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Após imbróglio de SP com a Uber, 99 desiste de lançar serviço com motos

Entenda por que a 99 desistiu de lançar o serviço com motos e confira o caso entre a prefeitura de São Paulo e a Uber.

VictóriaPor Victória2 min de leitura
Mão segurando celular com tela exibindo o aplicativo 99

Recentemente, a Uber lançou viagens de moto na capital paulista, contudo, a decisão não foi bem aceita pela prefeitura, que solicitou a suspensão do serviço. Desse modo, o lançamento da modalidade pela 99 aconteceria nesta terça-feira (31), mas foi cancelado pela plataforma. 

Segundo as autoridades políticas, a empresa entrou em contato na última segunda-feira (30) para avisar que não iria colocar em prática a nova modalidade. Além disso, a companhia destacou que está comprometida com a prefeitura para garantir maior segurança aos passageiros. 

Por que a 99 suspendeu a modalidade?

Primeiramente, a plataforma lançou a modalidade em 27 de janeiro, quando a Uber e a gestão de Ricardo Nunes (MDB) já estavam debatendo a questão. Assim, na opção da 99, as viagens seriam 30% mais baratas do que as feitas de carro, o que seria bastante vantajoso para os clientes. 

Contudo, diante da situação entre a Uber e a prefeitura de São Paulo, a 99 acabou não disponibilizando a modalidade.

Desse modo, a plataforma, em nota, afirmou que atenderá ao pedido da prefeitura de São Paulo e que continuará comprometida a contribuir com o grupo de trabalho do município para garantir maior proteção aos seus usuários.

Caso da Uber 

Como dito antes, quando a 99 anunciou o lançamento da modalidade, a Uber e a prefeitura de São Paulo já estavam em um embate. Isso porque as autoridades políticas alegaram que não sabiam do lançamento da nova forma de pedir carona.

Assim que o órgão tomou consciência da nova operação da Uber, pediu a suspensão imediata dos serviços. Dessa forma, a companhia cancelou, oficialmente, o transporte por motos na segunda-feira (30).

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Entretanto, é preciso destacar que o serviço começou a funcionar em 5 de janeiro sem a autorização oficial dos órgãos reguladores. Essa situação fez com que o prefeito fosse questionado na última quinta (26) a respeito do transporte de passageiros em São Paulo. 

Ricardo Nunes destacou que a plataforma sofreria as consequências de desacatar um decreto. É preciso mencionar que a gestão de Nunes defende o cancelamento deste tipo de serviço por conta da segurança e saúde da população paulistana. 

A decisão surgiu diante dos dados técnicos da Secretaria Municipal de Saúde com o objetivo de evitar acidentes de trânsito.

Imagem: Diego Thomazini/shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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