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Após tentar acordo, Polishop pede recuperação judicial

Polishop enfrenta recuperação judicial com dívidas de R$ 395 milhões. Saiba mais sobre a crise e as ações da empresa

A Polishop, conhecida rede de varejo, recentemente solicitou recuperação judicial ante sua grave situação financeira. A notícia veio à tona na última semana, deixando o mercado financeiro e seus consumidores atentos aos próximos capítulos desta história.

Com dívidas acumuladas na casa dos R$ 395 milhões, a Polishop se esforçou nas últimas semanas para renegociar os valores devidos com credores. No entanto, as negociações parecem estar longe de um acordo amigável. Vários shoppings centers são credores devido a atrasos no pagamento de aluguéis, e a resistência destes em negociar aumenta ainda mais a crise.

Recuperação judicial da Polishop

Antes de solicitar formalmente a recuperação judicial, a Polishop procurou a Justiça para uma tutela antecipada no dia 3 de abril, justamente para preparar a documentação necessária para tal processo. Assim, a medida preventiva visava suspender as execuções de dívidas e despejos, o que pode viabilizar a continuidade das operações da empresa no curto prazo.

No lançamento desta solicitação, a esperança da empresa residia em uma medida urgentemente concedida pela Justiça, que antecipou os efeitos da recuperação judicial. Desde então, o juiz Paulo de Oliveira Filho é o responsável por analisar o pedido da Polishop, podendo aceitar o processo de recuperação judicial a qualquer momento.

Entrevistado no ano passado pelo Valor, João Apolinário, fundador da Polishop, revelou as dificuldades financeiras levando os sócios a injetar dinheiro na empresa, através da venda de ativos valiosos, incluindo uma aeronave avaliada em R$ 250 milhões, dos quais R$ 100 milhões foram reinvestidos na rede.

fachada da loja Polishop.
Imagem: felipequeiroz / Shutterstock.com

Crise na varejista

Assim, com cerca de 250 unidades operacionais no final de 2021, a rede reduziu para 180 em dezembro de 2022, chegando a 123 no início deste ano, com tendência de redução. A queda na demanda por produtos para casa, principalmente aqueles voltados para faixas de renda mais alta, e o encarecimento do crédito com a elevação dos juros após 2021 são fatores que agravaram a situação. 

Além disso, a dificuldade na importação de produtos da China, diante desse cenário de crédito restrito e mais caro, também é um desafio chave enfrentado pela empresa.

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Enfim, o cenário para a Polishop é incerto, dependendo não apenas das decisões judiciais, mas também da capacidade da empresa em reorganizar suas operações e finanças. Com o olhar atento do mercado e de seus consumidores, resta esperar para ver como a Polishop vai se reestruturar nos próximos meses em meio a esse turbulento período econômico.

Imagem: felipequeiroz / Shutterstock.com