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Banco famoso é condenado a pagar indenização bilionária por discriminação

Banco famoso pelos investimentos vai parar indenização para funcionárias e ex-funcionárias. Entenda o que está acontecendo.

Avatar de Ana Luisa Ana Luisa · · 2 min de leitura
Martelo de juiz posicionado sobre várias notas de cinquenta reais

Banco famoso no mundo inteiro aceita pagar indenização bilionária para se livrar de processo judicial. Isso porque cerca de 3.000 funcionárias e ex-funcionárias do Goldman Sachs estavam movendo uma ação de discriminação e assédio contra as mulheres dentro da empresa. 

O Goldman Sachs é um dos maiores e mais conhecidos bancos de investimento do mundo. Assim, possui escritórios em vários países do mundo e sua lista de clientes tem algumas das empresas e das pessoas mais importantes do globo. 

Justamente para manter a imagem de banco famoso e reconhecido pela qualidade, o Goldman Sachs acabou fazendo um acordo extrajudicial com as demandantes. O anúncio aconteceu através de uma nota conjunta entre o banco e os advogados das vítimas. 

Banco famoso pelos investimentos vai pagar US$ 215 milhões em indenização

Associadas e vice-presidentes que atuaram no banco desde julho de 2002 até março de 2023 moveram uma ação contra o Goldman Sachs. De acordo com o processo, o banco tinha uma política discriminatória contra as suas funcionárias. 

O banco famoso pela predominância de homens nos postos de comando sofre acusações de:

  • Discriminação salarial (melheres tinham salários menores do que os homens nas mesmas funções);
  • Dar às mulheres uma avaliação de desempenho mais fraca, impedindo que elas conseguissem uma promoção.

Além disso, o processo também conta com 75 casos de comportamento inadequado por parte dos funcionários do Goldman Sachs. Essas situações envolvem comentários inapropriados, manuseio e até pedidos por sexo. 

O acordo entre as partes abrange o pagamento de uma indenização de US$ 215 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão) e a participação de um especialista independente para aferir as avaliações de desempenho da empresa nos próximos anos.

2.800 mulheres serão beneficiadas 

A ação das ex-funcionárias contra o banco dos Estados Unidos começou em 2010 e o primeiro julgamento estava marcado para acontecer em 5 de junho em Nova York, onde fica a sede do Goldman Sachs. 

As 2.800 mulheres que fazem parte da ação trabalham ou já trabalharam nos setores de gestão de investimento, banco de investimento e valores mobiliários. 

Imagem: Satur / shutterstock.com

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