O Banco do Brasil (BB) se consolidou como líder nas redes sociais entre as cinco maiores instituições financeiras do país, segundo um levantamento recente da AtivaWeb Inteligência Digital. O estudo, que analisou o desempenho dos bancos de maio a outubro de 2025, revelou que o BB foi o que mais cresceu em número de seguidores e também o que mais engajou o público.
Banco do Brasil supera concorrentes: Bradesco, Itaú, Nubank e Caixa ficam para trás
Banco do Brasil registra maior crescimento em seguidores e engajamento nas redes sociais entre os grandes bancos, superando Itaú e mais!
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Crescimento expressivo em número de seguidores
De acordo com o relatório, o Banco do Brasil aumentou sua base de seguidores em impressionantes 29,7% no período analisado. Em números absolutos, a instituição saltou de 680 mil seguidores em maio para 882 mil em outubro, demonstrando uma estratégia digital robusta e eficaz.
Comparativo de crescimento com outros bancos
O crescimento do BB se destaca em relação aos concorrentes. Veja abaixo o desempenho das demais instituições no mesmo período:
- Bradesco: aumento de 20% em seguidores
- Itaú: crescimento de 15%
- Nubank: acréscimo de 11%
- Caixa Econômica Federal: avanço mais tímido, de apenas 7%
Esses dados indicam que, embora bancos digitais como o Nubank mantenham uma presença consistente nas redes, os bancos tradicionais estão investindo pesado na transformação digital de suas marcas.
Banco do Brasil também lidera o engajamento
Mais do que conquistar novos seguidores, o Banco do Brasil também lidera quando o assunto é engajamento digital — ou seja, a capacidade de gerar interação entre curtidas, comentários, compartilhamentos e menções em suas publicações.
Segundo a AtivaWeb, o BB apresentou um índice de engajamento de 0,69%, o mais alto entre as cinco instituições. A métrica é baseada na média da interação do público em relação ao número de seguidores, sendo que quanto mais próximo de 1, maior o nível de engajamento.
Ranking de engajamento entre os bancos
- Banco do Brasil – 0,69%
- Itaú – 0,59%
- Bradesco – 0,47%
- Nubank – 0,21%
- Caixa Econômica Federal – 0,07%
Esses números mostram que o BB conseguiu ir além da presença digital e transformar seus canais sociais em verdadeiros pontos de contato com o cliente.
Estratégias por trás do sucesso do Banco do Brasil nas redes sociais
Comunicação humanizada e regionalizada
Uma das apostas do Banco do Brasil tem sido a comunicação humanizada, com foco em campanhas que valorizam a cultura brasileira e os laços com as regiões onde atua. A linguagem mais próxima do dia a dia da população, combinada com um visual atraente e adaptado a diferentes plataformas, tem feito a diferença.
Além disso, o banco passou a promover mais conteúdo regionalizado, mostrando projetos sociais, patrocínios e ações locais — o que fortalece a conexão emocional com o público.
Parcerias e presença em eventos
O BB também tem investido em patrocínios e eventos que dialogam com públicos estratégicos, como música, esportes e empreendedorismo. Participações em festivais, lives culturais e transmissões esportivas têm gerado grande repercussão e compartilhamento orgânico.
Adoção de influenciadores e creators
Outra iniciativa que tem rendido frutos é a utilização de influenciadores digitais, sobretudo entre o público jovem. O Banco do Brasil tem buscado creators que dialogam com causas sociais, diversidade e educação financeira — temas que ressoam fortemente nas redes sociais.
A batalha das marcas financeiras no ambiente digital

Bancos tradicionais versus bancos digitais
Durante muito tempo, os bancos digitais dominaram a conversa online, especialmente entre os mais jovens. No entanto, os dados da AtivaWeb indicam uma inversão dessa percepção: os bancos tradicionais vêm acelerando sua presença digital, disputando a atenção dos usuários com estratégias mais sofisticadas e alinhadas às novas demandas do consumidor.
Enquanto o Nubank ainda conta com uma base sólida de defensores digitais, o estudo mostra que seu engajamento tem caído, ficando em apenas 0,21% — menos da metade do índice do BB.
A Caixa ainda patina nas redes sociais
Apesar do alcance nacional, a Caixa Econômica Federal tem desempenho digital tímido. Com um crescimento de apenas 7% em seguidores e o menor engajamento entre os bancos (0,07%), a instituição pública ainda enfrenta desafios para tornar sua comunicação mais atraente e próxima da realidade digital do público.
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+311 mil seguidores
Importância do engajamento para o setor bancário
Muito além dos likes: relacionamento e fidelização
No setor bancário, a presença digital vai muito além de curtidas ou seguidores. As redes sociais são hoje canais fundamentais para:
- Educação financeira
- Atendimento ao cliente
- Promoção de produtos e serviços
- Gestão de reputação
- Fidelização da base de clientes
Bancos que sabem usar bem esses canais colhem frutos em satisfação do cliente, retenção e adesão a novos serviços.
Métricas importam (mas contexto é tudo)
O número de seguidores pode ser uma métrica de vaidade se não for acompanhado de engajamento real. É por isso que o índice de engajamento se torna um termômetro mais preciso da eficiência da comunicação nas redes. O sucesso do Banco do Brasil nesse sentido demonstra que interação vale mais que audiência passiva.
Desafios e oportunidades para os bancos

Inteligência artificial e automação
Com o crescimento das redes sociais, os bancos precisam investir em tecnologias de automação de atendimento, monitoramento de reputação e personalização de conteúdo. A inteligência artificial (IA) já é usada para responder dúvidas frequentes, analisar sentimentos e ajustar campanhas em tempo real.
Crise de confiança e transparência
Num cenário de desinformação e aumento de críticas nas redes, a transparência e a responsabilidade social ganham ainda mais peso. Bancos que se posicionam de forma clara, com dados, prestação de contas e respostas rápidas, têm mais chances de manter a credibilidade e construir comunidades engajadas.
O papel da nova geração
As Gerações Z e Alpha, que já nasceram conectadas, esperam autenticidade, propósito e responsabilidade social das marcas. Isso obriga os bancos a repensar sua linguagem, seus produtos e até suas causas — migrando de um marketing institucional para um marketing de valores.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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