A TIM registrou 90,5 terabytes (TB) de dados trafegados em sua rede nos quatro primeiros dias do Rock in Rio 2026. Segundo a operadora, mais da metade desse volume — 52% — passou pela rede 5G, mostrando a forte demanda por conectividade durante os shows.
O resultado dá uma dimensão de como o celular se tornou parte da experiência em grandes festivais. Além de publicar fotos e vídeos, o público utiliza aplicativos de mensagens, redes sociais, serviços de transporte e ferramentas de inteligência artificial enquanto acompanha as apresentações.
A edição brasileira do Rock in Rio acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro.
Leia mais:
Caixa e Banco do Brasil enfrentam paralisações em vários estados a partir de setembro
Quanto de internet foi consumido no Rock in Rio?

De acordo com os dados divulgados pela TIM, os 90,5 TB registrados nos quatro primeiros dias equivalem ao compartilhamento de mais de 45 milhões de fotos ou ao consumo de aproximadamente 260 mil horas de vídeo.
Para dimensionar o número, esse último volume representa quase 30 anos de reprodução contínua de vídeos.
O maior movimento ocorreu em 6 de setembro, quando a rede da operadora registrou 2,6 TB de tráfego em um único dia, acompanhados de 41 mil conexões simultâneas.
A velocidade também atingiu níveis elevados. O pico ultrapassou 1,1 Gbps, enquanto a velocidade média ficou próxima de 260 Mbps durante o período analisado.
5G respondeu por 52% do tráfego
O 5G foi responsável por 52% de todo o tráfego de dados dos clientes da TIM na Cidade do Rock nos quatro primeiros dias.
A participação da tecnologia ajuda a explicar como as redes móveis estão sendo utilizadas em ambientes com grande concentração de pessoas. Em festivais, milhares de aparelhos podem tentar acessar a internet simultaneamente, principalmente durante os shows mais concorridos.
A própria TIM vem registrando aumento do uso do 5G em grandes eventos. No Rock in Rio 2025, por exemplo, a empresa informou que o uso da tecnologia cresceu 220% em relação à edição anterior.
Instagram foi o aplicativo mais usado
Entre os aplicativos utilizados pelos clientes da TIM durante o festival, o Instagram apareceu na liderança, seguido pelo WhatsApp.
O comportamento acompanha a dinâmica de grandes eventos: o público registra apresentações, publica Stories e vídeos, conversa com amigos e compartilha a localização dentro da Cidade do Rock.
Entre as aplicações de inteligência artificial, o ChatGPT foi a mais acessada pelos clientes da operadora durante o período analisado.
A presença de ferramentas de IA entre os serviços mais utilizados também mostra uma mudança no perfil de consumo de dados. O smartphone deixou de ser apenas uma ferramenta para comunicação e entretenimento e passou a concentrar diferentes serviços digitais.
TIM reforçou a infraestrutura para o festival
Para atender à demanda, a TIM ampliou a estrutura de conectividade instalada na Cidade do Rock.
A operadora informou ter colocado mais de 120 antenas inteligentes preparadas para o 5G, além de 110 antenas de 4G na área do festival.
A estratégia é necessária porque a concentração de pessoas em uma mesma área pode aumentar significativamente a demanda sobre as redes móveis.
A TIM é patrocinadora oficial do Rock in Rio 2026 e mantém a parceria com o festival pela terceira edição consecutiva. A empresa também destaca que foi responsável pelo primeiro Rock in Rio com 5G, em 2022.
Quais shows tiveram maior demanda pela rede?
O maior pico de conexões simultâneas foi registrado durante a apresentação do Black Eyed Peas, no domingo, 6 de setembro.
O show alcançou 15,4 mil conexões simultâneas na rede da TIM. Na sequência apareceram Nelly, com 13,2 mil conexões, também no domingo, e Elton John, com 10,5 mil na segunda-feira, 7 de setembro.
Os números ajudam a demonstrar como a concentração do público durante determinados shows interfere diretamente na demanda por conectividade.
Não é apenas a quantidade de pessoas no local que influencia o tráfego. O comportamento do público também pesa: gravação e envio de vídeos, transmissões ao vivo, redes sociais e chamadas de vídeo consomem volumes consideravelmente maiores de dados do que atividades simples, como mensagens de texto.
Por que a conexão é tão importante em grandes festivais?
Em eventos desse porte, a internet móvel tem funções que vão além do entretenimento.
O público depende da conexão para trocar mensagens, encontrar amigos, consultar informações sobre atrações, acessar serviços digitais e compartilhar conteúdos. Para as empresas responsáveis pelas redes, isso exige planejamento de capacidade para suportar grandes volumes de acessos concentrados em determinados horários e locais.
O próprio Rock in Rio mantém uma estrutura operacional especial durante os dias do festival. A Prefeitura do Rio, por exemplo, preparou um esquema integrado envolvendo mobilidade, segurança e outros serviços públicos para atender ao aumento da circulação na região.
O Rock in Rio ainda terá mais três dias
Os números divulgados pela TIM ainda não representam o tráfego total da edição de 2026.
Após os quatro primeiros dias, o festival terá mais três datas: 11, 12 e 13 de setembro. A programação inclui atrações como Stray Kids, Maroon 5 e Twenty One Pilots, entre outros artistas.
Com a continuidade do evento, o volume acumulado de dados poderá aumentar significativamente, principalmente nos dias de maior concentração de público.
A expectativa é que a experiência digital continue acompanhando a programação presencial, com espectadores utilizando cada vez mais o celular para registrar e compartilhar o que acontece na Cidade do Rock.
O que os números da TIM mostram?

Os dados do primeiro bloco de dias do Rock in Rio 2026 mostram que conectividade já faz parte da infraestrutura essencial de grandes eventos.
Foram 90,5 TB de dados trafegados, 52% deles pela rede 5G, com picos de 2,6 TB em um único dia e mais de 41 mil conexões simultâneas.
O comportamento dos usuários também chama atenção: Instagram e WhatsApp lideraram entre os aplicativos, enquanto o ChatGPT apareceu como a aplicação de inteligência artificial mais acessada.
Com mais três dias de festival pela frente, a tendência é que a demanda continue elevada. O resultado final deverá oferecer um retrato ainda mais amplo de como os brasileiros utilizam as redes móveis durante um dos maiores eventos de entretenimento do país.
Conclusão
Os dados registrados pela TIM mostram que a conectividade deixou de ser apenas um recurso complementar em grandes festivais e passou a fazer parte da própria experiência do público. Em meio aos shows, o celular é usado para registrar momentos, compartilhar conteúdos, conversar e acessar serviços digitais em tempo real.
Com mais três dias de programação pela frente, a demanda sobre as redes ainda deve crescer. O desempenho da infraestrutura instalada na Cidade do Rock também evidencia o desafio das operadoras de manter a qualidade da conexão em ambientes com dezenas de milhares de pessoas concentradas no mesmo espaço.
Além de revelar os hábitos digitais dos espectadores, os números do Rock in Rio 2026 ajudam a dimensionar como o consumo de internet móvel vem acompanhando a transformação dos eventos presenciais, cada vez mais conectados às plataformas digitais.
