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Anvisa retira do mercado 32 suplementos após irregularidades na produção

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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Na sexta-feira (5), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata de 32 suplementos alimentares fabricados pela empresa Ervas Brasillis Produtos Naturais Ltda. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e tem caráter de urgência, abrangendo fabricação, comercialização, importação, uso e até a propaganda desses produtos.

A medida representa uma ação direta para proteger a saúde pública diante de evidências de infrações sanitárias graves, incluindo produção em local insalubre e sem licença dos órgãos de vigilância.

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Motivo da proibição

A decisão foi tomada após uma inspeção sanitária identificar que a empresa operava sem licença da vigilância sanitária — condição obrigatória para qualquer estabelecimento que manipule ou fabrique alimentos no Brasil. Segundo o artigo 46 do Decreto-Lei 986/1969, toda empresa do ramo alimentício deve ter autorização prévia emitida pela autoridade sanitária local (municipal, estadual ou distrital).

Além da ausência de licença, a estrutura da fábrica foi considerada inadequada, descumprindo as normas de boas práticas de fabricação exigidas para a produção de alimentos e suplementos. Essas práticas são essenciais para garantir que os produtos não ofereçam riscos à saúde dos consumidores.

A falta de condições higiênico-sanitárias, somada à produção ilegal, levou a Anvisa a determinar a apreensão de todos os lotes dos suplementos em circulação.

Lista dos suplementos alimentares proibidos

A proibição abrange produtos de diferentes marcas sob responsabilidade da empresa Ervas Brasillis, além de outros que eram distribuídos por ela. A seguir, veja a lista completa por marca:

Marca Turbo Black Vitamin

  • Creatina Monohidratada (sabores frutas vermelhas e laranja)
  • Creatina
  • Colágeno Tipo II Não Desnaturado (sabor iogurte)
  • Colágeno Hidrolisado (frutas tropicais)
  • Cafeína com Taurina
  • Magnésio Treonato
  • Maca Peruana
  • Maca Preta
  • Lactoze sem glúten
  • L-Arginina e Alanina
  • K2 + D3 2000 UI
  • Energy Maca
  • Max Vision

Marca Ervas Brasil

  • Moringa
  • Maca Peruana
  • Hibisco
  • Graviola

Marca NB Nutrition

  • Tadala Natural
  • Ômega 3
  • Moringa Oleifera
  • Magnésio Treonato
  • Magnésio Dimalato
  • Colágeno Tipo II Não Desnaturado
  • Cabelo, Pele e Unha
  • Ácido Hialurônico + Colágeno Tipo II

Outras marcas afetadas

  • Natuforme Produtos Naturais: Lactoze
  • Ozonlife: Óleo de Girassol Ozonizado
  • Nutrição Esportiva: Maca Premium
  • Max Force: Maca Peruana Concentrado
  • Vitacorpus: Ora Pró Nobis Premium

Consequências legais e medidas da Anvisa

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Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A suspensão imediata dos suplementos se estende a todos os lotes, independentemente da data de fabricação ou validade. Além disso, a Anvisa proíbe qualquer tipo de propaganda ou distribuição, seja em canais físicos ou digitais.

Apreensão e interdição

Os produtos devem ser recolhidos pelas autoridades sanitárias estaduais e municipais, que têm o dever de fiscalizar farmácias, lojas de suplementos e distribuidores. A empresa também poderá sofrer interdição total ou parcial das instalações e está sujeita a multas e processos administrativos sanitários.

Por que a licença sanitária é fundamental?

Segundo a legislação brasileira, qualquer empresa que fabrique ou manipule alimentos ou suplementos deve seguir normas rigorosas de controle sanitário. A licença da vigilância sanitária é o primeiro requisito para garantir que o ambiente de produção:

  • Tenha higiene adequada
  • Evite contaminações cruzadas
  • Tenha controle de qualidade dos insumos
  • Proteja o consumidor de substâncias nocivas ou adulteradas

Sem esse licenciamento, os produtos são considerados automaticamente ilegais, mesmo que não apresentem alterações visíveis ou sensoriais.

Riscos do consumo de suplementos irregulares

O uso de suplementos produzidos em locais sem fiscalização pode representar riscos sérios à saúde, como:

  • Contaminação por microrganismos patogênicos
  • Presença de substâncias não declaradas no rótulo
  • Reações adversas por dosagens incorretas
  • Agravamento de doenças pré-existentes
  • Interferência com medicamentos de uso contínuo

Segundo especialistas em toxicologia, a combinação de ingredientes em produtos naturais ou fitoterápicos pode gerar efeitos colaterais perigosos quando não há supervisão técnica qualificada.

O que fazer se você consumiu algum produto da lista

A Anvisa orienta que os consumidores que já fizeram uso de algum dos suplementos proibidos interrompam imediatamente o consumo. Caso apresentem qualquer sintoma adverso — como alergias, problemas gastrointestinais, dores de cabeça ou taquicardia — devem procurar atendimento médico.

Além disso, é possível comunicar essas reações por meio da plataforma Notivisa, da própria Anvisa, ou junto às vigilâncias sanitárias municipais.

Responsabilidade do comércio e dos profissionais

Farmácias, lojas de produtos naturais, sites de e-commerce e marketplaces têm a obrigação legal de retirar os produtos das prateleiras e do catálogo de vendas. A venda de qualquer suplemento suspenso está sujeita a sanções como:

  • Multas
  • Apreensão de estoque
  • Interdição do local
  • Processo administrativo sanitário
  • Responsabilização penal, em caso de dano à saúde pública

Profissionais da saúde e do esporte, como nutricionistas e treinadores, também devem evitar qualquer indicação desses produtos e alertar seus clientes ou pacientes sobre os riscos.

Histórico de infrações e recorrência

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Imagem: Freepik e Canva

A empresa Ervas Brasillis já foi alvo de outras autuações sanitárias anteriores, embora essa seja a primeira ação em larga escala com proibição de marcas variadas. A reincidência pode influenciar negativamente futuras tentativas de regularização da empresa e resultará em restrições adicionais no registro de produtos.

A Anvisa tem intensificado fiscalizações no setor de suplementos, principalmente diante do crescimento do mercado fitness e da automedicação com compostos “naturais”. A falta de fiscalização nesse segmento é apontada por especialistas como um dos principais riscos à saúde pública nos últimos anos.

Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

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