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Pix mais seguro: rastreamento de fraudes e devolução agilizada já estão valendo; entenda

BC amplia rastreabilidade do Pix e cria mecanismos para devolução de valores em até 11 dias, fortalecendo combate a fraudes e mais!

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
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Entrou em vigor no domingo, 23, as novas regras do Banco Central (BC) que aprimoram o mecanismo de devolução do Pix, ampliando a capacidade de rastrear valores desviados em casos de fraudes, golpes ou situações de coerção. A mudança representa um avanço importante na proteção dos usuários do sistema de pagamentos instantâneos, alterando a lógica de recuperação de recursos, que anteriormente dependia apenas da conta utilizada pelo fraudador para iniciar o golpe.

Antes da atualização, o mecanismo de devolução enfrentava limitações, já que os criminosos movimentavam rapidamente os valores para outras contas, dificultando a restituição. Com o novo modelo, opcional até 2 de fevereiro e obrigatório a partir dessa data, o Pix passa a acompanhar o trajeto completo das transferências, mesmo quando o dinheiro deixa a conta inicial do golpista.

O Banco Central ressalta que essa maior rastreabilidade permitirá identificar toda a “rede de contas” envolvida na fraude, viabilizando a devolução do valor em até 11 dias após a contestação realizada pela vítima. Além disso, o compartilhamento de informações entre instituições participantes do sistema deve reduzir significativamente a reincidência de golpes, impedindo que contas usadas em fraudes sejam reutilizadas.

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Nova ferramenta de contestação automática

Como funciona o autoatendimento

Desde 1º de outubro, bancos e instituições financeiras disponibilizaram nos aplicativos de Pix uma função de contestação automática, permitindo que usuários solicitem a devolução de valores desviados sem necessidade de contato direto com um atendente. O recurso funciona como canal oficial para contestar transações suspeitas, iniciando o processo de recuperação de forma ágil.

Segundo o Banco Central, a contestação por autoatendimento acelera a identificação de saldos disponíveis na conta do fraudador ou em contas intermediárias. A rapidez é considerada essencial, já que criminosos costumam movimentar os valores imediatamente após o golpe.

Benefícios para usuários

O novo modelo proporciona maior segurança e previsibilidade aos usuários do Pix, reduzindo o tempo de exposição a perdas financeiras. Além disso, a transparência do processo aumenta a confiança no sistema de pagamentos instantâneos, incentivando a utilização de serviços digitais com segurança reforçada.

O BC também destaca que a ferramenta de contestação automática diminui a burocracia e os procedimentos manuais, simplificando a experiência do usuário e aumentando as chances de recuperação de valores desviados.

Impacto para empresas

Repercussões na conciliação financeira

A ampliação da rastreabilidade do Pix terá impactos diretos nas rotinas financeiras das empresas. O novo fluxo de contestação e devolução permite que transações suspeitas sejam identificadas com maior rapidez, possibilitando que departamentos contábeis e financeiros atuem de forma imediata em casos de fraude.

Além disso, o aumento da rastreabilidade promove maior transparência das movimentações, facilitando auditorias internas e externas. Empresas terão acesso a informações mais detalhadas sobre o caminho dos valores, possibilitando maior controle sobre pagamentos instantâneos e prevenindo perdas financeiras.

Revisão de processos internos

Com a nova regra, empresas são incentivadas a revisar processos de cadastro e verificação de identidade de fornecedores e clientes. Isso inclui monitoramento de transações suspeitas e adoção de políticas de prevenção a fraudes mais robustas.

Especialistas em contabilidade e governança recomendam:

  • Atualização de protocolos internos de verificação de identidade;
  • Monitoramento contínuo de transferências e recebimentos via Pix;
  • Registro detalhado de incidentes e fraudes para análise futura;
  • Implementação de fluxos de comunicação interna ágeis para lidar com devoluções.

Compliance e governança

A partir de fevereiro de 2026, quando a regra se tornará obrigatória, a rastreabilidade estendida deverá ser incorporada aos procedimentos de compliance das empresas. A devolução direta pelo autoatendimento exigirá modelos internos mais eficientes de reporte, registro e acompanhamento de incidentes.

Auditores e consultores recomendam que as empresas integrem relatórios de contestação do Pix aos sistemas de controle interno, garantindo rastreabilidade completa e facilitando a análise de dados financeiros para prevenção de perdas e fraudes.

Funcionamento do rastreamento estendido

O sistema de rastreabilidade permite seguir o percurso do valor desde a conta inicial até qualquer conta intermediária, identificando todos os envolvidos na fraude. Caso a transação tenha sido movimentada por diversas contas, o Pix consegue acompanhar o trajeto completo e viabilizar a devolução ao destinatário legítimo em até 11 dias.

O mecanismo funciona em paralelo à contestação automática, permitindo que bancos e instituições financeiras intervenham rapidamente, bloqueando valores e identificando contas que possam estar comprometidas.

Tempo médio de devolução

O Banco Central estima que, com o novo modelo, os valores desviados poderão ser devolvidos em até 11 dias, desde que a contestação seja iniciada corretamente. Esse prazo considera a identificação de contas intermediárias e a necessidade de confirmação de saldos disponíveis para restituição.

A eficiência do processo depende da colaboração das instituições financeiras, que devem informar rapidamente os dados das contas envolvidas e manter sistemas integrados de rastreamento.

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Combate a fraudes e golpes

A ampliação da rastreabilidade do Pix reforça o combate a crimes financeiros, tornando mais difícil para fraudadores movimentarem recursos sem serem identificados. Com o compartilhamento de informações entre bancos, a reutilização de contas usadas em golpes se torna praticamente inviável, reduzindo riscos e aumentando a segurança do sistema.

O BC acredita que essa medida terá efeito preventivo, desestimulando a prática de golpes e aumentando a confiança de usuários e empresas no Pix. A expectativa é de que o número de valores recuperados aumente significativamente, beneficiando tanto pessoas físicas quanto jurídicas.

Integração com autoridades

O novo modelo permite que informações sobre transações suspeitas sejam compartilhadas com órgãos de fiscalização e combate à fraude, fortalecendo a atuação do setor público na prevenção de crimes financeiros. Essa integração torna o sistema mais seguro e confiável, especialmente em casos complexos de lavagem de dinheiro ou desvio de recursos.

Adaptação de empresas e usuários

Para empresas, a adaptação ao novo modelo envolve não apenas ajustes tecnológicos, mas também treinamento de equipes financeiras e de compliance para acompanhar e registrar contestação de valores. Já usuários devem ficar atentos ao uso da funcionalidade de autoatendimento, garantindo que o processo seja iniciado corretamente e que todas as informações sejam fornecidas de forma precisa.

Dicas para prevenção

  • Verificar sempre a autenticidade do destinatário antes de realizar Pix;
  • Usar a contestação automática imediatamente após detectar transação suspeita;
  • Manter registros de comprovantes e extratos;
  • Implementar políticas internas de conferência e aprovação de pagamentos instantâneos.

Perspectivas futuras

Com a obrigatoriedade da nova regra a partir de 2 de fevereiro de 2026, o mercado deve observar uma redução significativa em golpes via Pix e aumento na confiança de transações digitais. Empresas e usuários terão maior previsibilidade na recuperação de valores e mecanismos mais eficazes para identificar fraudes.

Especialistas destacam que a rastreabilidade estendida pode servir de modelo para outros sistemas de pagamento digital, fortalecendo o ambiente financeiro do país e incentivando inovações na segurança de transações.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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