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Banco Central acredita que Pix pode se tornar um sistema de pagamento global

O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que o Pix tem o potencial de se tornar um sistema global de pagamentos.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
pix projeto

Em um cenário financeiro global em busca de alternativas mais rápidas e baratas do que os sistemas tradicionais de pagamento, como o SWIFT, o Pix, sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, surge como uma proposta para transformar a maneira como as transações financeiras são realizadas, não apenas no Brasil, mas também fora dele.

Durante um evento promovido pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS) na Cidade do México, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, levantou a possibilidade de o Pix ser integrado aos sistemas de pagamento internacionais.

A afirmação de Galípolo sobre o Pix

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Imagem: yanalya – Freepik / Edição: Seu Crédito Digital

De acordo com Galípolo, o Pix tem o potencial de integrar sistemas de pagamentos de diferentes países, afirmando que a tecnologia hoje disponível já não é um obstáculo para a conexão de diferentes sistemas. Ele explicou que, mesmo que cada país tenha seu próprio sistema de pagamentos, a tecnologia pode permitir que esses sistemas se conectem de forma eficiente.

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Galípolo afirmou que o Pix possui o potencial de integrar sistemas de pagamentos internacionais, destacando que, atualmente, a tecnologia não representa mais um obstáculo para essa conexão. Ele explicou que cada país pode ter seu próprio sistema de pagamento, e a tecnologia seria capaz de conectar esses sistemas de maneiras diversas, enfatizando a flexibilidade da plataforma e a visão do Banco Central para o futuro dos pagamentos digitais.

O avanço do Pix como solução de pagamentos

O sistema de pagamentos instantâneos, que foi lançado em 2020, revolucionou a forma como as transações financeiras são realizadas no Brasil. A sua característica principal é a agilidade: os pagamentos são concluídos em segundos, a qualquer hora do dia, inclusive durante os finais de semana e feriados.

Galípolo destacou que o Banco Central se antecipou à crescente demanda por sistemas de pagamentos mais ágeis, uma tendência observada globalmente, especialmente com o aumento do uso de criptomoedas e outras soluções digitais. O presidente do BC acredita que o Pix pode ser um modelo para outras economias, especialmente se considerarmos sua capacidade de ser facilmente programado para se adequar a diferentes necessidades internacionais.

A necessidade de um acordo internacional

Embora o Pix tenha o potencial de expandir suas fronteiras, Galípolo também indicou que o maior desafio para a criação de um sistema de pagamentos global seria a definição de um conjunto de regras comuns para garantir a segurança e o respeito às leis de cada país. As normas sobre tributação e combate a crimes financeiros precisam ser respeitadas, e isso exigiria uma colaboração internacional entre governos, bancos centrais e outras entidades envolvidas no processo.

Segundo Galípolo, a adoção de um sistema de pagamentos transfronteiriços exigiria a criação de uma base de regras comuns, com o objetivo de garantir condições de concorrência equitativas entre os participantes. Ele explicou que, para integrar o sistema de pagamento internacional, seria necessário estabelecer essas condições, com o mínimo de normas comuns para as transações entre países.

O papel do Brasil no cenário global

O Brasil tem buscado se posicionar como um líder nas discussões sobre inovação no setor financeiro, com ênfase na criação de um sistema de pagamentos internacional. Em sua presidência do G20, o Brasil defendeu o aprimoramento dos sistemas de pagamentos transnacionais, com o objetivo de reduzir custos, aumentar a transparência e promover uma maior integração entre as economias globais.

Em 2023, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, revelou que o Brasil estava trabalhando em conjunto com outros quatro países latino-americanos – Colômbia, Chile, Equador e Uruguai – para desenvolver um Pix Internacional. Esse projeto visa integrar os sistemas de pagamento de forma que as transações entre os países participantes sejam feitas de maneira mais eficiente e rápida, sem a necessidade de intermediários financeiros.

A desdolarização da economia global

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A proposta de um sistema de pagamentos internacional, que poderia ser baseado no Pix, também se alinha a uma tendência crescente de desdolarização da economia global. Em tempos de incerteza política e econômica, especialmente com a crescente insatisfação de alguns países com a hegemonia do dólar no comércio internacional, a criação de alternativas ao dólar se torna uma prioridade para muitas nações.

Especialistas em relações internacionais afirmam que o Brasil, ao assumir a presidência do G20 em 2025, tem a oportunidade de acelerar o processo de desdolarização da economia global. A implementação de um sistema de pagamentos internacional eficiente, baseado em uma plataforma como o Pix, poderia representar um passo importante nessa direção, ajudando a diminuir a dependência do dólar e promovendo uma maior diversificação nas transações internacionais.

A inovação do Pix e suas possibilidades

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Imagem: Brenda Rocha – Blossom / shutterstock.com

O sucesso do Pix no Brasil tem sido notável, e sua capacidade de se adaptar às necessidades de diferentes tipos de usuários tem sido um dos fatores que contribuem para sua popularidade. A programação do Pix permite que ele seja utilizado de maneiras variadas, o que o torna uma plataforma flexível para diferentes cenários de pagamentos, incluindo transações internacionais.

O Banco Central também tem demonstrado interesse em expandir o alcance do Pix para além das fronteiras brasileiras, explorando a possibilidade de integrar o sistema a outras infraestruturas de pagamentos globais. A integração do Pix com outras plataformas de pagamento internacionais poderia não apenas facilitar as transações financeiras entre países, mas também reduzir os custos e melhorar a transparência dos fluxos financeiros.

Considerações finais

A possibilidade de o Pix se tornar parte de um sistema de pagamentos global é uma proposta ambiciosa, mas viável. Com sua tecnologia robusta e flexível, o sistema brasileiro tem o potencial de revolucionar as transações internacionais, oferecendo uma alternativa mais rápida, barata e segura aos sistemas tradicionais.

Embora desafios existam, como a criação de regras comuns para os pagamentos transfronteiriços, o Banco Central está comprometido em explorar as possibilidades e garantir que o Brasil desempenhe um papel central na redefinição do futuro dos pagamentos globais.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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