Recentemente, a drogaria Santa Marta, com quase 50 anos de mercado, entrou com pedido de recuperação judicial que, segundo a companhia, se deve principalmente aos grandes cortes na concessão de crédito. Diante disso, a drogaria fechou 18 unidades, o que gerou a demissão de 350 funcionários em Goiás e no Distrito Federal.
Após 50 anos de funcionamento, rede de farmácias anuncia fechamento e demissão em massa
A rede de farmácias fechou 18 unidades, o que gerou a demissão de 350 funcionários que ainda não receberam seus direitos. Veja mais detalhes
Embora ex-funcionários da empresa tenham se manifestado pelo não pagamento de verbas rescisórias, a drogaria Santa Marta afirmou que os direitos daqueles que foram demitidos estão garantidos.
Farmácias são mantidas
Apesar do grande número de encerramento de atividades em suas unidades, segundo a Santa Maria, outras 45 lojas da rede seguem em pleno funcionamento, tanto em Goiás quanto no Distrito Federal, onde 540 trabalhadores continuam empregados. A primeira rodada da demissão em massa ocorreu no dia 1º de março.
Em seu processo de recuperação judicial, a rede de farmácias afirmou que devido a crise gerada após a pandemia da Covid-19 as varejistas brasileiras têm enfrentado “grandes desafios”. Além disso, a empresa afirmou que buscou soluções para reverter o déficit de capital de giro e de cortes de créditos junto a fornecedores importantes. No entanto, a única saída viável que encontrou foi o pedido de recuperação judicial.
Recuperação judicial
A Santa Maria afirmou que em breve irá concluir toda a reestruturação da empresa com base em seu plano de operação. Em relação aos funcionários demitidos, a rede disponibilizou os seguintes números de telefone: (62) 3239-4137 e 3239-4296, para que seja tirada qualquer dúvida que surgir.
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Apesar do Sindicato dos Farmacêuticos de Goiás (Sinfargo) afirmar que recebeu diversas denúncias de irregularidades trabalhistas, a Santa Marta afirmou que os direitos trabalhistas de seus ex-funcionários estão garantidos e que nenhum trabalhador ficará sem receber seus direitos trabalhistas.
Como as verbas rescisórias estão incluídas no processo de recuperação judicial, elas devem ser pagas em até 180 dias (6 meses) após o protocolo do pedido.
Imagem: i viewfinder / shutterstock.com
