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Após eleição, fila do Auxílio Brasil já conta com 128 mil famílias

Após o fim do segundo turno da eleição, o Auxílio Brasil, do governo do presidente Bolsonaro, voltou a registrar fila de espera.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Por que a fila de espera do Auxílio Brasil não para de aumentar

Após o fim do segundo turno da eleição para a Presidência, o Auxílio Brasil, do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a registrar fila de espera, que não acontecia desde agosto, quando a campanha eleitoral foi impulsionada.

De acordo com dados obtidos pelo jornal Folha de SP, 128 mil famílias entraram na lista de espera em novembro. Portanto, elas já tiveram o cadastro aprovado pelo Ministério da Cidadania, responsável pelo programa, porém ainda não receberam os repasses. Assim, ao ser procurado, o Ministério da Cidadania não respondeu acerca do represamento nas concessões.

Fila zerada

À vista disso, o ano de 2022 começou com a fila de espera zerada. Contudo, como o governo não tinha orçamento suficiente para o programa, a fila foi crescendo ao longo do ano e, em julho, chegou a 1,569 milhão de famílias.

Dessa forma, pensando na reeleição, Bolsonaro buscou ampliar o orçamento do Auxílio Brasil no segundo semestre. Assim, conseguiu manter as filas zeradas em agosto, setembro e outubro, meses de campanha eleitoral. Além disso, também expandiu o número de famílias no programa social.

Então, em outubro, o número de famílias ultrapassou os 21 milhões, um recorde que se repetiu neste mês.

Portanto, ao ampliar tanto o valor quanto o número dos beneficiários do Auxílio Brasil, Bolsonaro esperava melhorar sua popularidade junto aos cidadãos de mais baixa renda, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrava maior intenção de voto.

Pressão sobre o governo eleito

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Para além disso, a fila  do Auxílio Brasil ocasiona ainda mais pressão para o programa no início da gestão petista, que planeja retomar o Bolsa Família.

Dessa forma, a equipe de transição prevê um gasto de R$ 175 bilhões em 2023 com o programa social. Incluindo R$ 157 bilhões para o benefício mínimo de R$ 600,00 por família e R$ 18 bilhões para o benefício extra de R$ 150,00 por criança de até seis anos.

Por fim, membros da equipe de transição de Lula afirmam que não deve ser possível atender a todos da fila imediatamente assim que ele assumir. A prioridade será efetuar uma análise mais criteriosa dos cadastros a partir de janeiro. Para que não sejam incluídos no programa pessoas que não tenham o perfil para receber o benefício.

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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