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Governo federal arrecada R$ 1,4 trilhão no semestre e registra novo recorde histórico

A arrecadação federal atingiu R$ 1,425 trilhão no primeiro semestre de 2025, superando o recorde anterior. Alta foi impulsionada por IOF e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Orçamento LDO LOA governo arrecadação

A arrecadação federal brasileira alcançou um novo patamar no primeiro semestre de 2025. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, o montante arrecadado nos seis primeiros meses do ano somou R$ 1,425 trilhão, estabelecendo um novo recorde histórico para o período. O desempenho representa uma variação real positiva de 4,38% em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando o total arrecadado foi de R$ 1,38 trilhão.

Arrecadação em alta: desempenho mês a mês

arrecadação Imagem de notas de 100 e 50 reais, sobre uma bandeira do Brasil. Bolsa Família
Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com

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Panorama semestral

Confira a trajetória dos valores mensais arrecadados:

  • Janeiro: R$ 301,2 bilhões
  • Fevereiro: R$ 202,5 bilhões
  • Março: R$ 209,7 bilhões
  • Abril: R$ 247,7 bilhões
  • Maio: R$ 230,2 bilhões
  • Junho: R$ 234,6 bilhões

A tendência de alta se manteve mesmo com oscilações naturais entre os meses, refletindo um cenário de retomada econômica, maior formalização e alterações tributárias relevantes.

Destaque para junho

Somente no mês de junho, a arrecadação federal atingiu R$ 234,6 bilhões, valor 6,62% superior ao registrado no mesmo mês de 2024. O número também indica uma elevação de 1,69% em relação a maio, que fechou com R$ 230,1 bilhões.

Do total arrecadado em junho, R$ 226,6 bilhões são provenientes de receitas administradas pela Receita Federal, enquanto R$ 7,96 bilhões correspondem a receitas sob responsabilidade de outros órgãos.

Fatores que impulsionaram a arrecadação

Aumento do IOF

Um dos principais elementos responsáveis pela elevação na arrecadação foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em junho, a receita oriunda do IOF somou R$ 8 bilhões, o que representa uma alta real de 38,8% na comparação anual.

Segundo a Receita Federal, esse desempenho está relacionado a operações de saída de moeda estrangeira e de crédito destinadas a pessoas jurídicas.

Crise do IOF: entenda os embates

Reação do mercado e recuo do governo

No primeiro bimestre de 2025, o governo federal anunciou o aumento do IOF como forma de garantir o cumprimento da meta fiscal. A medida foi mal recebida por setores do mercado e por parte do Congresso Nacional, que argumentaram que o aumento afetaria o custo do crédito e traria insegurança jurídica para as empresas.

STF intervém e define regras

Com a rejeição do decreto pelo Congresso, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu ao Supremo Tribunal Federal. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou a retomada da eficácia do decreto presidencial, mas com ressalvas.

Perspectivas para o segundo semestre

Imagem de várias moedas de R$1 e R$0,50 espalhadas em uma mesa.
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens

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A tendência de crescimento na arrecadação federal pode se manter ao longo do segundo semestre de 2025, embora alguns fatores representem incertezas para o cenário fiscal:

  • Possíveis novas decisões judiciais relacionadas ao IOF
  • Variações cambiais e impacto da desaceleração econômica global

Ainda assim, o desempenho do primeiro semestre cria uma base sólida para o cumprimento da meta fiscal e para a sustentação das políticas públicas previstas no orçamento de 2025.

FAQ — Perguntas frequentes

Qual foi a variação em relação ao mesmo período de 2024?
Houve uma alta real de 4,38% na comparação com os seis primeiros meses de 2024.

Quais fatores contribuíram para esse aumento?
A alta do IOF, o aumento da arrecadação do IRPF sobre rendimentos de capital e o bom desempenho da Receita Previdenciária foram os principais fatores.

Quanto foi arrecadado apenas em junho de 2025?
R$ 234,6 bilhões, com alta real de 6,62% em relação a junho de 2024.

Considerações finais

À medida que o segundo semestre avança, o desempenho da arrecadação continuará a ser observado de perto, tanto pelo mercado quanto pelo próprio Executivo, que depende desses recursos para cumprir metas fiscais, ampliar investimentos sociais e manter o equilíbrio orçamentário. O próximo desafio será consolidar esse crescimento sem aumentar tensões institucionais ou comprometer a previsibilidade econômica.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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