Congelamento e fiscalização de preços por meio de aplicativo. É o que planeja o ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, numa tentativa de conter a inflação no país. O chefe da pasta tem planos para congelar valores de até 1,5 mil produtos e quer que tudo possa ser controlado através de um app.
Argentina vai congelar preços e fiscalizar por meio de aplicativo
Argentina quer congelar preços de produtos de marcas líderes do país e já conversa com entidades industriais para definir valores.
O ministro declarou seus planos em entrevistas a rádios da Argentina. Ele afirmou que está avançando com o projeto do aplicativo que já tem até nome: Mi Argentina. Nele, os cidadãos argentinos poderão consultar o valor de um item por meio do celular e também denunciar um estabelecimento caso esse esteja praticando um preço fora do estabelecido.
Argentina quer congelar preços de produtos de marcas líderes do país
De acordo com Massa, o congelamento de preços deve vigorar entre dezembro deste ano e março de 2023. A medida deve atingir aproximadamente 86% dos itens mais utilizados no período, como alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza.
Os preços, no entanto, ainda não estão definidos. Na verdade, o secretário do Comércio, Matías Tombolini, tem conversado com diversas entidades industriais para firmar um acordo sobre o valores de 1,2 mil a 1,5 mil produtos de marcas líderes do mercado do país, segundo o que aponta o jornal Clarín.
Companhias que aderirem ao novo regime que congela preços terão vantagens
Embora os preços tenham que ser congelados, as companhias terão algumas vantagens. Isso porque o ministro da Economia prometeu que as empresas que aderirem ao novo regime poderão acessar o mercado de câmbio do país e receberão incentivos fiscais.
Se aprovado, o congelamentos de valores deve ter uma duração de 120 dias (entre dezembro deste ano e março do ano que vem). As multas para quem burlar os limites estabelecidos poderão chegar a 240 milhões de pesos (aproximadamente R$ 7,84 milhões).
Brasil já adotou planos para congelar preços
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No Brasil, o congelamento de preços já ocorreu quatro vezes nos últimos 36 anos, mais precisamente nos anos de 1986, 1987, 1989 e 1990. A medida foi implementada para tentar conter o avanço da disparada da inflação dos alimentos.
José Sarney e Fernando Collor de Mello foram os ex-presidentes que autorizaram esse tipo de restrição como uma tentativa de driblar os preços da comida. O congelamento de preços no país foi possível a partir de quatro planos, em anos diferentes. Veja abaixo.
- Plano Cruzado – 1986;
- Plano Bresser – 1987;
- Plano Verão – 1989;
- Plano Collor – 1990.
Imagem: rarrarorro / shutterstock.com
