Mais de 177 mil famílias em todo o país receberam o Auxílio Emergencial de forma indevida, totalizando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos aos cofres públicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).
Auxílio Emergencial: em qual situação você deve devolver o valor?
Saiba quem deve devolver o Auxílio Emergencial e como consultar pendências no sistema Vejae. Confira os prazos e evite multas.
O governo reforça que todos os cidadãos podem consultar suas pendências no sistema Vejae, plataforma que indica se há valores a restituir.
Continue a leitura para entender quem deve devolver, como fazer o pagamento e quais são os prazos legais.
Leia mais: Devolução do auxílio emergencial indevido
Como saber se é preciso devolver o benefício

Os beneficiários podem verificar a situação diretamente no site do sistema Vejae.
Basta inserir o CPF e verificar se há notificações pendentes. Caso o nome apareça, significa que há valores a restituir.
Além da plataforma, o governo envia notificações por:
- SMS, WhatsApp e e-mail oficiais;
- Aplicativo Notifica;
- Avisos por mensagem no Disque Social 121.
O MDS alerta que não envia links nem boletos por mensagem, reforçando a importância de acessar apenas canais oficiais.
Formas de pagamento da devolução
O valor indevido deve ser pago exclusivamente pelo sistema Vejae, por meio da plataforma PagTesouro.
As opções de pagamento são:
- PIX, com confirmação imediata;
- Cartão de crédito, permitindo parcelamento;
- Boleto GRU Simples, pagável apenas no Banco do Brasil.
É possível parcelar o valor em até 60 vezes, com parcela mínima de R$50, sem cobrança de juros ou multas adicionais.
Prazos para recurso e pagamento
Os beneficiários notificados têm 30 dias para apresentar recurso caso discordem da cobrança.
Se o recurso for negado, o cidadão ganha um novo prazo de 45 dias para pagar ou recorrer novamente.
Quem não quitar o valor dentro do prazo será automaticamente incluído na Dívida Ativa da União e poderá ter o nome inscrito no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados).
Quem recebeu o benefício indevidamente
Segundo o governo, o pagamento foi considerado irregular quando foram detectadas inconsistências nos dados dos beneficiários.
Os principais casos de recebimento indevido incluem:
- Emprego formal ativo;
- Recebimento de benefício previdenciário ou assistencial;
- Seguro-desemprego ativo;
- Benefício Emergencial (BEm);
- Renda acima do limite legal permitido;
- Pagamentos duplicados;
- Mais de dois membros da mesma família recebendo;
- Renda familiar superior a três salários mínimos.
Essas situações representam as fraudes mais comuns, identificadas a partir do cruzamento de dados do governo federal.
Quem não precisa devolver o valor
O MDS esclareceu que nem todos os beneficiários estão obrigados à devolução.
Ficam isentos:
- Beneficiários do Bolsa Família;
- Inscritos no CadÚnico;
- Quem recebeu menos de R$ 1,8 mil durante o programa;
- Famílias com renda per capita de até dois salários mínimos ou renda familiar total de até três salários mínimos.
Nesses casos, o benefício foi mantido, pois as famílias se enquadram no perfil de vulnerabilidade social previsto pela legislação.
Passo a passo para consultar e pagar pelo sistema Vejae
- Acesse o portal oficial do Vejae;
- Informe o CPF e verifique se há pendências;
- Caso exista débito, clique em “Emitir Guia de Pagamento”;
- Escolha a forma de pagamento via PagTesouro — PIX, cartão ou boleto;
- Guarde o comprovante para eventuais consultas futuras.
O processo é rápido, transparente e seguro.
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Atenção a golpes e mensagens falsas
Com a retomada das cobranças, o MDS alerta para o aumento de tentativas de golpe.
Mensagens com links suspeitos, solicitações de dados pessoais ou boletos enviados por e-mail não são práticas oficiais do governo.
Evitar o compartilhamento de dados pessoais é fundamental para proteger informações financeiras e evitar fraudes.
Contexto: números e impacto da devolução
O Auxílio Emergencial foi um dos maiores programas de transferência de renda da história do país, criado durante a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021.
Mais de 68 milhões de brasileiros foram beneficiados em algum momento do programa.
Agora, com o avanço das auditorias, o governo busca recuperar valores indevidamente pagos para reforçar a integridade do sistema.
Segundo o MDS, o total de R$ 478,8 milhões deverá ser devolvido aos cofres públicos nos próximos meses.
Por que o governo cobra a devolução

O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam destinados a quem realmente precisa.
A devolução dos valores indevidos contribui para:
- Fortalecer a fiscalização de programas sociais;
- Evitar fraudes e pagamentos duplicados;
- Aumentar a transparência na gestão dos benefícios;
- Preservar os recursos para famílias em vulnerabilidade.
O PagTesouro foi desenvolvido para modernizar a relação do cidadão com o governo, oferecendo mais agilidade e segurança nos pagamentos.
Resumo
O governo federal está notificando cidadãos que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos.
As consultas devem ser feitas pelo sistema Vejae, e o pagamento, exclusivamente pelo PagTesouro.
Quem não regularizar a situação dentro dos prazos poderá ser inscrito na Dívida Ativa e ter o nome negativado.
Com medidas de segurança e transparência, o MDS busca garantir que o benefício continue sendo um instrumento de proteção social — e que os valores pagos indevidamente retornem aos cofres públicos.
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