A Administração Nacional de Medicamentos, Alimentos e Tecnologia Médica (ANMAT), órgão regulador da Argentina, anunciou a proibição imediata do azeite de oliva “Mito Andino” em todo o território nacional.
Supermercados retiram azeite tradicional após determinação das autoridades
ANMAT proibiu o azeite na Argentina por falsificação de registros. Produto é ilegal e deve ser retirado de circulação em supermercados e lojas.
A medida foi motivada pela constatação de que o produto circulava de forma ilegal, sem os devidos registros e com informações falsas em seu rótulo.
A decisão busca proteger a saúde pública e reforçar o combate a práticas fraudulentas no mercado de alimentos, uma vez que a autenticidade e rastreabilidade são fundamentais para garantir a segurança dos consumidores.
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Motivo da proibição

Falta de registros obrigatórios
O azeite de oliva “Mito Andino” foi considerado ilegal por não possuir os dois registros exigidos para comercialização no país:
- RNE (Registro Nacional de Estabelecimento) – necessário para identificar o local de fabricação ou fracionamento do alimento.
- RNPA (Registro Nacional de Produto Alimentício) – que certifica o produto em si, atestando sua composição e conformidade com as normas sanitárias.
Falsificação de dados
Durante a investigação, a ANMAT constatou que os números impressos no rótulo eram falsos, pertencendo a outro produto já registrado. Essa prática caracteriza fraude e enganação ao consumidor.
A decisão da ANMAT
Ações imediatas
Diante da irregularidade, a ANMAT determinou:
- Proibição da elaboração, fracionamento e comercialização do azeite “Mito Andino”;
- Retirada imediata das gôndolas de supermercados, lojas e pontos de venda em todo o país;
- Bloqueio de vendas online, obrigando plataformas digitais a removerem anúncios e ofertas do produto.
Fiscalização reforçada
A medida também inclui o monitoramento de estoques e transporte de alimentos para evitar que o azeite continue a circular de forma clandestina.
O que os consumidores devem fazer
Risco ao consumidor
Ainda que não haja relatos de problemas de saúde ligados diretamente ao azeite “Mito Andino”, a ANMAT recomenda que o produto não seja consumido. A ausência de registros oficiais significa que não há garantias quanto à:
- origem da matéria-prima;
- condições de produção e armazenamento;
- qualidade e composição do alimento.
Como proceder em caso de compra
Quem já adquiriu o azeite deve:
- interromper imediatamente o consumo;
- guardar o lote como prova, caso queira realizar denúncia;
- buscar informações diretamente com a ANMAT, por meio do e-mail [email protected].
Impacto no mercado de azeites
Azeite: produto de alto consumo
O azeite de oliva é amplamente consumido na Argentina, não apenas pelo valor nutricional, mas também pela importância cultural e gastronômica. Casos como este levantam preocupações sobre:
- a fiscalização de marcas menos conhecidas;
- o risco de falsificações que exploram a alta demanda;
- a confiança do consumidor em produtos nacionais e importados.
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Para especialistas em segurança alimentar, a decisão reforça a necessidade de:
- maior transparência na rotulagem;
- fortalecimento dos sistemas de rastreabilidade;
- campanhas educativas para orientar consumidores a verificar registros antes da compra.
Como identificar produtos irregulares
Dicas ao consumidor
Para reduzir os riscos de adquirir alimentos falsificados ou ilegais, recomenda-se:
- Verificar o rótulo – checar se há número de RNE e RNPA;
- Consultar os registros – a ANMAT disponibiliza ferramentas online para validar a autenticidade das informações;
- Comprar em locais confiáveis – priorizar supermercados, empórios e lojas reconhecidas;
- Desconfiar de preços muito abaixo do mercado – produtos adulterados geralmente usam estratégias agressivas para atrair consumidores.
Outras ações da ANMAT contra irregularidades
Nos últimos anos, a ANMAT intensificou a fiscalização e já proibiu diversos alimentos e bebidas por irregularidades semelhantes, como:
- vinhos e licores sem registro sanitário;
- suplementos alimentares falsificados;
- azeites de oliva adulterados com óleos de qualidade inferior.
Essas medidas refletem o compromisso do órgão em garantir a segurança alimentar e proteger consumidores de riscos potenciais.
Considerações finais
A proibição do azeite de oliva “Mito Andino” pela ANMAT expõe a gravidade de fraudes no setor alimentício e a importância da fiscalização contínua para evitar que produtos ilegais cheguem à mesa dos consumidores.
Embora o caso envolva uma marca específica, ele serve de alerta para que compradores verifiquem registros e desconfiem de rótulos pouco claros. A medida não apenas protege a saúde pública, mas também fortalece a credibilidade do mercado de azeites e demais alimentos na Argentina.
Com ações como essa, a ANMAT reafirma seu papel de órgão regulador ativo e vigilante, essencial para a manutenção de padrões de qualidade e segurança.
