O Banco do Brasil (BBAS3) atualizou o valor de um dos juros sobre capital próprio (JCP) que serão pagos aos acionistas em setembro. O montante por ação, originalmente calculado em R$ 0,10245643978, passou por atualização pela Selic e chegou a R$ 0,10527005787 por ação.
O pagamento está previsto para 11 de setembro de 2026 e contemplará os investidores que mantiveram posição em BBAS3 na data de corte, em 1º de setembro. A partir de 2 de setembro, os papéis passaram a ser negociados na condição “ex-JCP”.
A movimentação chama atenção porque o Banco do Brasil terá dois pagamentos de JCP na mesma data, ampliando o valor recebido por quem tinha direito às duas distribuições.
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O primeiro pagamento corresponde ao JCP complementar relativo ao segundo trimestre de 2026. O valor inicial por ação foi de R$ 0,10245643978 e é atualizado pela Selic até a data do crédito, conforme comunicado do próprio banco enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Já o segundo pagamento corresponde à remuneração antecipada referente ao terceiro trimestre. Nesse caso, o valor informado pelo BB é de R$ 0,03450628312 por ação, também com crédito programado para 11 de setembro. O comunicado oficial informa que a base para o recebimento é igualmente a posição acionária de 1º de setembro.
A agenda de proventos da B3 também registra os dois pagamentos do Banco do Brasil para a mesma data, com valores arredondados de aproximadamente R$ 0,10 e R$ 0,03 por ação.
Na prática, um investidor que tinha 1.000 ações BBAS3 na data de corte terá direito aos dois JCP. Considerando os valores brutos informados, o total fica próximo de R$ 139,78 antes dos descontos tributários aplicáveis ao JCP.
O que significa a atualização pela Selic?

A correção do primeiro JCP está relacionada ao período entre a apuração do valor e o pagamento. O comunicado do Banco do Brasil estabelece que o montante seria atualizado pela taxa Selic até a data do crédito.
Por isso, o valor efetivamente informado para o pagamento pode ser superior ao número originalmente anunciado. Essa atualização não representa um novo JCP independente, mas uma correção prevista para a remuneração já aprovada.
O investidor deve, portanto, diferenciar o valor inicialmente declarado do valor atualizado que será efetivamente utilizado no pagamento.
Quem tem direito aos pagamentos do BBAS3?
O direito aos dois pagamentos foi definido pela posição acionária registrada em 1º de setembro de 2026.
Isso significa que não é necessário manter as ações até 11 de setembro para receber o dinheiro. O requisito fundamental é ter os papéis na carteira na data estabelecida pelo banco.
Depois do chamado “data com”, as ações passam a ser negociadas “ex-provento”. No caso desses pagamentos, isso ocorreu a partir de 2 de setembro.
Essa diferença é importante para quem acompanha ações pagadoras de dividendos e JCP. Comprar BBAS3 depois da data de corte não dá direito retroativo ao provento já anunciado.
Quanto o acionista vai receber?
Os valores brutos por ação dos dois pagamentos são:
JCP complementar do 2º trimestre: R$ 0,10527005787 por ação, atualizado pela Selic.
JCP antecipado do 3º trimestre: R$ 0,03450628312 por ação.
Assim, o investidor que tiver direito aos dois pagamentos receberá aproximadamente R$ 0,13978 bruto por ação, antes da tributação correspondente.
A quantia final depende do número de ações mantidas na data de corte e dos descontos aplicáveis. Para quem possui 10 mil ações, por exemplo, o valor bruto dos dois JCP ficaria próximo de R$ 1.397,76.
JCP do Banco do Brasil tem desconto de imposto?
Diferentemente dos dividendos, os juros sobre capital próprio estão sujeitos à retenção de Imposto de Renda na fonte, conforme as regras tributárias aplicáveis.
Por esse motivo, o valor divulgado pela companhia é um montante bruto. O crédito líquido recebido pelo investidor será menor após a retenção.
O próprio Banco do Brasil orienta os acionistas a consultarem seus informes de rendimentos e os canais oficiais de Relações com Investidores para acompanhar os valores pagos e as informações necessárias para a declaração anual.
Como acompanhar os proventos do Banco do Brasil?
O Banco do Brasil mantém em seu portal de Relações com Investidores uma área específica para acompanhar o histórico de remuneração aos acionistas, comunicados, informações financeiras e documentos enviados ao mercado.
A B3 também reúne calendários de dividendos e JCP das companhias listadas. Na agenda referente à semana de 8 a 11 de setembro, os dois pagamentos do BBAS3 aparecem programados para 11 de setembro, com data com em 1º de setembro.
Para o investidor, acompanhar a data de corte é essencial. O valor anunciado por ação, sozinho, não determina quem receberá o dinheiro.
O que o investidor deve observar em BBAS3?

O pagamento de JCP pode ser relevante para estratégias de geração de renda, mas não deve ser analisado isoladamente. A cotação da ação, os resultados do banco, a política de remuneração, a qualidade da carteira de crédito, a rentabilidade e o cenário de juros também influenciam o retorno do investimento.
Além disso, o preço da ação pode sofrer ajustes após a passagem da data “com”. Por isso, o recebimento de um provento não significa necessariamente que o investidor terá ganho financeiro equivalente ao valor distribuído.
O Banco do Brasil continua divulgando seus resultados e documentos corporativos por meio do RI, onde também podem ser consultados dados financeiros e comunicados ao mercado. A central de resultados do banco, por exemplo, disponibiliza as informações referentes ao segundo trimestre de 2026.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
