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Banco Central adia lançamento de moeda digital

O Banco Central surpreendeu ao anunciar que não lançará agora a moeda digital, sem dar um novo prazo; entenda.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Um celular saindo moedas digitais do Banco Central

O Banco Central surpreendeu os seus clientes ao adiar o lançamento de sua moeda digital, que poderá ser transacionada tal qual as criptomoedas.

Trata-se do Banco Central da Rússia (CBDC), que decidiu adiar o lançamento do piloto da sua moeda digital: o rublo digital. Ainda no anúncio, não foi definido um novo prazo para implementar o ativo, embora as instituições financeiras que participariam dos testes tenham garantido que estão prontas para começar a utilizar a moeda.

O que explicaria o adiamento?

Embora o país não tenha explicado em detalhes o motivo do adiamento, a empresa estatal TAAS explicou que a legislação específica para sancionar o rublo digital teria passado apenas por uma primeira leitura pela câmara baixa da Assembleia Federal.

Com isso, o projeto precisa ser lido mais uma vez pela Duma do Estado antes de ser aprovado. Assim, a expectativa do TAAS é que essa legislação já tenha sido promulgada até maio deste ano. 

Mudanças no projeto do Banco Central

Além do adiamento do seu lançamento, o número de bancos que participará dos testes do rublo digital também sofreu alterações. Anteriormente, a ideia era de que 15 instituições bancárias participassem e, agora, esse número caiu para 13.

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Para testar a viabilidade e o uso da moeda digital do Banco Central da Rússia, a ideia é que os próprios funcionários dos bancos participem dos testes com a CBDC. Além disso, uma das maiores seguradoras do país, a empresa Ingosstrakh, também deve participar da experiência.

Em uma coletiva de imprensa, um representante do CBDC destacou a importância do lançamento da moeda digital para o desenvolvimento das instituições bancárias da Rússia. Ademais, destacou também que o uso de contratos inteligentes deve tornar todos os processos bancários mais transparentes, assim como reduzir a carga operacional das instituições.

Imagem: peart.ru / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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