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Auxílio Emergencial: em qual situação você deve devolver o valor?

Saiba quem deve devolver o Auxílio Emergencial e como consultar pendências no sistema Vejae. Confira os prazos e evite multas.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
Auxílio Emergencial

Mais de 177 mil famílias em todo o país receberam o Auxílio Emergencial de forma indevida, totalizando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos aos cofres públicos, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS).

O governo reforça que todos os cidadãos podem consultar suas pendências no sistema Vejae, plataforma que indica se há valores a restituir.
Continue a leitura para entender quem deve devolver, como fazer o pagamento e quais são os prazos legais.

Leia mais: Devolução do auxílio emergencial indevido

Como saber se é preciso devolver o benefício

Auxílio Emergencial de R$ 10 mil
Imagem: Cassiohabib/shutterstock.com

Os beneficiários podem verificar a situação diretamente no site do sistema Vejae.
Basta inserir o CPF e verificar se há notificações pendentes. Caso o nome apareça, significa que há valores a restituir.

Além da plataforma, o governo envia notificações por:

  • SMS, WhatsApp e e-mail oficiais;
  • Aplicativo Notifica;
  • Avisos por mensagem no Disque Social 121.

O MDS alerta que não envia links nem boletos por mensagem, reforçando a importância de acessar apenas canais oficiais.

Formas de pagamento da devolução

O valor indevido deve ser pago exclusivamente pelo sistema Vejae, por meio da plataforma PagTesouro.

As opções de pagamento são:

  • PIX, com confirmação imediata;
  • Cartão de crédito, permitindo parcelamento;
  • Boleto GRU Simples, pagável apenas no Banco do Brasil.

É possível parcelar o valor em até 60 vezes, com parcela mínima de R$50, sem cobrança de juros ou multas adicionais.

Prazos para recurso e pagamento

Os beneficiários notificados têm 30 dias para apresentar recurso caso discordem da cobrança.
Se o recurso for negado, o cidadão ganha um novo prazo de 45 dias para pagar ou recorrer novamente.

Quem não quitar o valor dentro do prazo será automaticamente incluído na Dívida Ativa da União e poderá ter o nome inscrito no Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados).

Quem recebeu o benefício indevidamente

Segundo o governo, o pagamento foi considerado irregular quando foram detectadas inconsistências nos dados dos beneficiários.
Os principais casos de recebimento indevido incluem:

  1. Emprego formal ativo;
  2. Recebimento de benefício previdenciário ou assistencial;
  3. Seguro-desemprego ativo;
  4. Benefício Emergencial (BEm);
  5. Renda acima do limite legal permitido;
  6. Pagamentos duplicados;
  7. Mais de dois membros da mesma família recebendo;
  8. Renda familiar superior a três salários mínimos.

Essas situações representam as fraudes mais comuns, identificadas a partir do cruzamento de dados do governo federal.

Quem não precisa devolver o valor

O MDS esclareceu que nem todos os beneficiários estão obrigados à devolução.
Ficam isentos:

  • Beneficiários do Bolsa Família;
  • Inscritos no CadÚnico;
  • Quem recebeu menos de R$ 1,8 mil durante o programa;
  • Famílias com renda per capita de até dois salários mínimos ou renda familiar total de até três salários mínimos.

Nesses casos, o benefício foi mantido, pois as famílias se enquadram no perfil de vulnerabilidade social previsto pela legislação.

Passo a passo para consultar e pagar pelo sistema Vejae

  1. Acesse o portal oficial do Vejae;
  2. Informe o CPF e verifique se há pendências;
  3. Caso exista débito, clique em “Emitir Guia de Pagamento”;
  4. Escolha a forma de pagamento via PagTesouroPIX, cartão ou boleto;
  5. Guarde o comprovante para eventuais consultas futuras.

O processo é rápido, transparente e seguro.

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Atenção a golpes e mensagens falsas

Com a retomada das cobranças, o MDS alerta para o aumento de tentativas de golpe.
Mensagens com links suspeitos, solicitações de dados pessoais ou boletos enviados por e-mail não são práticas oficiais do governo.

Evitar o compartilhamento de dados pessoais é fundamental para proteger informações financeiras e evitar fraudes.

Contexto: números e impacto da devolução

O Auxílio Emergencial foi um dos maiores programas de transferência de renda da história do país, criado durante a pandemia da Covid-19, entre 2020 e 2021.
Mais de 68 milhões de brasileiros foram beneficiados em algum momento do programa.

Agora, com o avanço das auditorias, o governo busca recuperar valores indevidamente pagos para reforçar a integridade do sistema.
Segundo o MDS, o total de R$ 478,8 milhões deverá ser devolvido aos cofres públicos nos próximos meses.

Por que o governo cobra a devolução

auxilio emergencial devolução
imagem: Sidney de Almeida / shutterstock.com

O objetivo é garantir que os recursos públicos sejam destinados a quem realmente precisa.
A devolução dos valores indevidos contribui para:

  • Fortalecer a fiscalização de programas sociais;
  • Evitar fraudes e pagamentos duplicados;
  • Aumentar a transparência na gestão dos benefícios;
  • Preservar os recursos para famílias em vulnerabilidade.

O PagTesouro foi desenvolvido para modernizar a relação do cidadão com o governo, oferecendo mais agilidade e segurança nos pagamentos.

Resumo

O governo federal está notificando cidadãos que receberam indevidamente o Auxílio Emergencial, totalizando R$ 478,8 milhões a serem devolvidos.
As consultas devem ser feitas pelo sistema Vejae, e o pagamento, exclusivamente pelo PagTesouro.
Quem não regularizar a situação dentro dos prazos poderá ser inscrito na Dívida Ativa e ter o nome negativado.

Com medidas de segurança e transparência, o MDS busca garantir que o benefício continue sendo um instrumento de proteção social — e que os valores pagos indevidamente retornem aos cofres públicos.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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