Recentemente, a empresa norte-americana ZeroAvia recebeu a permissão da Civil Aviation Authority (CAA) do Reino Unido para realizar um teste com seu novo avião, o HyFlyer II. Em suma, o maior diferencial do transporte é o seu motor modificado, que funciona com um combustível alternativo.
Avião movido a combustível alternativo começará a ser testado
O HyFlyer II cortará os céus em breve! Entenda como o avião movido a combustível alternativo transformará o cenário da aviação.
O novo modelo, baseado no bimotor alemão Dornier Do 228, vai operar com um motor de hidrogênio-elétrico de 600 kW em sua asa esquerda, enquanto isso, na asa direita, permanecerá o motor padrão de seu modelo, um Honeywell TPE-331.
Avião deixa o solo em janeiro
O voo de teste do avião movido a hidrogênio tem data prevista para janeiro de 2023. Para chegar a esse momento, a ZeroAvia e o governo britânico tiveram um esforço conjunto, realizando uma “extensa campanha de testes de solo”, ao mesmo tempo em que promoviam “uma revisão rigorosa de todo o programa de desenvolvimento”.
“Ganhar nossa licença completa da CAA para voar é um marco crítico à medida que desenvolvemos um sistema de propulsão de aviação com emissão zero, que será a solução mais ambiental e econômica para a indústria”, reflete o CEO da ZeroAvia, Val Miftakhov.
Segundo Val, eles vão “começar 2023 da melhor maneira possível, demonstrando através do voo que a emissão zero na indústria aérea está muito mais próxima do que pensam”. No entanto, isso não seria possível se não fosse o uso do hidrogênio como combustível alternativo.
Não é o primeiro protótipo sustentável da ZeroAvia
A startup norte-americana ZeroAvia trabalha exclusivamente com o desenvolvimento de motores que possuam emissão zero de gases de efeito estufa.
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O HyFlyer II é uma evolução de um projeto anterior, o HyFlyer I. Essa aeronave comportava 6 lugares e usava um motor de hidrogênio de 250 kW bem como um motor Piper PA-46-350P. O novo modelo comporta 19 passageiros.
Desenvolvido em 2020, o HyFlyer I também passou por testes. Entretanto, devido a um bloqueio do inversor, houve um acidente em 2021, o que resultou na busca de um projeto com requisitos de segurança ainda mais rigorosos. Apesar do fim trágico, a empresa afirma que o protótipo atendeu a todos os objetivos técnicos.
Imagem: Jag_cz / shutterstock.com
