O Banco Central divulgou, nesta semana, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na qual houve a manutenção dos juros em 13,75%. Essa decisão ocorre mesmo diante das pressões sofridas por membros do governo.
Banco Central anuncia notícia animadora; confira
Confira, neste artigo, a notícia promissora liberada pelo Banco Central recentemente. Entenda como isso afetará a economia.
Apesar disso, o órgão se posicionou de maneira mais otimista quanto à taxa de juros. No documento divulgado, parece que a tendência da taxa de juros é reduzir, e não elevar-se. No entanto, essa é a sexta vez consecutiva que a taxa básica de juros, a Selic, é mantida no maior patamar. Com isso, o Brasil se mantém entre os países com as maiores taxas de juros reais do mundo.
Arcabouço fiscal influenciou na ata?
O BC frisa que não existe uma “relação mecânica” entre o arcabouço fiscal e a queda dos juros. Contudo, eles apontam que a aprovação do arcabouço fiscal pode levar a uma melhoria das expectativas.
Com um arcabouço fiscal sólido e confiável, será possível um processo desinflacionário mais positivo por meio de seu efeito no canal de expectativas. Em suma, isso ocorre ao reduzir as expectativas de inflação, a incerteza na economia, o prêmio de risco associado aos ativos domésticos e, consequentemente, as projeções do Comitê.
Altos juros prejudicam economia de maneira geral
Ramon Coser, especialista da Valor Investimentos, esclarece que a atual taxa resulta no aumento dos custos de financiamento para itens como carros, imóveis e eletrônicos. Com créditos mais caros, os consumidores tendem a adiar a aquisição desses bens, mexendo diretamente com a economia.
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Por sua vez, Patrícia Krause, economista-chefe para a América Latina da Coface, ressalta que “a taxa média de juros do sistema bancário segue em ascensão”, o que acaba afetando as famílias, principalmente em um momento de endividamento crescente.
De acordo com um estudo da Serasa Experian, em cinco anos, o número de brasileiros inadimplentes passou de 59,3 milhões em janeiro de 2018 para 70,1 milhões em janeiro de 2023, um recorde na série histórica. O valor das dívidas também aumentou: em média, cada inadimplente deve R$ 4.612,30, uma alta de 19% em relação ao mesmo período de 2018.
Imagem: rafastockbr / Shutterstock
