Hoje (06), a Polícia Federal (PF) prendeu o ex-assessor do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Este, que se chama Mauro Cid, está sendo acusado de interferir nos dados acerca das vacinas imunizantes da Covid-19.
Assessor que ajudava Bolsonaro em suas lives é preso pela PF
Hoje (02) a PF cumpriu alguns mandados de prisão, um deles foi contra o ex-assessor de Bolsonaro. Confira os detalhes da operação.
Cid atuava na assessoria direta de Bolsonaro, entre suas funções, estava a ajuda em lives e outras assistências pessoais ao ex-presidente. Além disso, o ex-assessor preso é Tenente-coronel com 20 anos de experiência no exército.
Ainda, de acordo com a PF, Cid teria contribuído para a falsificação de dados entre novembro de 2021 e dezembro de 2022. Sendo assim, esses dados dizem respeito à condição de pessoa imunizada. Portanto, ele alterou não só a sua condição falsa de pessoa imunizada, mas também propiciou a emissão de outros certificados falsos de vacina.
Operação Venire
A operação que prendeu Cid, chamada Operação Venire, é focada justamente na inserção de dados alterados sobre a imunização. Neste caso, as pessoas envolvidas são acusadas de manipular o sistema do Ministério da Saúde.
Segundo a PF, os comprovantes de vacinas emitidos de maneira fraudulenta através da manipulação nos sistemas do Ministério da Saúde, foram usados para burlar as restrições impostas durante a crise sanitária causada pela pandemia.
Até o momento, a PF está cumprindo 16 mandados de busca e apreensão. Além disso, ainda há outros 6 mandados de prisão preventiva, todas elas em Brasília e no Rio de Janeiro. Neste ponto, vale destacar que a casa do ex-presidente já foi um dos locais de busca da PF. Sendo assim, Bolsonaro foi intimado a depor hoje na sede da PF em Brasília.
Quais crimes foram cometidos?
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A Operação Venire, autorizada pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes, faz parte do inquérito relacionado às chamadas “milícias digitais”. Ademais, diante da fraude no sistema do Ministério da Saúde, a Justiça entende que houve mais de um crime. São eles:
- Inclusão de dados inexistentes, ou seja, falsos, em sistemas de informação;
- Corrupção de menores;
- Associação criminosa;
- Infração de medida sanitária preventiva.
Imagem: Brian A Jackson / Shutterstock.com
