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Anvisa proíbe 3 suplementos irregulares e determina retirada imediata do mercado

A Anvisa proibiu três suplementos alimentares irregulares no Brasil após constatar falta de registro e ingredientes não permitidos.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Uma operação de fiscalização realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição imediata de três suplementos alimentares comercializados de forma irregular no Brasil: Prosatril, Erenobis e Óliver Turbo. A medida envolve suspensão total de venda, propaganda, distribuição, fabricação, importação e consumo, deixando os produtos oficialmente fora do mercado nacional.

A decisão, publicada na terça-feira (2), reforça a urgência de coibir o uso de substâncias sem registro sanitário e que oferecem riscos à saúde dos consumidores. Nos últimos meses, a agência tem intensificado ações contra suplementos e produtos naturais vendidos sem comprovação de segurança ou eficácia.

Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa

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A operação da Anvisa atingiu dois produtos fabricados pela empresa Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda. e um terceiro de outra fabricante. Todos tinham em comum a ausência de regularização sanitária, além de riscos adicionais identificados pela agência.

Prosatril: vendido sem registro ou comprovação de segurança

O Prosatril, anunciado como suplemento natural para saúde masculina, não tinha qualquer tipo de registro, notificação ou cadastro na Anvisa. A comercialização de produtos dessa categoria sem regularização é considerada infração sanitária grave.

Mesmo assim, o suplemento era divulgado amplamente em sites e redes sociais, o que aumentou a preocupação da agência devido ao possível alcance entre consumidores.

Erenobis: contém ingrediente proibido pela Anvisa

O segundo suplemento proibido, o Erenobis, também fabricado pela Ms Comércio de Produtos Naturais Ltda., apresentou uma irregularidade adicional: a presença da planta Pereskia aculeata, conhecida popularmente como ora-pro-nóbis, usada amplamente na culinária, mas proibida em suplementos desde abril deste ano.

Por que o ora-pro-nóbis foi proibido em suplementos?

A Anvisa determinou que a planta não pode ser usada em cápsulas, pós ou comprimidos porque não existem estudos suficientes que comprovem:

  • segurança de consumo em altas concentrações
  • efeitos metabólicos
  • interação com medicamentos
  • riscos para grupos vulneráveis

Isso não impede o uso alimentício da planta, mas veta sua utilização industrial como suplemento.

Óliver Turbo: apreendido e proibido após operação

O terceiro produto atingido pela fiscalização foi o suplemento Óliver Turbo, fabricado pela empresa Instituto Oliver Cursos Preparatórios Ltda.. O produto também não possuía registro, e sua comercialização, importação e divulgação foram suspensas imediatamente.

Assim como os demais, o suplemento era vendido pela internet e prometia resultados rápidos para disposição, energia e desempenho. A Anvisa alertou que produtos sem autorização não têm controle sobre:

  • composição real
  • dosagem
  • segurança
  • eficácia

Por que suplementos precisam de registro na Anvisa

A Anvisa exige que todos os suplementos comercializados no país sigam regras rígidas que visam proteger o consumidor. Mesmo produtos naturais só podem ser vendidos se atenderem a normas específicas.

O que a Anvisa analisa antes de liberar um suplemento

Entre os critérios avaliados estão:

  • segurança e toxicidade dos ingredientes
  • limites de dosagem
  • comprovação de fabricação em ambiente controlado
  • rotulagem correta
  • ausência de substâncias proibidas
  • presença de laudos e documentação técnica

Sem essa verificação, não há garantia de que o produto é seguro ou que realmente contém o que promete.

Riscos de consumir suplementos sem registro

Produtos irregulares podem conter substâncias perigosas, ingredientes não declarados ou dosagens inadequadas. Entre os principais riscos estão:

  • intoxicação
  • reações alérgicas
  • sobrecarga renal ou hepática
  • aumento de pressão arterial
  • interações com medicamentos
  • efeitos colaterais desconhecidos

A ausência de registro também impede rastrear a origem do produto e identificar rapidamente lotes contaminados.

Aumento das fiscalizações da Anvisa

Nos últimos meses, a agência intensificou operações contra produtos naturais e suplementos vendidos irregularmente. Entre os casos recentes estão:

Suspensão de “melzinho estimulante” por irregularidades

Produtos popularizados como “melzinho estimulante” foram alvo de suspensões após a detecção de substâncias farmacológicas proibidas. Essas substâncias eram usadas sem informar o consumidor e representavam alto risco cardiovascular.

Recolhimento de lotes de sabão por contaminação bacteriana

A Anvisa determinou o recolhimento de lotes do sabão Ypê após identificar contaminação por bactérias que poderiam causar infecções, especialmente em pessoas imunossuprimidas.

Operação contra remédios ilegais promovidos online

A agência também participou de operações da Polícia Federal que investigam médicos e influenciadores que vendiam medicamentos sem autorização.

As novas proibições fazem parte desse movimento de reforçar a vigilância em um mercado em rápida expansão e que, muitas vezes, funciona sem regulamentação adequada.

O que o consumidor deve fazer?

Interrompa o uso imediatamente

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A orientação da Anvisa é clara: quem possui Prosatril, Erenobis ou Óliver Turbo deve parar de usar imediatamente.

Não compre suplementos sem registro

Para verificar se um produto é regularizado, basta procurar seu número de registro ou notificação no rótulo e consultar no site da Anvisa.

Denuncie irregularidades

O consumidor pode denunciar produtos suspeitos por meio dos canais oficiais da Anvisa ou de Vigilâncias Sanitárias estaduais e municipais.

FAQ – Perguntas frequentes

1. Quais suplementos foram proibidos pela Anvisa?

Prosatril, Erenobis e Óliver Turbo.

2. Por que o Erenobis foi proibido?

Porque contém ora-pro-nóbis, ingrediente proibido em suplementos desde abril deste ano.

3. Esses suplementos tinham registro na Anvisa?

Não. Nenhum dos três produtos possuía registro, notificação ou cadastro.

4. O que devo fazer se tiver comprado algum deles?

Interrompa o uso imediatamente e faça uma denúncia à Vigilância Sanitária.

5. Suplementos naturais também precisam de registro?

Sim. Todos os suplementos devem atender normas e comprovar segurança antes de serem vendidos.

Considerações finais

A proibição dos suplementos Prosatril, Erenobis e Óliver Turbo reforça a importância do controle sanitário e da verificação cuidadosa de produtos disponíveis no mercado. O crescimento do consumo de suplementos no país, aliado à grande oferta online, torna essencial que o consumidor esteja atento às certificações e às normas da Anvisa. Comprar produtos sem registro representa um risco real e pode trazer consequências sérias para a saúde.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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