Há anos o Banco Central (BC) vem revolucionando a maneira que lidamos com o dinheiro no Brasil, em vista disso, algumas pessoas se questionam se o objetivo é acabar com o dinheiro físico. Na criação do Pix, essa questão já era notória.
Banco Central quer acabar com o dinheiro físico?
As tecnologias financeiras desenvolvidas pelo Banco Central (BC) vem despertando a dúvida sobre o fim do dinheiro físico; isso vai acontecer?
Contudo, a dúvida se apresentou de maneira mais persistente após o anúncio do Real Digital, oficialmente chamado de Drex. Quanto a isso, através do BC Mídia, o coordenador da iniciativa Real Digital, Fábio Araújo, esclareceu alguns pontos importantes.
No vídeo, transmitido na Conexão Globo News, o Araújo explica que esta é mais uma expressão do dinheiro brasileiro. Ainda, cada uma dessas expressões tem uma finalidade, no entanto, o objetivo de nenhuma delas é interromper a circulação ou fabricação do dinheiro físico.
Dinheiro físico vai continuar em fabricação
De acordo com o coordenador, o objetivo do Drex é tornar o dinheiro mais democrático, assim como aconteceu com o Pix. Em suas palavras, Fábio Araújo explica que o uso da nova moeda pode facilitar a vida financeira.
Nesse sentido, essa democratização está diretamente relacionada a mais facilidade em serviços como cartões de crédito, empréstimos, financiamentos, entre outros. Em sua conclusão, ele destaca que o Real Digital aprofundará a inclusão financeira.
BC considera oferta e demanda
A moeda digital se encontra na fase de testes, com previsão de lançamento para o fim deste ano. Na prática, o Drex será a versão eletrônica do dinheiro físico. Ademais, o BC usa o conceito de oferta e demanda para fabricar o dinheiro, além disso, eles têm vida útil, portanto, precisam ser substituídos ao longo dos anos.
Contudo, assim como o cheque, o Pix e outras formas de representação de recursos financeiros não extinguiram as notas e moedas, o Drex também não irá, pois ainda há uma demanda sobre ele.
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Muitos brasileiros usam e preferem o dinheiro físico
Uma pesquisa divulgada pelo Banco24Horas revelou que 44% de seus entrevistados afirmam usar o dinheiro físico como o principal meio de pagamento. As classes mais baixas, D e E se destacam, pois nestes grupos a preferência é elevada a 65%.
Em 2021, um ano após o lançamento do Pix, o BC fabricou R$ 3,3 bilhões em cédulas e moedas. Ou seja, assim como não houve interrompimento logo após o Pix, também não haverá futuramente. No mais, segundo o BC, atualmente há 29,48 bilhões de moedas e 7,68 bilhões de notas. Juntas, essa quantidade representa R$ 342,3 bilhões em circulação.
Imagem: Poetra.RH / Shutterstock.com
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