Inconsistência financeira da Americanas
Na última quarta-feira (11), a Americanas declarou diversas inconsistências contábeis referentes a 2022 e anos anteriores. Com isso, a empresa declarou um rombo de mais de R$ 20 bilhões.
Com isso, muitos sócios e credores foram afetados, sendo um deles o Banco BTG Pactual. A instituição entrou com um pedido de liminar solicitando a anulação da proteção judicial do caixa da empresa varejista. Em um primeiro momento, entretanto, o pedido havia sido negado.
Ainda assim, a instituição financeira conseguiu uma liminar que congelará temporariamente o valor de 1,2 bilhão da empresa varejista, que servirá como proteção de um possível não pagamento da dívida que a mesma possui com o BTG.
A liminar foi concedida pelo desembargador Flávio Marcelo de Azevedo Horta Fernandes, da 2ª Câmara Criminal do Rio de Janeiro. Fernandes informa que, apesar de ser uma medida cautelar, é de extrema importância que haja um diagnóstico financeiro da empresa. Neste caso, o desembargador também sugere um plano de recuperação econômica.
“Há, portanto, além do cuidado inerente à espécie, necessidade de se realizar prévio diagnóstico da empresa, a fim de aferir a real situação econômico-financeira e jurídica antes de optar por alguma ferramenta de resguardo […], sobretudo medidas que podem tornar-se irreversíveis”, declarou o desembargador.
Posicionamento da empresa varejista
Após a última decisão da Justiça, a Americanas ainda não se pronunciou. Contudo, ao divulgar a inconsistência dos registros contábeis na última semana, a empresa informou que “o efeito caixa dessas inconsistências é imaterial”. Ou seja, a Americanas afirma que o cenário afeta apenas a contabilidade, não o financeiro da marca.
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