Mourão aponta possíveis falhas na ação do Governo Federal
De acordo com Mourão, o novo governo “age de forma amadora, desumana e ilegal”. Em seguida, ressalta que as atitudes “são coerentes com suas raízes marxistas-leninistas”.
Em uma sequência de mensagens, Mourão ainda aborda que o atual governo desconsidera a Lei 13.260/2016, que regulamenta as condições para determinar o que seria uma ato terrorista e como lidar com tais situações.
Ademais, o senador também lembra os atos realizados pelo MST em 2014 e reflete que, para ele, a gravidade das ações em Brasília no final de semana é a mesma desse movimento do MST.
Vandalismo sim, terrorismo não
Para finalizar, Mourão observa que considera os atos que destruíram o patrimônio dos 3 Poderes em Brasília uma situação de vandalismo. Assim, chamar as ações de terrorismo “é mais uma vez rasgar a legislação do nosso país”.
Em rede social, Mourão cita a Constituição, a fim de reforçar o conceito de terrorismo:
“O terrorismo consiste na prática por um ou mais indivíduos dos atos previstos neste artigo, por razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião, quando cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo pessoa, patrimônio, a paz pública ou a incolumidade pública”.
Opinião gerou polêmica na internet
Nesta tarde de terça-feira (10), seu nome esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter.
Mesmo perfis tradicionais da direita se pronunciaram, demonstrando revolta por Mourão legitimar a eleição de Lula. Em uma ofensa ao general, eles publicaram uma mensagem com a hashtag #GeneralMouraoTraidor e #MouraoMelancia.
Antes das postagens de Mourão, o Ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, já havia anunciado que acompanharia como estão os detidos. Além disso, afirmou que atuará para que tudo seja feito sob a legalidade da Constituição Federal.
Imagem: Reprodução / Twitter