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INSS explica requisito para garantir aposentadoria da dona de casa

Saiba como donas de casa podem contribuir para o INSS e garantir aposentadoria e outros benefícios previdenciários.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
INSS explica requisito para garantir aposentadoria da dona de casa

Muitas pessoas acreditam que quem dedica a vida aos cuidados da casa e da família não tem direito à aposentadoria. No entanto, essa ideia está equivocada. O sistema previdenciário brasileiro permite que donas e donos de casa tenham acesso à aposentadoria e a outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que cumpram um requisito fundamental: realizar contribuições previdenciárias.

A falta de informação ainda faz com que milhares de brasileiros deixem de se planejar para o futuro. Como o trabalho doméstico não gera remuneração formal, ele não cria automaticamente vínculo com a Previdência Social. Por isso, é necessário tomar algumas providências para garantir proteção financeira na aposentadoria.

Neste artigo, entenda como funciona a aposentadoria para donas de casa, quais são os planos disponíveis, quanto custa contribuir e quais benefícios podem ser acessados ao longo da vida.

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Como funciona a aposentadoria para donas de casa

empregadas domésticas
Imagem gerada por IA

O INSS permite que pessoas sem atividade remunerada contribuam para a Previdência na condição de segurado facultativo. Essa categoria foi criada justamente para atender estudantes, desempregados, donas de casa e outras pessoas que não possuem renda própria proveniente de trabalho.

Ao se tornar segurada facultativa e realizar os pagamentos regularmente, a dona de casa passa a acumular tempo de contribuição e mantém a qualidade de segurada perante o INSS.

Isso significa que, além de construir o caminho para a aposentadoria, ela também poderá ter acesso a outros benefícios previdenciários previstos na legislação.

Quem pode contribuir como segurado facultativo

A inscrição como segurado facultativo é destinada a pessoas com mais de 16 anos que não exerçam atividade remunerada obrigatória vinculada à Previdência Social.

Entre os exemplos mais comuns estão:

  • Donas e donos de casa;
  • Estudantes;
  • Desempregados;
  • Brasileiros residentes no exterior que não estejam vinculados a outro regime previdenciário;
  • Pessoas que vivem exclusivamente de renda familiar.

Quem já trabalhou com carteira assinada normalmente possui um número de inscrição vinculado ao PIS/Pasep ou ao NIT (Número de Identificação do Trabalhador), que pode continuar sendo utilizado para novas contribuições.

Já quem nunca contribuiu pode realizar a inscrição por meio do portal ou aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

Quanto custa contribuir para o INSS

O valor da contribuição depende do plano escolhido. Atualmente, existem três modalidades principais para segurados facultativos.

Plano de 5% do salário mínimo

Esta é a opção mais acessível disponível para famílias de baixa renda.

O plano é destinado às donas de casa pertencentes a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e com informações atualizadas junto ao governo.

A contribuição corresponde a 5% do salário mínimo vigente.

Esse modelo permite acesso à aposentadoria por idade e aos demais benefícios previdenciários previstos para essa categoria, observadas as regras legais.

Plano de 11% do salário mínimo

O plano simplificado é voltado para quem deseja contribuir pagando um valor reduzido.

A alíquota é de 11% sobre o salário mínimo e garante acesso aos benefícios previdenciários calculados com base nesse piso.

É uma alternativa bastante procurada por pessoas que desejam proteção previdenciária sem comprometer significativamente o orçamento doméstico.

Plano de 20% sobre a renda escolhida

Quem pretende ter uma aposentadoria com possibilidade de valor superior ao salário mínimo pode optar pela contribuição de 20%.

Nesse caso, o recolhimento é realizado sobre um valor escolhido pela contribuinte, respeitando os limites mínimo e máximo definidos pela Previdência Social.

Essa modalidade oferece maior flexibilidade e permite acesso às regras previdenciárias completas para cálculo dos benefícios.

O plano de baixa renda exige atenção especial

Embora o plano de 5% seja bastante vantajoso, ele possui requisitos específicos.

Para manter o direito à contribuição reduzida, é necessário:

  • Estar inscrita no CadÚnico;
  • Pertencer a uma família de baixa renda;
  • Manter os dados cadastrais atualizados;
  • Não possuir renda própria proveniente de atividade remunerada.

A atualização cadastral geralmente é feita nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.

O que acontece se o CadÚnico estiver desatualizado

A falta de atualização pode gerar problemas na validação das contribuições realizadas na modalidade de baixa renda.

Em algumas situações, o INSS pode exigir complementação dos recolhimentos caso seja constatado que os requisitos não foram atendidos durante determinado período.

Por isso, manter o cadastro atualizado é uma medida essencial para evitar transtornos futuros.

Quais são os requisitos para se aposentar

INSS
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Após a Reforma da Previdência, as regras passaram a considerar principalmente a idade mínima para concessão da aposentadoria.

Para seguradas facultativas, a aposentadoria por idade exige:

  • Idade mínima de 62 anos para mulheres;
  • Cumprimento da carência mínima exigida pela legislação, atualmente de 180 contribuições mensais.

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Na prática, isso corresponde a 15 anos de recolhimentos ao INSS.

Quanto mais cedo a pessoa iniciar as contribuições, mais rapidamente poderá cumprir esse requisito.

Benefícios que vão além da aposentadoria

Muitas pessoas associam a contribuição ao INSS apenas à aposentadoria, mas a proteção previdenciária é muito mais ampla.

Ao contribuir regularmente, a segurada pode ter acesso a diversos benefícios em situações específicas.

Salário-maternidade

Mulheres que atendam aos requisitos legais podem receber o benefício durante o período de afastamento em razão do nascimento de filho, adoção ou guarda judicial para fins de adoção.

Benefício por incapacidade temporária

Conhecido anteriormente como auxílio-doença, é destinado à segurada que fique temporariamente impossibilitada de exercer suas atividades habituais por motivo de doença ou acidente.

Pensão por morte

Os dependentes da segurada podem ter direito à pensão por morte caso ela venha a falecer, desde que os critérios previdenciários sejam atendidos.

Auxílio-reclusão

Em situações previstas na legislação, os dependentes também podem ter acesso ao auxílio-reclusão.

Vale a pena começar a contribuir mesmo sem renda própria?

Especialistas em planejamento previdenciário costumam destacar que a contribuição facultativa é uma das formas mais acessíveis de construir proteção financeira para o futuro.

Muitas donas de casa dependem exclusivamente da renda do cônjuge ou de outros familiares. No entanto, situações inesperadas podem ocorrer ao longo da vida, como doenças, incapacidade para o trabalho ou perda da principal fonte de renda da família.

Nesse contexto, a contribuição ao INSS funciona como uma rede de proteção social que pode trazer mais segurança para toda a família.

Como fazer a inscrição no INSS

O processo é simples e pode ser realizado sem sair de casa.

Os principais canais disponíveis são:

Após a inscrição, a segurada recebe as orientações para emissão das guias de pagamento e escolha da categoria de contribuição adequada ao seu perfil.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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