No início desta semana, o governo chinês autorizou o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) – em português, o Banco Industrial e Comercial da China – a fazer a compensação direta das moedas do Brasil e China.
Banco chinês vai intermediar moedas do Brasil e China
Sendo estudado desde janeiro desde ano, Brasil e China definem banco que vai intermediar a relação entre as moedas de ambos. Saiba mais!
Assim, o ICBC atuará como uma “clearing house”, servindo como intermediário para as operações comerciais e financeiras realizadas com as moedas dos dois países. Ou seja, o banco chinês vai atuar como um facilitador na relação comercial entre ambos países.
Com este intermediário, Brasil e China não vão necessitar utilizar o dólar estadunidense neste tipo de operação. Em suma, os dois países planejam esta operação deste janeiro deste ano.
Impacto na relação entre Brasil e China
Vale destacar, inicialmente, que em 31 de janeiro de 2023 os Bancos Centrais do Brasil e da China assinaram um memorando para possibilitar a conversão de moedas. Desde então, as entidades financeiras foram se aproximando.
Assim, nesta quarta-feira (29), a secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, participou de evento empresarial em Pequim, capital da China, onde foi confirmado a instituição financeira que estabeleceria o intercâmbio entre moedas.
Na oportunidade, Rosito comentou que a escolha da “clearing house é um passo inicial para implementação da medida”. Segundo a secretária, o processo para que tal política ganhe força depende de recursos e uma mudança na cultura empresarial dos dois países.
Ainda vale destacar que ICBC é o maior banco do mundo em ativos, conforme levantamento realizado pela consultoria S&P Global. O governo chinês é responsável pelo controle da instituição financeira que, desde 2013, possui subsidiária no Brasil.
Outro exemplo desta política no governo Lula
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No início de 2023, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou a Argentina. Na oportunidade, o Presidente da República sugeriu a criação de uma política semelhante à aplicada agora por Brasil e China.
Dessa forma, caso esta medida ganhe corpo, algumas operações comerciais e financeiras entre estes países seriam feitas com real e peso, não havendo a necessidade de utilizar o dólar dos Estados Unidos.
Imagem: Rafastockbr e Pla2na / Shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
