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Auxílio-doença negado pelo INSS: veja os 4 erros mais comuns e como evitá-los

Evite que o INSS negue seu auxílio-doença. Conheça os 4 erros mais comuns no pedido e saiba como garantir a aprovação do benefício por incapacidade.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
auxílio acidente

Milhares de brasileiros enfrentam todos os anos a frustração de ter o pedido de auxílio-doença negado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Em julho de 2024, mais de 200 mil solicitações foram indeferidas, conforme dados do Boletim Estatístico da Previdência Social.

O número revela um cenário preocupante para trabalhadores que ficam temporariamente incapazes de exercer suas funções e dependem do benefício para sobreviver.

O auxílio-doença, atualmente chamado de benefício por incapacidade temporária, é destinado a segurados que, por motivo de doença ou acidente, ficam impossibilitados de trabalhar por mais de 15 dias consecutivos. A solicitação, no entanto, exige atenção rigorosa a documentos, prazos e detalhes técnicos. Um pequeno erro pode significar a recusa.

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Por que o INSS nega tantos pedidos de auxílio-doença?

auxílio-doença
Imagem: Andrei_R / shutterstock.com

A análise do INSS é feita com base em critérios objetivos e legais, incluindo documentos médicos e avaliação pericial. Por isso, qualquer inconsistência, ausência de provas ou erro formal pode levar ao indeferimento.

A seguir, listamos os quatro erros mais comuns que levam à negativa do auxílio-doença e explicamos como evitá-los.

1. Documentação médica incompleta ou inadequada

A importância da documentação correta

A documentação médica é um dos principais pilares para a aprovação do auxílio-doença. É com base nos laudos, exames e atestados que o perito do INSS avaliará se o trabalhador realmente está incapacitado para o trabalho.

Falhas recorrentes

  • Atestados médicos genéricos, sem detalhes clínicos ou CID (Classificação Internacional de Doenças);
  • Ausência de exames complementares que comprovem a doença alegada;
  • Falta de carimbo e assinatura do médico responsável;
  • Datas incoerentes com o início da incapacidade.

Exemplo prático

Um trabalhador que alega dor crônica na coluna não pode apresentar apenas uma receita de analgésico. É preciso anexar exames de imagem, como ressonância magnética ou raio-X, além de um laudo que descreva as limitações funcionais e o prognóstico do tratamento.

Como evitar o erro

  • Reúna todos os exames mais recentes com resultados claros;
  • Solicite um relatório médico detalhado, com descrição da doença, CID, período de afastamento e justificativa para a incapacidade;
  • Certifique-se de que todos os documentos estão assinados e carimbados.

2. Falta de contribuições ou perda da qualidade de segurado

O que é a carência do auxílio-doença?

A carência mínima exigida pelo INSS para o auxílio-doença é de 12 contribuições mensais. Isso significa que o trabalhador precisa ter contribuído ao menos durante 12 meses antes de solicitar o benefício — salvo nos casos de doenças isentas de carência.

Quando há perda da qualidade de segurado

Mesmo quem já contribuiu anteriormente pode perder o direito se ficar muito tempo sem contribuir. Isso é chamado de perda da qualidade de segurado, e pode inviabilizar o pedido.

Casos que não exigem carência

Algumas doenças graves, como AIDS, câncer, tuberculose ativa e transtornos mentais graves, isentam o trabalhador da exigência de 12 meses de contribuição. Ainda assim, é necessário estar vinculado ao INSS no momento da incapacidade.

Como evitar o erro

  • Verifique se o seu vínculo com o INSS está ativo;
  • Confira o número de contribuições feitas nos últimos meses;
  • Regularize sua situação como contribuinte individual, facultativo ou MEI, se for o caso.

3. Resultado inconclusivo da perícia médica

A função da perícia

A perícia médica do INSS é obrigatória para análise de pedidos de auxílio-doença. É o momento em que o perito avaliará, presencial ou remotamente, se o trabalhador está realmente incapacitado de forma temporária para suas funções.

Problemas comuns na perícia

  • O trabalhador não comparece no dia marcado;
  • Falta de clareza ou detalhamento nos documentos entregues;
  • O laudo apresentado não corresponde ao que o perito constata no momento da avaliação;
  • O perito entende que a incapacidade não é suficiente para afastamento do trabalho.

Como evitar o erro

  • Compareça pontualmente no dia da perícia com todos os documentos em mãos;
  • Leve uma pasta organizada com exames e laudos atualizados;
  • Relate com clareza os sintomas e os efeitos da doença na sua rotina de trabalho;
  • Se possível, leve um acompanhante para apoio e ajuda na comunicação.

4. Erros no preenchimento do requerimento

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Informações inconsistentes

Um motivo mais comum do que se imagina para o indeferimento do pedido de auxílio-doença são os erros no preenchimento do formulário digital ou físico. Dados incorretos, ausência de informações ou divergências entre o que é declarado e o que consta nos documentos prejudicam a análise.

Exemplos de erros frequentes

  • Nome, CPF ou data de nascimento digitados de forma errada;
  • Descrição incorreta do período de afastamento;
  • Indicação errada da doença ou CID;
  • Confusão entre tipo de benefício solicitado.

Como evitar o erro

  • Preencha o formulário com atenção redobrada, conferindo cada campo antes de finalizar;
  • Se tiver dúvidas, busque orientação de um advogado previdenciário ou servidor do INSS;
  • Use o Meu INSS para acompanhar o status do pedido e corrigir possíveis falhas antes da análise final.

O que fazer se o auxílio-doença for negado?

Profissional de saúde vestido de branco, com estetoscópio ao redor do pescoço, segurando cofrinho em formato de porco.
Imagem: Stock-Asso / Shutterstock.com

Possibilidade de recurso administrativo

Se o pedido for indeferido, o segurado tem o direito de apresentar um recurso administrativo no prazo de até 30 dias após a negativa. O recurso é julgado pelas Juntas de Recursos da Previdência Social e pode reverter a decisão.

Como reforçar o pedido

  • Apresente novos laudos médicos com informações mais detalhadas;
  • Solicite reavaliação pericial com base nos novos documentos;
  • Reforce o histórico da doença, indicando evolução ou agravamento do quadro.

Ação judicial como alternativa

Se o recurso for negado, é possível ingressar com ação judicial contra o INSS, com apoio de um advogado especializado. A Justiça pode determinar nova perícia com peritos judiciais e conceder o benefício com base nos documentos e provas.

Considerações finais

O indeferimento do auxílio-doença pelo INSS é uma situação frustrante, mas muitas vezes evitável. Os erros mais comuns envolvem falhas na documentação, falta de contribuições, perícia mal conduzida e problemas no preenchimento do requerimento.

Com atenção aos detalhes e preparo adequado, é possível aumentar significativamente as chances de aprovação do benefício por incapacidade temporária.

Seja qual for o seu caso, a organização dos documentos, acompanhamento do processo e, se necessário, o suporte de um advogado previdenciário são as melhores estratégias para garantir seus direitos junto ao INSS.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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