica.

Considerações finais

A proibição das canetas emagrecedoras sem registro pela Anvisa representa uma medida essencial para proteger a saúde pública e combater a circulação de medicamentos de origem desconhecida. O uso de substâncias não regulamentadas, especialmente aquelas que afetam o metabolismo, pode causar danos graves e irreversíveis. A decisão reforça a importância de adquirir apenas medicamentos autorizados, sob prescrição médica e com acompanhamento profissional, evitando riscos associados à automedicação e ao mercado ilegal.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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