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Banco Central da Argentina pode fechar mesmo? O que vai acontecer?

O presidente eleito Javier Milei prometeu em sua campanha acabar com o Banco Central da Argentina. Entenda o caso!

Avatar de Andreza Araújo Andreza Araújo · · 2 min de leitura
Foto da fachada do Banco Central da Argentina

Um país sul-americano elegeu o seu novo presidente no último domingo (19). Dessa forma, Javier Milei foi o escolhido para exercer essa função pelos próximos 4 anos na Argentina. Uma das suas propostas diz respeito ao fechamento do Banco Central do país.

No entanto, é possível realizar esse tipo de operação? A ideia por trás dessa iniciativa seria utilizar o dólar americano como moeda oficial no país. Saiba mais informações a respeito dessa proposta na sequência.

Presidente eleito, Javier Milei quer fechar o Banco Central da Argentina

Foto da fachada do Banco Central da Argentina
Imagem: Mariano Gaspar / Shutterstock.com

O país está com uma inflação acumulada de 142,7% no último ano. A fim de resolver essa questão, Milei propôs utilizar dólar como moeda principal, deixando o Banco Central da Argentina sem função. Logo, a autoridade monetária passaria a ser a Federal Reserve dos EUA.

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A justificativa do presidente eleito é que tal medida conseguiria estabilizar os preços do país em um período de até dois anos. Porém, essa não deixa de ser uma medida controversa entre economistas, especialmente se a implementação dessa proposta não der certo.

O que dizem os especialistas, afinal?

De acordo com Juliana Inhasz, professora do Insper e especialista em macroeconomia, para a Folha de S. Paulo, é muito difícil imaginar um país que não tenha o seu próprio Banco Central, ainda mais em um país como a Argentina apresentando um alto índice de inflação.

Ainda segundo ela, mesmo que as políticas econômicas recentes não tenham sido eficazes, a solução da extinção do banco central e da dolarização da economia pode não resolver o problema e ainda soa como uma decisão muito radical.

Também à Folha, o pesquisador da FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia) e sócio da BRCG Consultoria, Lívio Ribeiro, citou os exemplos dos países europeus com o Euro. Mesmo que haja um Banco Central para o continente, cada país ainda possui a sua autoridade monetária para cuidar da regulação bancária e de questões operacionais e administrativas, por exemplo.

Imagem: Mariano Gaspar / Shutterstock.com

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