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Banco do Brasil: negociação assegura bônus de R$ 3 mil para funcionários

Funcionários do Banco do Brasil podem ter direito a um pagamento adicional de R$ 3 mil relacionado à Campanha de Adimplência 2026. A proposta foi construída nas negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e o banco e alcança cerca de 71,5 mil trabalhadores das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio. O pagamento, porém, […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 10 min de leitura
Banco do Brasil

Funcionários do Banco do Brasil podem ter direito a um pagamento adicional de R$ 3 mil relacionado à Campanha de Adimplência 2026. A proposta foi construída nas negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e o banco e alcança cerca de 71,5 mil trabalhadores das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio.

O pagamento, porém, não é automático neste momento. Ele depende do cumprimento do indicador previsto na campanha e das regras que ainda serão detalhadas pelo Banco do Brasil. A expectativa apresentada nas negociações é de que o crédito ocorra após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026, com previsão para fevereiro de 2027.

A proposta também prevê mudanças em benefícios, licença-paternidade, carreira, saúde e condições de trabalho. Entenda o que já foi definido, quem está incluído e o que ainda precisa acontecer para que o pagamento seja realizado.

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Quem poderá receber os R$ 3 mil do Banco do Brasil?

Banco do Brasil
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O reconhecimento financeiro foi negociado para aproximadamente 71,5 mil funcionários das Unidades de Negócios e Unidades de Apoio que estiverem dentro do público definido pela campanha.

Um ponto que chamou atenção nas negociações é que o valor não representa uma nova meta individual. A condição está vinculada a um indicador geral já estabelecido pelo banco para o grupo abrangido pela campanha.

Na prática, isso significa que o trabalhador elegível não precisará atingir individualmente uma determinada quantidade de resultados para receber o valor. Se o indicador geral for alcançado e as demais condições previstas no regulamento forem cumpridas, o pagamento será destinado a todo o público enquadrado.

Segundo a representação dos funcionários, o indicador atualmente apresenta 85% de probabilidade de ser alcançado. O regulamento detalhado da campanha ainda deverá ser divulgado pelo Banco do Brasil.

Quando os funcionários devem receber o pagamento?

A previsão apresentada durante a negociação é de pagamento em fevereiro de 2027, depois da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026.

Portanto, o valor não deve ser depositado imediatamente. Antes disso, será necessário verificar o resultado do indicador e as demais regras estabelecidas para a Campanha de Adimplência 2026.

O cronograma definitivo dependerá da regulamentação e dos procedimentos adotados pelo banco.

Os R$ 3 mil substituem a PLR?

Não.

O reconhecimento financeiro negociado é adicional aos instrumentos de remuneração já existentes. De acordo com a proposta apresentada, ele não substitui nem altera a PLR, o PDG ou outros programas de remuneração previstos para os funcionários.

Essa distinção é importante porque o pagamento de R$ 3 mil não deve ser confundido com a Participação nos Lucros ou Resultados (PLR).

O que ainda precisa acontecer para o pagamento ser confirmado?

Apesar de a negociação ter avançado, existem etapas antes do crédito.

A primeira é a definição das regras da Campanha de Adimplência pelo Banco do Brasil. Depois, será necessário verificar se o indicador estabelecido será efetivamente alcançado.

Além disso, a proposta global do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico do Banco do Brasil precisa passar pela deliberação dos trabalhadores. As assembleias foram convocadas para avaliar a proposta apresentada durante a Campanha Nacional 2026.

Por isso, o anúncio dos R$ 3 mil deve ser entendido como uma conquista negociada dentro da proposta, e não como um depósito já disponível para consulta.

Por que o Banco do Brasil concedeu esse reconhecimento?

A negociação ocorreu em um momento de pressão sobre os resultados do Banco do Brasil, especialmente diante dos efeitos do aumento da inadimplência no setor do agronegócio.

O tema esteve presente nas discussões entre representantes dos trabalhadores e a direção do banco. A negociação específica do BB chegou à proposta final depois de várias rodadas, com diferentes reivindicações envolvendo remuneração, saúde, carreira e condições de trabalho.

O reconhecimento de R$ 3 mil foi incorporado na reta final das tratativas e passou a fazer parte do conjunto de medidas submetidas à avaliação dos trabalhadores.

Proposta também prevê mudanças em benefícios

O pagamento adicional não foi o único avanço apresentado. A proposta de renovação do ACT reúne medidas em diferentes áreas.

Entre os principais pontos estão:

  • Cassi: adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados;
  • Carreira: realização de estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração (PCR);
  • PLR: compromisso de crédito em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases;
  • Licença-paternidade: ampliação de 20 para 35 dias;
  • Auxílio para filhos com deficiência: aumento de R$ 760,48 para R$ 874,55;
  • Central de Relacionamento: salário de referência passa de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027;
  • ANBIMA: possibilidade de abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas;
  • PCDs: ampliação de medidas de apoio a funcionários com deficiência e pais de dependentes PCDs;
  • Violência doméstica: estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno ao trabalho;
  • Ações afirmativas: inclusão de políticas de priorização de mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas em processos seletivos internos.

Licença-paternidade pode subir para 35 dias

Uma das mudanças propostas envolve diretamente os funcionários que se tornarem pais.

A licença-paternidade passaria de 20 para 35 dias para pais de filhos nascidos a partir de 30 dias depois da assinatura do ACT, conforme as condições apresentadas na proposta.

A medida amplia o período disponível para acompanhamento do nascimento e dos primeiros dias de vida da criança.

Auxílio para filhos com deficiência terá reajuste

Outro ponto previsto é a elevação do auxílio destinado a funcionários com filhos com deficiência.

O valor apresentado na proposta passa de R$ 760,48 para R$ 874,55, o que representa aumento de 15%, antes da aplicação do reajuste relacionado à Campanha Nacional 2026.

A proposta também amplia mecanismos de apoio aos pais e mães de dependentes PCDs.

Central de Relacionamento terá novo salário de referência

Os funcionários da Central de Relacionamento e do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) também aparecem entre os grupos contemplados.

A proposta prevê uma reavaliação das funções, com novos papéis e responsabilidades, além da elevação do salário de referência de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77 a partir de janeiro de 2027.

Segundo as informações apresentadas pelo sindicato, a medida alcança atualmente 558 funcionários nessa função e também prevê a abertura de novas vagas.

O que muda para a Cassi?

A proposta prevê um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal do Banco do Brasil para o Plano de Associados da Cassi.

Segundo as informações divulgadas sobre a proposta, o recurso tem como objetivo contribuir para a manutenção das reservas mínimas do plano até novembro de 2026 e criar condições para uma discussão conjunta sobre o custeio da Cassi.

O tema é relevante porque a sustentabilidade financeira da assistência à saúde dos funcionários e aposentados do banco vem sendo objeto de negociações entre a instituição e as entidades representativas.

Há outras mudanças previstas no acordo?

Sim. O texto apresentado durante as negociações inclui ainda medidas relacionadas à saúde, endividamento, desenvolvimento profissional e condições de trabalho.

Entre elas estão:

  • abono da ausência em 31 de dezembro de 2026;
  • indenização por morte decorrente de assalto elevada para até R$ 550,5 mil;
  • apresentação de alternativas para combater o endividamento dos funcionários;
  • revisão de exames complementares relacionados ao acompanhamento de doenças crônicas;
  • inclusão de egressos de bancos incorporados no Programa Bem Viver, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
  • adoção do modelo do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) para atendimento às mudanças da NR-1;
  • afastamento de oito dias na formalização de união estável;
  • ampliação das jornadas destinadas a funcionários PCDs para reparos em equipamentos.

O que o funcionário precisa fazer agora?

Neste momento, não há indicação de que o trabalhador precise solicitar individualmente os R$ 3 mil.

O principal passo é acompanhar a regulamentação da Campanha de Adimplência e as decisões sobre o ACT. O enquadramento dependerá do público definido pelo banco e das condições previstas no regulamento.

Também é necessário aguardar a apuração do indicador da campanha. Mesmo com a estimativa atual de 85% de probabilidade de cumprimento, o pagamento está condicionado ao resultado efetivamente alcançado.

Por isso, o funcionário deve acompanhar os comunicados oficiais do Banco do Brasil e das entidades representativas para verificar as regras definitivas, o resultado do indicador e o calendário de pagamento.

O que acontece se a meta geral não for atingida?

Essa é uma das principais dúvidas neste momento.

O reconhecimento financeiro está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na campanha. Portanto, a estimativa atual de 85% não significa garantia de pagamento.

Caso a condição estabelecida no regulamento não seja alcançada, o pagamento poderá não ser devido, conforme as regras que serão formalizadas pelo banco.

Por isso, é preciso diferenciar a proposta negociada da efetiva confirmação do direito ao crédito.

Entenda o que está definido até agora

Banco do Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

Em resumo, a proposta estabelece um possível pagamento adicional de R$ 3 mil para cerca de 71,5 mil funcionários do Banco do Brasil abrangidos pela campanha. O valor depende do cumprimento de uma meta geral e das demais regras que serão divulgadas pelo banco.

A previsão é de pagamento em fevereiro de 2027, após os resultados do quarto trimestre de 2026. O benefício será adicional à PLR e aos demais programas de remuneração existentes.

Além do valor financeiro, a proposta negociada inclui mudanças em licença-paternidade, auxílio para filhos com deficiência, carreira, Cassi, atendimento, inclusão e condições de trabalho.

Para o trabalhador, a orientação mais segura é aguardar a publicação do regulamento e acompanhar a conclusão das deliberações sobre o ACT. Só depois dessas etapas será possível saber definitivamente quem estará enquadrado e como o pagamento será operacionalizado.

Conclusão

A negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e o Banco do Brasil trouxe um novo possível ganho financeiro para milhares de funcionários, com a previsão de um reconhecimento de R$ 3 mil para cerca de 71,5 mil trabalhadores. O pagamento, no entanto, ainda depende do cumprimento do indicador da Campanha de Adimplência e das regras que serão divulgadas pelo banco.

Além do valor, a proposta reúne mudanças em benefícios, licença-paternidade, carreira, assistência à saúde e condições de trabalho. Para os funcionários, o próximo passo é acompanhar a regulamentação da campanha e a conclusão das deliberações sobre o Acordo Coletivo de Trabalho.

Se as condições forem cumpridas, o crédito está previsto para fevereiro de 2027. Até lá, a recomendação é acompanhar os comunicados oficiais para confirmar a elegibilidade, o resultado do indicador e a data definitiva do pagamento.

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