Depois do grande sucesso do sistema de pagamentos instantâneos (o Pix) por todo o mundo, agora o BC (Banco Central) agora trabalha em outra inovação. Se trata do Real Digital, classificado como CBDC (Central Banking Digital Currency) pelo mercado.
Assim, com atuação parecida com a da moeda fiduciária, o real digital será como um instrumento no mercado interbancário. Isso porque acabará com a burocratização de serviços e investimentos estrangeiros.
Como será o Real Digital para o varejo?
Primeiramente, no caso do varejo, o Real Digital vai abrir oportunidades à oferta de serviços baseados em blockchain, além de outros ativos que serão regulados pelo BC e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).
Além disso, a inovação conta, ainda, com a contribuição de fintechs. Assim, elas são responsáveis pelo desenvolvimento de Instituições de Pagamentos, as IPs, que servem de base para o lançamento do Real Digital.
Dessa forma, considerando o alto grau de digitalização da economia nacional, a moeda também servirá para conferir novo impulso a muitos serviços no mercado local.
Alguns dos exemplos são as tecnologias de pagamento, stablecoins, liquidação, conexão com protocolos de finanças descentralizadas, investimentos, entre outros, mesmo que todos estejam sujeitos ao sistema de governança que será criado.
Quando acontecerá o lançamento do projeto?
Até o momento, não houve o lançamento oficial do projeto, mas a tramitação continua a acontecer no congresso, em meio à polêmica de que sua implantação daria ao Estado acesso direto aos saldos bancários dos cidadãos. Ou seja, haveria o poder de bloquear ou até mesmo se apropriar de ativos do usuário. Sendo assim, resta conferir qual será a medida adotada pelo BC.
Contudo, a expectativa do mercado é de que a autoridade monetária, em vez de se tornar o grande provedor de soluções que substituam produtos que já existem, possibilite que os usuários criem suas próprias soluções.
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