Assim como o Documento de Ordem de Crédito (DOC), que deixará de existir no dia 29 de fevereiro de 2024, o tradicional cheque também deve sumir do mercado. O sumiço dessa ordem de pagamento, no entanto, vai ocorrer por conta do “fim natural da utilização”, de acordo com o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari.
Após encerramento do DOC, Bradesco revela que outro meio de pagamento chegará ao fim
O presidente do Bradesco explicou que o fim deste meio de pagamento não será igual ao encerramento do DOC. Veja mais!
Em entrevista à Forbes, o executivo disse que a extinção do tradicional cheque vai ser uma “morte morrida”, diferente do fim do DOC. A data de encerramento do documento foi anunciada ontem (4) pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A justificativa da medida foi queda no uso.
Queda no número de cheques compensados
Para ter ideia de como o meio de pagamento tão familiar aos mais velhos tem caído em desuso, em 2022, foram compensados 202,8 milhões de documentos. Isso equivale a uma queda de 94% em comparação a 1995.
Em 1995, primeiro ano da série histórica da Febraban, realizada com base na Compe (Serviço de Compensação de Cheques), o número de documentos compensados chegou a 3,3 bilhões.
A queda tem sido observada desde 1996, mas ficou mais nítida a partir de 2012, quando a compensação foi de “apenas” 914,2 milhões.
“Morte morrida” do cheque, apontada pelo Bradesco, tem explicação
A “morte morrida” do cheque, segundo o Bradesco, e o fim do DOC evidenciam a mudança na preferência dos consumidores brasileiros. Atualmente, o Pix do Banco Central já está consolidado como o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros.
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Quando lançado em 2020, o sistema de pagamentos instantâneos já era considerado uma “ameaça” ao DOC e ao TED (Transferência Eletrônica Disponível). Isso porque ele oferece mais agilidade na realização de transações e não tem horário de funcionamento, muito menos taxas.
Dados divulgados pelo BC recentemente mostram como o Pix se tornou o ‘queridinho’. Só em março deste ano, 3 bilhões de operações foram realizadas por meio da ferramenta, ou seja, um recorde. Além disso, o montante movimentado também se destacou, com R$ 1,28 trilhão transferidos no mês.
Imagem: SERGIO V S RANGEL / shutterstock.com
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